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Idris Elba rejeita ser James Bond e fala que 007 não pode ser “woke”

Durante entrevista, ele disse que James Bond deve ser retratado da maneira como foi imaginado nos livros.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Idris Elba disse que não será 007 e fala que franquia não deve se tornar woke
Fonte da imagem: Reprodução

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Após passar anos na lista de destaque entre os principais atores para interpretar James Bond com a saída de Daniel Craig da franquia, Idris Elba falou que não assumirá a personagem.

Durante uma entrevista para a revista GQ, o ator britânico com ascendência de Serra Leoa pôs um ponto final nos boatos.

Isso nunca foi algo legítimo. Sempre foi apenas um rumor”, foi assim que o ator respondeu sobre a possibilidade de interpretar o agente secreto mais famoso do mundo.

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Boatos começaram por causa de Obama

Ele conta que essa história começou ainda em 2008, quando aconteceu a estreia do filme Quantum of Solace.

Naquele mesmo ano, os EUA se preparavam para eleger Barack Obama e havia um forte entusiasmo da comunidade negra.

A animação era tanta com a novidade, que Daniel Craig chegou a dizer que parecia ser a hora de um James Bond negro.

A partir dessa fala, os fãs começaram a cogitar a possibilidade de Idris Elba, mesmo que não houvesse nenhuma conversa oficial.

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“James Bond foi escrito da forma como foi escrito por um motivo”

Na entrevista, idris Elba fala que ele mesmo nunca levou a sério a possibilidade de interpretar 007.

Além disso, defendeu que o agente secreto deveria ser retratado nas telonas da forma como foi pensado por Ian Fleming em seus livros:

James Bond foi escrito da forma como foi escrito por um motivo. Mas fiquei lisonjeado com a ideia. E também acho que, de forma realista, alguns mercados simplesmente não aceitam isso. Bond é enorme no mundo todo. E [nem todos os públicos] aceitariam um homem negro, um africano, interpretando Bond. Não é algo de que gostam em sua cultura. Ponto final.”

O ator também acrescentou que 007 tem um importante papel de entreter e fornecer uma válvula de escape para o público.

Em sua visão, não há nenhuma necessidade de trazer pautas políticas e identitárias para uma franquia que tem esses objetivos:

Bond é tão irrealista que um toque de realidade é algo positivo, mas não devemos tentar torná-lo ‘woke’. Acho que é preciso ser fiel ao que ele é: escapismo. Não tente responder aos gostos do mundo. Apenas seja Bond.”

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