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Governo Lula entra em processo na ONU que acusa Israel de genocídio

Presidente vem criticando Israel desde o início do conflito no Oriente Médio.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Lula conversando com Mauro Viana.
Fonte da imagem: Gazeta do Povo

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O Brasil aderiu à ação movida pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ), o principal órgão judicial da ONU

Com isso, o governo defende que Israel "cesse imediatamente todos os atos e medidas que possam constituir genocídio ou crimes relacionados nos termos da Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio". 

A África do Sul acusa Israel de violar os direitos humanos desde 2023, porém uma nova petição do país afirma que Israel teria escalado o conflito para “uma nova e horrenda fase”.

Foi com base nisso que o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, justificou a decisão de entrar no processo:

"Os últimos desenvolvimentos da guerra nos fizeram tomar a decisão de nos juntarmos à África do Sul na Corte Internacional".

A medida reforça o discurso de Lula, que já acusou Israel de "genocídio" e chegou a comparar a situação na Faixa de Gaza com o holocausto nazista

Na semana passada, Lula criticou a postura das grandes potências em relação à guerra durante um evento com o presidente da Indonésia:

Assim como o Brasil, a Indonésia sempre defendeu que o diálogo é a única forma de solucionar a guerra na Ucrânia. Reconhecer o povo palestino e permitir seu ingresso na ONU é reconhecer a simetria necessária para a paz. Nunca tivemos medo de apontar a hipocrisia diante das mais flagrantes violações do nosso tempo”.

Entenda a guerra entre Israel e Hamas que divide opiniões no mundo inteiro com o documentário From the River to the Sea.

A Brasil Paralelo levou suas câmeras até o Oriente Médio, onde filmou relatos de militares, especialistas e sobreviventes da guerra. Assista abaixo:

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