O projeto foi criado pela Defensoria Pública de Minas Gerais e terá vagas para adolescentes criminosos e voluntários.

Escola de Masculinidade, esse é o nome de uma nova iniciativa da Defensoria Pública de Minas Gerais.
O projeto mira jovens de 13 a 21 anos e afirma que tem como foco “escuta qualificada, igualdade de gênero, responsabilização e construção de relações não violentas”.
As turmas terão 20 alunos, metade formado por menores que cumprem medidas socioeducativas por algum crime e a outra metade por voluntários inscritos.
O grupo deverá acompanhar ao menos 10 encontros e está classificado como parte da “atuação preventiva” da defensoria.
A coordenadora estratégica de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da DPMG, Daniele Bellettato, fala que o projeto também é importante para jovens não violentos:
“Não necessariamente ele precisa ter praticado algum ato de violência. A ideia é trabalhar esse aspecto dentro do adolescente para que ele não reproduza as práticas violentas que vive no entorno dele”.
“A gente sentiu a necessidade de ter essa temática em separado porque ela é mais profunda e mais enraizada dentro de cada indivíduo”, complementou.
Já existia uma iniciativa semelhante voltada para os adultos, agora os esforços do órgão se voltam para os mais jovens
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Ao mesmo tempo em que a defensoria traz esse tipo de iniciativa, quando pessoas no espectro da direita tentam trazer o debate sobre masculinidade são rechaçadas.
Um dos exemplos mais recentes foi o do ator Juliano Cazarré, que organizou um evento voltado ao público masculino chamado O Farol e a Forja.
Para Cazarré, "a sociedade enfraqueceu os homens e está pagando o preço por isso".
Após sua postagem, uma enxurrada de comentários de artistas e atores famosos tomaram conta do seu instagram.
O próprio artista falou sobre a onda de cancelamentos que vem sofrendo por causa do evento.
“Os progressistas, essa turma toda, as feministas estão o tempo inteiro reclamando de violência masculina, ausência paterna, estupro e tem todo o direito de reclamar, mas quando eu crio um evento pra gente ter homens melhores, eles tem chilique”.
Para ele, essa reação é um sinal de que a esquerda não quer solucionar problemas, mas sim lucrar com a divisão da sociedade:
“Eles dividiram o país em brancos contra negros e criam uma animosidade racial que não existia no Brasil, jogam homens contra mulheres e gays contra héteros. Por quê? para chegar na eleição e falar: ‘O Brasil é o país que mais mata mulheres no mundo, vote na gente que tudo vai ser resolvido’. Só que nunca resolve, a violência sempre aumenta.”