Aliado de Bolsonaro havia convocado paralisação por anistia, mas caminhoneiros afirmam que é por questões trabalhistas.

Francisco Dalmora Burgardt, mais conhecido como Chicão Caminhoneiro, anunciou uma paralisação nacional da categoria.
Representando a União Brasileira dos Caminhoneiros, ele foi à presidência da República para protocolar uma ação ligada à greve convocada para quinta-feira (4).
Ele afirma que o processo foi escrito “a quatro mãos” e está sendo articulado com diversas lideranças sindicais da categoria.
Em um vídeo gravado em Brasília, Chicão fala ao lado do ex-desembargador e aliado de Bolsonaro Sebastião Coelho, que promete dar assessoria jurídica para a greve.
“Estaremos protocolando o movimento para trazermos a legalidade jurídica dessa ação que vamos iniciar a partir do dia 4 de dezembro. Doutor Sebastião Coelho estará conosco, nos acompanhará. Teremos todo o suporte jurídico necessário para o ato e dentro da legalidade que a lei estabelece”, anunciou Chicão.
Sebastião Coelho afirmou que todos os serviços devem participar da greve, salvo veículos hospitalares, ambulâncias e a serviço dos bombeiros.
Na semana passada, Sebastião Coelho havia usado suas redes sociais para convocar uma greve de caminhoneiros em defesa da anistia:
“Nós já fizemos tudo o que estava ao nosso alcance até aqui, sem qualquer resultado. E qual é o objetivo? A anistia. Anistia ampla, geral e irrestrita para todos do 8 de Janeiro e para o presidente Bolsonaro, que representa a todos. Qual é o destinatário dessa paralisação? O Congresso Nacional, que está de costas para o povo brasileiro”, declarou no vídeo.
Apesar disso, alguns representantes da categoria têm afirmado que a greve não tem motivações políticas e acontece por demandas trabalhistas, segundo o jornal Metrópoles.
Entre as principais exigências da categoria se destacam pontos como:
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