Qual é o verdadeiro sentido do Natal? Esta reflexão pode mudar sua forma de olhar o mundo

Redação Brasil Paralelo
Redação Brasil Paralelo

E se o verdadeiro sentido do Natal estivesse escondido entre tantos enfeites, luzes e compras? Em dezembro, as árvores de Natal decoram shoppings e as bolinhas brilhantes enfeitam os pinheiros de plástico. Tudo é enlaçado pelas tranças de pisca-pisca. As lojas colocam guirlandas e o velho Noel ressurge após um ano.

A beleza das decorações causa distração e tende a nos afastar do real significado.

Para um comerciante, o sentido do Natal pode ser um lucro maior; para uma criança, ocasião de presentes; para uma avó, a data da receita anual que todos amam.

Até mesmo o tio, que espera a sobremesa para fazer a piada do pavê, pode enxergar o Natal de uma maneira diferente.

Outros celebram com tristeza. Há aqueles que trabalham, aqueles que perderam um ente querido e aqueles que não têm condições de celebrar por falta de dinheiro ou de saúde.

Para todos é possível encontrar o verdadeiro sentido do Natal, pois ele não depende de nada material.

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O que você vai encontrar neste artigo?

  1. Qual é o verdadeiro significado do Natal?
  2. Por que um acontecimento tão distante possui sentido nos dias de hoje?
  3. A origem da festa de Natal e a controvérsia pagã;
  4. O Marketing do Natal e o envolvimento da Coca Cola;
  5. A história do Natal sem a presença do Papai Noel;
  6. Quais significados do Natal são importantes para todos?
  7. Qual é o significado de cada um dos símbolos de Natal?
  8. O que o Natal tem a ver com a Páscoa?
  9. A reflexão de Natal que todos deveriam saber.

Qual é o verdadeiro significado do Natal?

Em dezembro, a saudação “Feliz Natal!” é muito comum. Mas ela precisa ser melhor explorada para revelar a riqueza que oculta e pretende transmitir. Muitos contemporâneos perderam a dimensão espiritual dos votos natalinos.

Ao compreender a história sobre o verdadeiro sentido do Natal, as pessoas podem viver uma alegria mais profunda e não apenas uma festividade superficial.

O primeiro passo é entender o significado da palavra. “Natal” deriva do latim natalis, que significa nascimento. Em inglês, a variação é outra. A palavra Christmas é uma evolução de Christes mæsse (Christ’s mass) que quer dizer missa de Cristo.

O Natal é uma festa religiosa cristã. Em uma dimensão menor, comemora-se o aniversário do nascimento de Jesus, mas não apenas isso. A tradição recorda um mistério nesta festividade: a Encarnação do próprio Deus.

Não é possível separar o sentido do Natal de sua religiosidade. Se isto fosse feito, haveria uma descaracterização e a festa seria apenas o fruto de um feriado comercial. Sem entender o cristianismo, não se entende o Natal.

Os três pilares da cultura ocidental são a filosofia grega, o direito romano e a tradição cristã. Mesmo os não-crentes vivem em uma sociedade sustentada por este tripé. Portanto, alguns conceitos-chave são imprescindíveis para a explicação do Natal.

O que a compreensão da natureza humana tem a ver com o Natal?

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A alegria celebrada no Natal tem sua razão de ser por causa de uma tristeza.

A teologia cristã ensina que o homem traiu a Deus. Para a cultura cristã ocidental a natureza humana está decaída, inclinada ao mal e incapaz de reerguer-se por si mesma.

Gerações passaram milênios esperando por um Salvador. O Antigo Testamento narra a vida daqueles que esperavam pelo Messias, o Redentor. Por isso, é preciso conhecer a história bíblica para compreender fielmente o que significa o Natal.

O núcleo da celebração natalina

Os cristãos celebram a visita de Deus que se faz homem.

Eles creem que estão decaídos, que não podem entrar no paraíso com suas próprias forças ou méritos. Acreditam na necessidade de serem resgatados por Deus. Finalmente, no Nascimento de Jesus em Belém, creem que o Senhor veio ao encontro da ovelha perdida.

Neste cenário, a razão dos cânticos de glória, da alegria, da festa e da felicidade é compreendida. Não haveria motivo para a alegria se não houvesse necessidade de socorro. A partir disto, pode-se explorar melhor o significado do Natal.

Por que um acontecimento tão distante possui sentido nos dias de hoje?

O verdadeiro sentido do Natal reside na felicidade da criatura que recebe a visita de seu Salvador.

O mistério natalino é que o Criador do mundo visitou sua criação na condição de criatura. Para os que creem, Jesus é Deus feito homem. Muitos não-cristãos também vivem o Natal. Esta tradição se espalhou pelas sociedades, gerando muitos frutos.

A caridade é o principal deles.

O significado do Natal continua a ter sentido nos dias de hoje por causa desta tradição religiosa. Os homens começaram a tratar-se uns aos outros como irmãos, porque receberam a mensagem de que Deus é Pai de todos.

Com o ensinamento de viver na fraternidade, a cultura foi transformada. Esta é uma forte base para justificar que todos são iguais em dignidade. Afinal de contas, a tradição cristã sempre ensinou a salvação universal.

Seguindo a virtude da caridade, o bem é feito aos mais necessitados, àqueles que padecem com a pobreza, a enfermidade e o abandono.

Mesmo que a fé em Jesus não seja professada, o Natal continua a ser um sinal de união, de esperança e de pedido de paz. Com esta grande preparação, o sentido do Natal pode ser compreendido por todos.

A origem da festa de Natal e a controvérsia pagã

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Algumas fontes ensinam que o dia 25 de dezembro foi escolhido para cristianizar uma festa pagã. Antes do advento cristão, a festa do sol vencedor era celebrada no solstício de inverno do hemisfério norte.

Era o Dies Natalis Solis Invicti, e alguns povos celebravam a vitória do sol sobre o gelo e as trevas.  

Tardiamente, autores medievais ensinaram que a Igreja escolheu a mesma data para celebrar o Nascimento de Cristo, que seria o verdadeiro sol.

Mas nenhum documento sustenta que os primeiros cristãos escolheram a data para cristianizar a festa pagã do sol vencedor.

Existem outras razões para a escolha desta data.

Porque o Natal é comemorado no dia 25 de dezembro?

O dia em que Jesus nasceu é incerto, mas muitas tradições apontam para o dia 25 de dezembro. O Monsenhor Nicola Bux, por exemplo, tentou confirmar esta data a partir de informações retiradas da Bíblia.

Seus estudos revelaram que Zacarias exercia funções de sacerdote nos últimos dias de setembro, quando foi anunciado o nascimento de seu filho João Batista.

Disto decorre o seguinte:

  • No dia 23 de setembro, Zacarias e Isabel receberam a notícia de que teriam um filho;
  • Seis meses depois é relatado o anúncio do Anjo Gabriel a Maria;
  • Em 24 de junho, três meses depois, João Batista nasceu;
  • Finalmente, seis meses depois, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro.

O primeiro a afirmar que o Nascimento de Jesus aconteceu no dia 25 de dezembro foi um santo católico, Hipólito de Roma. Sua afirmação data do século III.

Como as tradições não são unânimes, os registros apontam que os fiéis do Egito comemoravam o Natal em 6 de janeiro. Clemente de Alexandria propôs o dia 18 de novembro e um pseudo-Cipriano propôs o dia 28 de março.

Em 350 d.C., o Papa Júlio I definiu que o Natal seria comemorado em 25 de dezembro. O feriado católico entrou no calendário mundial quando o Imperador Justiniano fez dele um feriado nacional em 529.

Mas com o passar do tempo, o marketing foi se apropriando da tradição natalina. O forte apelo às compras mudou a percepção do Natal para muitos.

  • É preciso aprender a história como ela realmente aconteceu, sem ideologias. Conheça a série Brasil – A Última Cruzada. Talvez você nunca tenha sido ensinado sobre a verdadeira história do próprio país.

O Marketing do Natal e o envolvimento da Coca Cola

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O Papai Noel como o conhecemos hoje é fruto direto do marketing da Coca-Cola. Em 1931, Archie Lee, executivo de uma agência de publicidade contratada pela Coca-Cola, quis mudar a aparência do Velho Noel.

Desde 1920 ele era representado em um tom mais sério, simplesmente com homens fantasiados. Por isso, Lee quis uma imagem realista e simbólica ao mesmo tempo.

Coube ao ilustrador Haddon Sundblom criar as imagens publicitárias. Ele se inspirou no poema de Clement Clark Moore (1822):

“A visit from St. Nicholas (Véspera de Natal)
Era véspera de Natal, e nada na casa se movia,
Nenhuma criatura, nem mesmo um camundongo;
As meias com cuidado foram penduradas na lareira,
Na esperança de que Papai Noel logo chegasse;
As crianças aconchegadas, quentinhas em suas fronhas,
Enquanto rosquinhas de natal dançavam em seus sonhos;
Mamãe com seu lenço, e eu com meu gorro,
Há pouco acomodados para uma longa soneca de inverno;
Quando no jardim começou uma barulhada,
Eu pulei da cama para ver o que estava acontecendo.
Para fora da janela como um raio eu voei,
Abri as persianas, e subi pela cortina.
A lua no colo da recém-caída neve,
Dava um lustro de meio-dia em tudo em que tocava,
Quando, para meus olhos curiosos, o que apareceu:
Um trenó miniatura, e oitos renas pequenininhas,
Com um motorista velhinho, tão alerta e muito ágil,
E eu soube, na mesma hora, que era o Papai Noel.
Mais rápido que uma águia vinha pelo caminho,
E assobiava, e gritava, e as chamava pelo nome;
“Agora, Dasher! Agora, Dancer! Agora, Prancer e Vixen!
Venha, Comet! Venha, Cupid! Venham, Donder e Blitzen!
Por cima da sacada! Para o topo do telhado!
Agora fora, depressa! Fora todos, bem depressa!”
Como folhas revoltas antes do furacão,
Sem encontrar obstáculos, voaram para o céu,
Tão alto, acima do telhado voaram,
O trenó cheio de brinquedos, e Papai Noel nele também.
E então num piscar de olhos, ouvi no telhado
O toque-toque e o arrastar dos casquinhos.
Como um desenho em minha cabeça, assim que virei
Descendo a chaminé Papai Noel vinha resoluto
Todo vestido de peles, da cabeça até os pés,
E com a roupa toda manchada de cinzas e carvão;
Um saco de brinquedos em suas costas,
Parecia um mascate ao abrir o saco.
Seus olhos – como brilhavam! Suas alegres covinhas!
Suas bochechas como rosas, seu nariz como uma cereja!
Sua boquinha sapeca curvada para cima como num arco,
A barba em seu queixo tão branca como a neve;
O cabo do cachimbo bem preso em seus dentes,
A fumaça envolvendo sua cabeça como uma guirlanda;
Tinha um rosto redondo e uma barriga grande,
Que sacudia, quando ele sorria, como uma tigela de geléia.
Era gordinho e fofo, um perfeito elfo velhinho e alegre,
E eu ri quando o vi, sem poder evitar;
Uma piscada de olhos e um meneio de cabeça,
Na hora me fizeram entender que eu nada tinha a temer;
Não disse uma só palavra, mas voltou direto ao seu trabalho,
E recheou todas as meias; então virou no pé,
E colocando o dedo ao lado do nariz,
Acenando com a cabeça, a chaminé escalou;
Pulou em seu trenó, ao seu time assobiou,
E para longe voaram, como pétalas de dente-de-leão.
Mas ainda o ouvi exclamar, enquanto ele desaparecia
“Feliz Natal a todos, e para todos uma Boa Noite!”

O Papai Noel foi representado sendo caloroso, amigável, gorducho e humano. De 1931 a 1964 a publicidade já o mostrava entregando brinquedos. Inclusive, tomando Coca-Cola enquanto brincava.

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Pinturas a óleo de Sundblom tornaram-se outdoors, cartazes, calendários e até bonecos. A versão final surgiu em 1964. Algumas obras originais estão em exibição no World of Coca-Cola na Georgia, em Atlanta.

Uma curiosidade, é que o Sundblom se baseou em um vendedor aposentado para pintar o Papai Noel. Era o seu amigo Lou Prentiss. As crianças ao redor eram as da vizinhança.

Enfim, com esta apropriação de sucesso que as pessoas tanto gostavam, vender tornou-se mais fácil e mágico. Outras empresas fizeram o mesmo.

Atualmente, as estratégias de venda começam pelo menos três meses antes do Natal. Envolvem toda a caracterização, cupons, descontos, apelos emocionais, incentivo ao consumismo e propagandas elaboradas.

Apesar do sentimento da época ser canalizado comercialmente, a história do Natal pode ser contada sem a presença do papai Noel.

A história do Natal sem a presença do Papai Noel

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Na contemporaneidade, a verdadeira história do Natal não ocupa espaço em propagandas de marketing. Geralmente não é representada nas esferas sociais. Em muitos lugares, a simples menção aos fatos gera acusações e polêmicas.

Tudo começou no tempo do Imperador César Augusto, na província romana da Judeia, em Belém. O nascimento que ali teve lugar mudou a história de tal forma que o tempo foi dividido em antes e depois de Cristo.

O Nascimento de Jesus é narrado, principalmente, nos Evangelhos de Lucas e de Mateus.

Eles relataram que Jesus nasceu de uma mãe virgem. José e Maria tiveram que viajar de Nazaré a Belém. Era preciso apresentar-se ao censo, que visava contar o povo e recolher impostos para Roma.

Jesus nasceu em uma simples manjedoura durante esta viagem.

De acordo com os relatos bíblicos, anjos e pastores adoraram o Menino. Também são mencionados os Reis Magos vindos do Oriente, guiados por uma estrela. Diante de Jesus, eles acreditaram que estavam diante de um rei.

Porém, antes de encontrá-lo na manjedoura, eles conversaram com Herodes, rei da Judeia, perguntando pelo nascimento do novo rei. O monarca fingiu querer prestar suas homenagens ao Menino e pediu aos Magos que retornassem para dizer-lhe onde estava a criança.

Tendo percebido que a intenção de Herodes não era boa, eles não retornaram para falar com ele. Por isso, o rei ordenou a morte de todos os meninos com menos de 2 anos de idade.

José fugiu com Maria para o Egito e voltou para Nazaré somente após a morte de Herodes.

“Naqueles dias César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o Império Romano. Este foi o primeiro recenseamento feito quando Quirino era governador da Síria. E todos iam para a sua cidade natal, a fim de alistar-se.
Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galileia para a Judeia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi. Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho.
Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria”.

Algumas lições universais podem ser aprendidas a partir deste relato. O Natal é justamente a ocasião para lembrá-las.

Quais significados do Natal são importantes para todos?

Humildade

Muito se aprende com a lembrança deste episódio. Foi ensinado que o próprio Deus quis um pobre nascimento em vez de uma aparição gloriosa.

O primeiro valor que se destaca é o da humildade.

A história do Nascimento de Jesus ensina a todos o bem de se fazer servidor dos outros. Para isso, é necessário ser humilde e não se colocar no centro de tudo.

A simbologia da manjedoura o reforça. O autor de tudo foi colocado para repousar no lugar do alimento dos animais em um estábulo. Não foi em um berço esplêndido.

Esperança

Os tempos eram difíceis e a Família de Nazaré foi perseguida. Mesmo em meio às trevas, o Nascimento do Salvador foi um sinal de luz.

Portanto, no significado do Natal brilha o valor da esperança. Todos podem aprender a não desistir e esperar por um bem, mesmo quando tudo parece escuro e sem solução.

Despojamento

Além disso, é ensinado que Jesus, riquíssimo por ser Deus, nasceu pobre.

Destaca-se o valor dos bens não materiais, dos bens que forjam o ser de uma pessoa, pelo que ela é, não pelo que tem.

Amor e família

Por último, mas longe de esgotar as possibilidades, a humanidade contempla o amor envolvido em toda a narrativa. O amor que move Deus a descer das alturas a favor dos homens. O amor dos homens que buscam a Deus para honrá-Lo.

O amor dos pais, o amor dos pastores, o amor dos Reis Magos…

Em um mundo fraturado, onde os homens são colocados contra as mulheres, os negros contra os brancos, os filhos contra os pais e os pais contra os filhos, o valor da família unida e que se ama surge como um modelo universal.

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Com tanto a aprender, alguns símbolos são necessários para recordar os propósitos do Natal.

Qual é o significado de cada um dos símbolos de Natal?

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Estes símbolos são tradicionais em muitíssimas casas, lojas, shoppings e igrejas. Mas qual é a real mensagem que eles querem transmitir?

1 – Presépio

O presépio remete ao lugar de recolher o gado, como um estábulo. Em um local assim, foi relatado o Nascimento de Jesus.

O primeiro foi montado por São Francisco de Assis no século XIII, na Itália. Foi sua a ideia de representar o Nascimento de Jesus para explicar melhor como tudo aconteceu.

Com o passar do tempo, a tradição se fortaleceu e ele passou a ser montado em outras igrejas e nas casas das pessoas.

Ele também simboliza a união do divino com o terreno.

2 – Árvore de Natal

A imagem dos pinheiros é de vitória sobre a neve. A folhagem não seca nem perde a cor verde. Portanto, é um sinal de esperança. O símbolo também remete à Trindade, por causa de seu formato triangular.

3 – Papai Noel

O bom velhinho foi inspirado em uma figura real: São Nicolau. Ele foi um bispo do século III que tinha o hábito de dar presentes às crianças.

Pela fama de ser caridoso com as crianças e pelos milagres que lhe foram atribuídos, ele foi canonizado. Tornou-se um símbolo de Natal, diretamente ligado ao Menino Jesus.

Com o desenvolvimento da tradição, começou a ser chamado de Pai Natal ou Papai Noel.

4 – Estrela de Natal

A estrela que costumeiramente é colocada no topo da árvore rememora a Estrela de Belém. Na história bíblica, uma estrela guiou os reis magos até a manjedoura na qual Jesus foi colocado ao nascer.

Outro de seus nomes é “Estrela Guia”, por revelar o local do Nascimento de Jesus na tradição cristã.

“Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judeia, no tempo do Rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo. O Rei Herodes, ao ouvir isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém; e reunindo todos os principais sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo”.

5 – Presentes de Natal

O Menino Jesus foi presenteado com ouro, incenso e mirra. Deste fato decorre o costume de presentear os outros nesta época do ano.

“E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra”.

De acordo com os teólogos cristãos, os presentes também carregam uma simbologia. O ouro refere-se à realeza reconhecida em Jesus; o incenso, à sua divindade; a mirra, à sua humanidade.

6 – Velas

As velas têm o sentido de relembrar a vitória sobre as trevas. A luz irrompe na escuridão para apontar o caminho e ser um sinal de esperança. Analogamente, Jesus é considerado a luz do mundo, que está perdido no pecado.

7 – Guirlandas

São enfeites com folhas, frutas ou ramagens que são entrelaçadas. Pendurá-las nas portas pertencia a uma tradição pagã que dava boas-vindas aos deuses para receber benefícios com boas colheitas, por causa do inverno.

No cristianismo, é um sinal de esperança e de alegria. Não se recebe mais a visita dos deuses que trazem bonança na semeadura, mas o próprio Jesus.

8 – Ceia de Natal

Representa o banquete eterno e a união da família. Simboliza a união e a confraternização. Para os cristãos, Jesus nasceu para resgatar a todos e levar a humanidade ao paraíso, onde haverá o Banquete do Cordeiro.

Neste aspecto, é interessante notar que o Natal está relacionado à Páscoa.

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O que o Natal tem a ver com a Páscoa?

A promessa que acompanha o Nascimento de Cristo é a promessa da felicidade sem fim. Ora, desde os gregos, a filosofia já aponta que a finalidade última do homem é ser feliz. Em busca da felicidade é que as pessoas fazem todas as outras coisas.

A felicidade é chamada de fim último, bem em si mesmo. Não se busca ser feliz para conseguir outra coisa. A felicidade é o ponto de chegada e tudo o mais são meios.

No Natal, recorda-se a promessa de Deus de fazer a todos permanentemente felizes.

Nesta interpretação, entende-se que o Natal e a Páscoa são festas de redenção. No Nascimento de Jesus, os cristãos recordam-se da redenção pascal, que é a vitória sobre a morte e o pecado. Eles lembram-se que foi para isso que Deus se encarnou.

Ambos os acontecimentos estão unidos, sendo um o momento inicial e o outro o final.

A Páscoa é celebrada no início da primavera, quando o sol vence os nevoeiros densos e frios, renovando a terra. O sentido do Natal também está na vitória da Luz.

Ao nascer, a presença de Deus veio destruir o mal. Na Páscoa, a destruição do mal acontece.

O sentido do Natal é rico e convida as pessoas a fazerem uma revisão de suas próprias vidas.

A reflexão de Natal que todos deveriam fazer

“Como você está vivendo este Natal?”

Alguns anos são mais difíceis do que outros. Alguns períodos da vida têm uma carga maior de tristeza.

Perdas de entes queridos, doenças, fome, dívidas, solidão…

Talvez tudo esteja bem com alguns, mas é sempre válido pensar sobre a situação dos que não conseguem sorrir nesta época do ano.

Como viver o Natal?

É possível vivê-lo sem presentes, sem fartura, sem abraços e beijos. Parece um fracasso, mas um tesouro está ali escondido.

O sentido do Natal é que Deus brilha na escuridão e visita o homem na dor e na pobreza. É preciso renovar as esperanças de que, em meio às ondas tempestuosas, a ajuda virá. Um ato de fé é preciso, mesmo em meio a decepções e escândalos.

Se o seu Natal não for como você gostaria que fosse, lembre-se da história da Família de Nazaré em condições tão adversas. José e Maria não desistiram, não desista também.

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