Quais são as consequências sociais do coronavírus?

Redação Brasil Paralelo
Redação Brasil Paralelo

As consequências sociais do coronavírus são extensas e afetam a sociedade em diversas áreas. Vidas, economia, direitos e liberdades individuais são afetados pelas decisões dos governantes que tentam combater o que julgam perigoso.

Após um ano de convívio com o novo coronavírus, o que mudou na vida das pessoas?

O que você vai aprender neste artigo?

  1. O que mais afeta a sociedade: o ser humano ou o vírus?
  2. Quais as consequências sociais do coronavírus?
  3. Autoridade da ciência e o coronavírus;
  4. Consequências das decisões que envolvem a Covid-19;
  5. Oportunismo político na pandemia;
  6. As consequências do coronavírus afetam as liberdades individuais;
  7. A liberdade de expressão durante pandemia;
  8. Problemas gerados por instituições supranacionais como a OMS.

O que mais afeta a sociedade: o ser humano ou o vírus?

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Durante a Primeira Guerra Mundial, morreram aproximadamente 20 milhões de pessoas. Na Revolução Russa, os números variaram entre 20 e 60 milhões. Na Segunda Guerra Mundial, a estimativa aponta 60 milhões de mortos. Como um último exemplo, a Guerra Fria as revoluções que causou foram responsáveis por 80 milhões de mortes.

Em um levantamento do número de mortos por doenças virais, comuns em todo o mundo, percebem-se outros números.

A Gripe Espanhola foi responsável por aproximadamente 50 milhões de mortos. A AIDS foi responsável por 2,8 milhões. Sarampo, H2N2 e H3N3 juntos somam aproximadamente 5,2 milhões de mortos.

Estes dados não servem como justificativa para a desvalorização das vidas. Antes, são uma fonte para a conclusão: o próprio ser humano causa mais mortes do que os vírus.

Por esta razão, entende-se que os governantes tiranos são mais preocupantes do que as doenças, sem que estas deixem de ser importantes.

Mais uma vez na história, as pessoas vivem problemas políticos vinculados a problemas de saúde.

Entenda melhor o assunto assistindo o documentário abaixo, no qual a Brasil Paralelo faz 7 denúncias envolvendo o caso Covid-19.

Quais as consequências sociais do coronavírus?

O coronavírus causa prejuízo coletivo pela sequência de mazelas que causa. Muitas pessoas são infectadas e, decorrentemente, a sociedade inteira padece, seja na economia, no trabalho ou no sistema de saúde.

Esta é uma descrição da realidade. Diante dela, a reflexão proposta é saber até que ponto é viável  propor sanções individuais como o único caminho para impedir o prejuízo coletivo.

O tema em questão passa a ser sobre as formas de obrigar um comportamento padrão aos outros.

As formas de coerção mais comuns na história são o uso do diálogo ou da força. Porém, como as sociedades se organizam em torno das autoridades que as governam, surge outra possibilidade.

Pessoas podem ser obrigadas a agir de um certo modo quando se requer que governantes usem o poder da lei. Entretanto, ao pedir a coerção do Estado, corre-se o risco de impor sanções erradas.

É completamente possível que leis erradas sejam impostas. Ao defender que o governo invada a liberdade, abre-se um precedente para que se intensifiquem as intervenções nas vidas de cada cidadão.

Em algum momento futuro, um governante que não possuir a aprovação da população poderá continuar a impor leis devido a autoridade que seus antecessores receberam.

Este é um dos problemas enfrentado ao abrir precedentes para a imposição de algo que se considera bom em um dado momento.

A respeito das consequências sociais do coronavírus, por exemplo, percebe-se que é natural que algumas pessoas tomem cuidados e outras não; que algumas empresas fechem e outras não.

O problema do coletivismo

Quando o governo adota um combate ao problema de forma coletivista, está determinando que todos devem fazer o mesmo. Os governantes alegam emitir decretos pelo  bem comum e que supostamente representam todos os indivíduos.  

Outro problema é a corrupção. O medo infligido conduz a população a aumentar o poder de um governante. Este, por sua vez, pode parar de agir pelo bem comum e agir pelos próprios interesses.

Quando o Estado recebe muitos poderes, é possível que comece a aproximar suas ações do modus operandi dos governos totalitários da história.

Diante dos problemas gerados pelo coronavírus, o mundo inteiro assistiu, constantemente, à violação dos direitos fundamentais.

  • Para vencer um vírus, é válido tirar o direito ao trabalho e a tentativa dos cidadãos sustentarem a própria família?

Autoridade da ciência e o coronavírus

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O ser humano não é científico em si mesmo. As pessoas não agem de maneira científica, porque, afinal, a ciência é apenas um entre vários métodos de pesquisa.

O ser humano não é imparcial como pretende o método científico. Não separa-se das pessoas suas paixões, pontos de vista, interesses, desejos e afins.

Para o cientista, ser imparcial, racional e capaz de análise do observado é a exceção.

Segundo Daniel Kahneman, ganhador do Prêmio Nobel:

“A máquina de criar sentido produz interpretações coerentes e simples do mundo, e o faz através da negação da ambiguidade que realmente existe, já que quando ocorre a ambiguidade você escolhe uma interpretação do mundo em particular em detrimento de outras interpretações possíveis. Nesse sentido, vivemos subjetivamente em um mundo muito mais simples do que ele realmente é”.

Naturalmente, as pessoas substituem perguntas difíceis por perguntas simples, usando exemplos que conheçam para definir fatos desconhecidos e agir como se o que soubessem fosse tudo o que existe, na hora de prever aquilo que seria imprevisível.

O método científico envolve:

  • Estudo;
  • Experimento;
  • Descrição;
  • Clareza das variáveis;
  • Reprodução de experimentos;
  • Produto: inalterabilidade dos resultados.

Não é possível submeter toda a realidade dentro desse método. No entanto, atualmente, a ciência é usada como a autoridade que emite uma opinião conclusiva sobre os assuntos.

Trata-se de uma fantasia, porque a comunidade científica é descentralizada, possui intenso debate sobre quase a totalidade dos pontos. Cientistas podem ser financiados por governos e empresas e pesquisas podem ser enviesadas.

A ciência é uma busca e não uma conclusão.

Não existe unidade na ciência. Até mesmo grandes cientistas discordam entre si. Até mesmo temas banais, como os benefícios e malefícios de alimentos como ovos e café, seguem sendo permanentemente debatidos por especialistas.

Em meio às consequências do coronavírus e aos argumentos usados em nome da ciência, é necessário relembrar que cientistas não estão livres de serem parciais e falíveis.

A ciência é imparcial apenas depois da revisão de pares e dos papers acadêmicos.

No caso da Covid-19, os cientistas não dominam todas as variáveis do novo vírus. O cenário ainda é de incerteza e desconhecimento.

A instrumentalização política da ciência

Políticos precisam demonstrar certeza, controle e domínio. Durante o último ano, usaram o pretexto da ciência para obter esses efeitos, o que gera uma contradição. As decisões às quais o país assistiu e viveu foram escolhas de gestores públicos, não decisões científicas propriamente ditas.

Não compete aos cientistas tomar decisões globais. O método científico convive necessariamente com a dúvida e não emite certezas absolutas.

Em 2020 e em 2021 muitos governadores e prefeitos, por exemplo, buscaram legitimar suas decisões usando uma mentira: a de que exista uma unidade científica.

Quando se diz que algo éfeito em nome da ciência, significa dizer que algo é bom ou ruim, provado ou não?

Até mesmo a OMS (Organização Mundial da Saúde) não apresentou, desde o início das consequências do coronavírus até os dias atuais, uma explicação totalmente consistente.

Um forte exemplo dos problemas graves gerados pelos governantes que alegam representar a vontade geral do povo, pode ser visto na Revolução Francesa. Um governante, naquela época, podia representar todo o corpo social.

As consequências foram a proibição de partidos políticos, de veículos de imprensa, da Igreja, de livros, e 40 mil pessoas guilhotinadas em menos de um ano.

A frase abaixo, por exemplo, é de Hitler:

“O povo alemão é um só corpo, mas sua integridade está ameaçada. Para manter a saúde do povo, é preciso curar o corpo infestado de parasitas”.

Com a enviesada interpretação da teoria evolucionista (pretensamente científica), os nazistas decretaram que havia uma raça superior para a qual era preciso um território para se expandir. A classe médica era a com maior representação de todas dentro do Partido Nazista.

Em 1933, 44,8% dos médicos já estavam filiados ao partido. Eram eles que davam o diagnóstico Lebensunwerrtes leben (vida indigna de viver) aos recém nascidos de outras “raças”.

Com isso, pretendia-se significar que estava cientificamente provado que eram indignos de viver. O vice-líder do Partido Nazista afirmava que o nazismo consistia na biologia aplicada.

Esses exemplos, embora distantes no tempo, revelam similaridades em relação às consequências do coronavírus.

Quando um político arroga para si o poder de agir em nome da ciência, de Deus ou da vontade do povo, através da proliferação do medo ou da ausência de debate, é preciso ter cuidado.

Consequências das decisões envolvendo a Covid-19

“Toda decisão é limitada ao conhecimento de quem decide e a sua capacidade de operá-lo.
Quanto mais desconhecido for o fenômeno sobre o qual decidimos, maior a chance de não conhecermos as variáveis.
Quanto maior for o impacto das decisões, maior a chance de não conhecermos as consequências”.

Segundo o Prêmio Nobel de Economia, Friedrich Hayek, a economia é composta pelo comportamento de todos os seres humanos. Não há competência  científica capaz de compilar todas as variáveis em uma fórmula preditiva.

“Toda a ciência da sociologia é baseada na ideia de que você pode explicar a sociedade com um modelo muito simples. Eu não vejo justificativa alguma para a existência de uma teoria científica na sociedade pois não existe justificativa para existência de uma teoria científica na naturologia. Os problemas da sociedade são difíceis o suficiente e você assumir que você pode ter um modelo teorético que explique as funções da sociedade é infundado. A sociologia fez um trabalho admirável em questões empíricas detalhadas, mas eu não acho que exista algo como a ciência da sociologia”.

O ser humano não é capaz de medir todas as consequências econômicas a partir de determinadas ações.

Atualmente, uma das maiores consequências do coronavírus tem sido o sacrifício da economia. Muito se ouviu falar que as vidas são mais importantes do que a economia e que é necessário salvá-las  e, só então, preocupar-se com valores econômicos.

Tal ideia é contraditória, se, por exemplo, uma pequena empresa começa a enfrentar problemas financeiros, entre 22 e 28 dias sem vender, quando 75% dos empregos são gerados, no Brasil, por pequenos empreendedores.

Em todos estes meses, com as consequências do coronavírus, o déficit sobre o PIB poderá ser o maior da história. A dívida pública atingirá níveis preocupantes.

No início de tudo, nas primeiras 9 semanas daquilo que se chamou de pandemia, os Estados Unidos registraram 38 milhões de desempregados. Milhares de lojistas se viram sem condições de pagar os aluguéis.

  • A situação econômica dos EUA está em decadência. Entenda as razões assistindo à trilogia O Fim das Nações.

No Brasil, o Sebrae registrou a quebra de 600 mil empresas nas primeiras semanas e 9 milhões de desempregados.

A própria ONU afirmou que o número de pessoas que passam fome pode dobrar em função da crise do coronavírus. Aproximadamente 265 milhões serão atingidas.

Segundo a Lancet Global Health, uma das mais famosas revistas científicas de medicina, cada ponto de desemprego no Brasil está associado a mais de 30 mil  novas mortes todos os anos.

Estes poucos dados são suficientes para entender que a economia está estreitamente relacionada à preservação das vidas.

As consequências se estendem para a forma como as pessoas veem o mundo. Sendo obrigadas a deixar de trabalhar, correm o risco de não considerar o dever de lutar por seus direitos e por sua liberdade.

A permanência constante em casa pode significar também a degradação do estímulo ao crescimento.

Quando se perde o nível organizacional, a civilização torna-se vulnerável.

  • Quais problemas estão sendo plantados em meio a tantas consequências sociais causadas pela Covid-19?

Oportunismo político durante a pandemia

Centenas de bilhões foram gastos com estados e municípios brasileiros devido ao coronavírus.

Em estado de calamidade, não há a obrigação de cumprir a meta fiscal prevista e licitações deixam de ser necessárias. Há também a isenção de improbidade administrativa.

Como resultado, muito dinheiro é movimentado com pouco controle. Isso aumenta o risco do uso mal-intencionado do dinheiro público.

O ambiente que se criou devido à pandemia é objetivamente favorável à corrupção. Em último caso, não seria nem mesmo vantajoso, corruptamente pensando, solucionar as consequências do coronavírus.

Desde março, quando os decretos começaram, até os dias atuais, muitas denúncias foram registradas. Elas envolvem:

  • Vendas por cartéis;
  • Preços superfaturados;
  • Favorecimento de fornecedores;
  • Desvio de materiais;
  • Propina;
  • Tratamentos desnecessários.

Abaixo, uma lista de disparidade de preços envolvendo respiradores para os casos graves de coronavírus:

  • MG: R$ 58.800,00;
  • SP: R$ 183.000,00;
  • RJ: R$ 187.000,00;
  • Bahia: R$ 160.000,00;
  • Ceará R$ 117.000,00;
  • Pará: R$ 126.000,00 (nenhum respirador funcionou);
  • Roraima: R$ 215.000,00 (os respiradores não foram entregues).

No Rio de Janeiro também foi detectado um bilhão gasto sem licitação. Além disso, o aluguel de tendas provisórias durante o prazo previsto saiu mais caro do que o Distrito Federal gastou para construir 4 hospitais de campanha.

Em Niterói, um hospital avaliado em 45 milhões foi alugado por 58 milhões.

No estado do Amazonas, ventiladores que custam 39 mil foram comprados de uma loja de vinhas por 117 mil. Diante disso, como confiar em governantes que não explicam o que estão fazendo?  

As consequências do coronavírus afetam as liberdades individuais

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O Artigo Quinto da Constituição assegura liberdades fundamentais, que não podem ser alteradas nem mesmo por emendas constitucionais.

IV – É livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato.
VI – É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.
XIII – É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.
IX – É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Estas são garantias tão sagradas que, ainda que o Brasil entre em guerra, o Presidente precisará ouvir o Conselho da República e o Conselho de Defesa, pedir autorização ao Congresso Nacional e, só então, decretar estado de sítio, sustando algumas das garantias constitucionais.  

Ignorando isso, o STF subscreveu que qualquer prefeito pode sustar as garantias constitucionais por meio de um simples decreto. Sustar o direito de ir e vir, de permanecer em praça pública, de reunião e de trabalho são os exemplos mais comuns.

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Durante a pandemia do novo coronavírus, os prefeitos e governadores passaram a ter um tipo de poder que só o Presidente teria e, mesmo assim, em casos extremos.

Muitos interpretam que este é um caminho para o poder absoluto sobre a vida das pessoas.

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Mesmo diante das consequências sociais do coronavírus, não é comum lidar com autoridades eleitas que determinam medidas restritivas. Sem consultar a população, fecha-se o comércio, restringe-se a locomoção e até cultos religiosos recebem intervenção estatal.

A lei tem sido usada para fechar propriedades alheias e os decretos levam em consideração o que algumas poucas pessoas consideram ser essencial.

Oportunidades de trabalho foram removidas. Sem dinheiro, nem mesmo é possível sustentar o consumo daquilo que é entendido como essencial.

De acordo com o Banco Central, apenas 6% dos brasileiros possui reservas de dinheiro para encarar uma emergência. Os cortes parciais ou integrais comprometem a sobrevivência.

A diminuição de renda leva a um consumo menor, e mesmo o que é considerado essencial corre o risco de não subsistir.

A realidade, à contramão das decisões, demonstra que todos os serviços são essenciais do ponto de vista daqueles que dependem de seus empregos para sobreviver.

“Somente indivíduos livres podem lutar pela liberdade, e a aceitação da subjugação do indivíduo ao estado é uma perda civilizacional”.

O lockdown congela a desigualdade.

Como se isso não fosse um problema, outro, tão grave quanto, é ver a população acostumar-se a perder seus direitos. Uma parcela até mesmo pede por isso.

Cerca de 11 estados brasileiros aderiram ao lockdown. Além de eficácia questionável, é uma medida inconstitucional.

Um exemplo recente de enfrentamento das consequências do coronavírus sem recorrer ao lockdown veio dos Estados Unidos. Veja alguns parágrafos do discurso da Governadora Kristi Noem, do estado da Dakota do Sul:

“A maioria dos governadores colocou seus estados em lockdown. As consequências foram desemprego recorde, empresas fechadas, a maioria das escolas fechada e sofrimento nas comunidades. A economia dos EUA parou. O Covid não esmagou a economia, quem esmagou a economia foi o governo.
Dakota do Sul é o único estado dos EUA que nunca ordenou o fechamento de uma única empresa ou igreja. Nunca instituímos toque de recolher. Nunca obrigamos o uso de máscaras. Nem sequer definimos o que é um negócio essencial, porque não acredito que os governadores tenham autoridade para dizer que seu negócio não é essencial.
Dr. Fauci [assessor de saúde do presidente] me disse que no meu pior dia eu teria 10.000 pacientes no hospital. Em nosso pior dia, tivemos pouco mais de 600.
Frequentemente, a aplicação de medidas não é baseada em fatos. A justificativa dessas medidas tem sido tudo, menos científica.
Nunca ultrapassamos nossa capacidade hospitalar e nossa economia está crescendo. Temos a menor taxa de desemprego do país. Somos o estado número um do país em manutenção de empregos, negócios abertos e dinheiro no bolso de nosso povo. O povo de Dakota do Sul manteve seus horários e seus salários em uma proporção maior do que os trabalhadores de qualquer outra parte do país. E nossas escolas estão abertas.
As próprias pessoas são as principais responsáveis ​​pela sua saúde e bem-estar. Eles são as únicas a quem foi confiada ampla liberdade, o livre arbítrio para exercer seus direitos de trabalhar, adorar seu Deus e ganhar a vida. Nenhum governador deve ditar ao seu povo quais atividades são oficialmente aprovadas ou não. E nenhum governador deve jamais prender, multar ou penalizar pessoas por exercerem suas liberdades.
Atualmente, muitos estão abraçando a China, uma nação que esmaga a liberdade de expressão e religião. A China literalmente coloca as minorias religiosas em campos de internamento. A China respondeu ao vírus da Covid tentando encobri-lo. E uma de suas estratégias de mitigação era fechar as portas das casas com solda para trancar as famílias em suas casas. Amigos da China não são amigos da liberdade”.

Se o Estado tem todo esse poder em mãos, e usa quando julga necessário, quem o impedirá de usá-lo outra vez?

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Liberdade de expressão na pandemia

A grande mídia tem reportado fatos e orientado o homem em direção a um mundo idealizado. Adquiriu uma função sacerdotal, não ao comunicar, mas ao guiar as pessoas rumo ao que é verdade ou mentira, certo ou errado, científico ou anticientífico, democrático ou antidemocrático.

Em casos mais notórios, o financiador da grande mídia é o próprio governo. A opinião dos jornalistas destaca notícias que influenciam a opinião pública, prejudicam adversários políticos e beneficiam aliados.

  • Entenda a estratégia de manipulação usada pela grande mídia e por influenciadores: Janela de Overton.

No contexto da pandemia do coronavírus, vê-se uma sociedade amedrontada, capaz de qualquer coisa pela segurança. O papel da mídia tem sido garantir notícias que amedrontam.

Um assunto muito em voga foi o da regulação da Internet, ou seja, censura de opiniões na rede. Quem questiona a “ciência” ou a grande opinião midiática, é perseguido.

Quando a massa adere às redes, canais independentes acabam recebendo um poder que incomoda o fluxo de informações controladas. Por isso, propõe-se o controle.

As próprias plataformas das redes sociais entraram no jogo de cercear opiniões. Postagens são deletadas, impedidas e desmonetizadas com pouco ou nenhum esclarecimento.

Problemas gerados por instituições supranacionais como a OMS

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Este é um problema gerado por organismos com pretensões de poderes supranacionais, como ONU, OMS e União Europeia.

Seria um erro pensar que são organismos científicos apolíticos e apartidários. Como o assunto é a Covid-19, a Organização Mundial da Saúde pode ser um exemplo adequado.

O presidente da OMS é escolhido pela votação dos países membros. No início da pandemia, Tedros já estava no cargo. Ele foi guerrilheiro e ministro da saúde de um regime ditatorial na Etiópia.

Teve apoio da União Africana e da China para assumir a presidência da OMS. O próprio povo etíope não o tolera. Tedros, inclusive, nomeou o ex-ditador do Zimbábue como embaixador da boa vontade na OMS.

Foi quem elogiou a China, durante a crise da Covid, como um país com novo padrão para controle de crise de surtos. Sua posição levou Trump a suspender o financiamento norte-americano da OMS.

  • Entenda melhor a relação dos Estados Unidos com a China na trilogia O Fim das Nações.  

Instituições globais são a reprodução da burocracia em escala internacional. Estas instituições almejam estar acima da soberania nacional, definindo políticas públicas.

Quaisquer tentativas globais de resolver problemas por um único viés, desconsiderando a cultura de cada país, podem causar problemas catastróficos.

A cultura política de cada civilização não é natural, mas é produzida pelo homem, e não um dado da natureza. Em pleno século XXI, há democracias que funcionam e que não funcionam, ditaduras dinásticas, autoritarismos, teocracias, repúblicas e monarquias. Há diferentes formas de tentar solucionar o problema da vida em sociedade.

Quais seriam as razões para crer que as instituições supranacionais possuam a solução para os problemas mundiais?

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