Casa Branca conduz negociações e prevê anúncio durante visita de Lula a Washington.

A Casa Branca quer usar prisões brasileiras para deter imigrantes capturados nos Estados Unidos.
A proposta, confirmada pela Jovem Pan, está sendo negociada diretamente pelo núcleo político do governo Trump.
A centralização indica que o tema ganhou prioridade na agenda bilateral. O anúncio de um acordo está previsto para a visita de Lula a Washington, inicialmente marcada para março e agora esperada para abril.
O modelo inspirador é o de El Salvador. O governo Trump propõe que o Brasil receba estrangeiros detidos nos EUA em penitenciárias brasileiras, nos mesmos moldes do que faz a prisão de segurança máxima Cecot, do presidente Nayib Bukele.
A demanda integra uma proposta de cooperação para combate a organizações criminosas transnacionais.
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As exigências americanas não param aí. Washington quer que o Brasil apresente um plano formal de enfrentamento ao PCC, ao Comando Vermelho, ao Hezbollah e a grupos ligados ao crime organizado chinês em território brasileiro.
A proposta prevê ainda o compartilhamento de dados biométricos de estrangeiros que buscam refúgio ou asilo no Brasil.
A medida, segundo autoridades americanas, integraria uma estratégia para bloquear rotas migratórias irregulares que passariam por portos e fronteiras brasileiras.
A contraproposta americana chegou em resposta a um plano de cooperação apresentado pelo próprio governo brasileiro. A iniciativa foi sugerida por Lula a Trump no ano passado e ajudou a reduzir as tensões após o tarifaço imposto pelos EUA
As demandas americanas ainda não foram aceitas e seguem em negociação. Um ponto especialmente sensível é a possibilidade de os EUA classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Em Brasília, a avaliação é que a classificação poderia abrir brechas legais para ações ou pressões americanas em território nacional.
O Palácio do Planalto teme ainda que o tema seja explorado politicamente durante o período eleitoral. Desde o início da semana, Lula realiza reuniões para discutir alternativas e definir a estratégia de negociação.
A presença dessas facções chegaram além das fronteiras. O Comando Vermelho já atua em todos os estados brasileiros e mantém conexões com ao menos oito países da América Latina. O PCC tem presença identificada em pelo menos 16 nações.
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