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Política•5 min de leitura

Trump diz acompanhar eleição brasileira “muito de perto” após Lula pedir que não se meta

Declaração ocorre após alerta de Lula e em meio a relatos da Abin sobre possível interferência dos EUA, negada por Washington.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Donald J. Trump
Fonte da imagem: White House

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A três dias do primeiro turno, Donald Trump colocou a eleição brasileira no radar da Casa Branca.

O presidente dos Estados Unidos disse a jornalistas que acompanha a disputa “muito de perto” e classificou o pleito como “muito importante”.

“O Brasil é um país muito importante, um grande país, as pessoas no Brasil são fantásticas”.

Ele não declarou apoio a nenhum candidato e não mencionou Lula ou Flávio Bolsonaro.

A ausência de um nome chama atenção porque o republicano tem apoiado publicamente candidatos alinhados a seu campo político em eleições de outros países.

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Lula pediu para Trump “não se meter”

A declaração acontece poucos dias depois de Lula mandar um recado direto ao presidente americano.

Durante um evento de campanha em Belém, o petista afirmou que Trump tem o direito de governar os EUA, mas não de interferir em outros países.

Lula também já havia criticado publicamente possíveis interferências externas e afirmou na ONU que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.

O governo americano nega que esteja tentando influenciar a eleição.

Em entrevista à CNN, uma porta-voz do Departamento de Estado afirmou que interferir em eleições estrangeiras não faz parte da estratégia dos Estados Unidos e reconheceu o Brasil como um país soberano.

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Abin relatou possível interferência dos EUA

O comentário de Trump também ocorre um dia depois de vir a público informações sobre reuniões da inteligência brasileira com autoridades europeias.

Segundo a agência Reuters, integrantes da Abin relataram a representantes da França e da Alemanha uma suposta interferência dos Estados Unidos e da Rússia no processo eleitoral brasileiro.

Um documento citado atribui à Abin a avaliação de que a ação americana incluiria desde medidas jurídicas até interferência reconhecida abertamente. O material não detalha a suposta atuação russa.

Washington já negou tentar interferir no pleito. A Rússia também rejeitou anteriormente acusações de interferência eleitoral em outros países.

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