Professor da PUC denuncia perseguição política na universidade
Roberto Beijato foi xingado por estudantes após criticar vandalismo em ato pró-Lula.

Militantes do movimento estudantil estão tentando intimidar e silenciar o professor de direito da PUC-SP Roberto Beijato por causa de suas posições políticas.
Em um relato que ele deu para a Brasil Paralelo, ele conta que o clima na instituição sempre foi de pressão contra funcionários e alunos com visões diferentes da hegemônica:
“Como sempre me posicionei à direita, eu sempre era alvo de comentários de alunos que falavam ‘aquele professor é fascista’, essas coisas que a gente está acostumado.”
Beijato destacou que nunca usou os espaços da universidade para expor seus posicionamentos, como faz o movimento.
As próprias instalações da universidade estão repletas de grafites e pichações com mensagens de apoio ao socialismo e ao governo do PT.
Alguns centros acadêmicos, como o de Letras, são repletos de imagens de ditadores socialistas, como Lênin, Fidel Castro e Daniel Ortega, assim como fotos de Lula.
No entanto, o professor relata que o clima de perseguição tem se tornado ainda mais tenso em meio às eleições presidenciais.
“Nesse período de eleição, que as coisas estão mais afloradas, esse centro acadêmico, que hoje está me atacando por algum dos seus membros, eles usaram a faculdade para fazer atos de campanha eleitoral o tempo inteiro, o que é crime eleitoral, diga-se de passagem. Levaram vários candidatos lá, vários.”
A Brasil Paralelo levou suas câmeras para as universidades para mostrar como a esquerda dominou esse espaço de maneira hegemônica. Clique aqui para assistir ao primeiro episódio da trilogia Unitopia.
Universidade não ajuda professor e manda ele “tomar cuidado”
O professor chegou a ser denunciado para a ouvidoria da universidade após publicar um stories defendendo o trabalho de Bukele em El Salvador.
Seu governo conseguiu fazer o país deixar de ser um dos mais violentos do mundo para se tornar um dos mais seguros no Ocidente.
“Pegaram esse print e mandaram para a ouvidoria, dizendo que eu estava defendendo regimes autoritários, bobagem, querendo me censurar. Fazem assim uma autêntica patrulha ideológica.”
Ao invés de receber apoio da instituição, os administradores chegaram a dizer que ele deveria “tomar cuidado”:
“Eu cheguei sim a receber orientações, digamos assim, das instâncias superiores, (3:30) para eu moderar meu discurso, para eu tomar cuidado. Vieram aqueles comentários como uma forma sutil de tentar te dar uma censurada.”
Apesar disso, ele escolheu seguir exercendo sua liberdade de expressão e manteve seus posicionamentos em redes sociais privadas.
Enquanto isso, professores que se identificam com o espectro da esquerda continuam pregando livremente suas ideias nas instalações da faculdade, como relatou:
“Todas as minhas manifestações de cunho político sempre se deram fora do ambiente universitário. Diferente do que o outro lado faz. Os professores que são da esquerda e tudo mais, eles militam abertamente, usam a universidade para isso.’’
Alunos xingam o professor nas redes
Um dos exemplos de como esses grupos tentam intimidar aconteceu após o professor Beijato publicar um vídeo com críticas aos atos de vandalismo durante as manifestações pró-Lula que aconteceram neste final de semana.
Um dos vídeos que mais circulou do ato mostra manifestantes depredando a entrada da estação Trianon-MASP.
“Aqui eles entregam o que realmente defendem: violência, intolerância, destruição de patrimônio público, vandalismo e pichação”, disse o professor sobre o episódio.
Diversos alunos de esquerda começaram a criticar o vídeo nos comentários, chegando a xingá-lo de maneira direta.
Uma pessoa chegou a chamá-lo de “lixo do c*****” e pedir por sua saída da universidade apenas por expor o que pensava sobre os atos.

Outra afirmou que ele era “uma vergonha” para a instituição e também pediu por sua saída.

Ao invés de se calar, como esperavam os alunos, o professor fez um outro vídeo, no qual denunciou essa situação.
Ele destaca que não se preocupa com os ataques dirigidos a ele, mas teme por uma situação muito mais delicada.
A própria ideia de universidade foi subvertida pelo movimento estudantil, deixando de ser um lugar aberto às discussões.
Ele contou que diversos alunos o procuram para contar que temem em se expressar por causa da pressão de movimentos de esquerda:
“O que me preocupa aqui não são os ataques a mim. Eu tô um pouco me lixando. O que é inaceitável são os relatos que eu recebo diuturnamente dos mais diversos alunos, escrevendo que não tem na universidade um ambiente receptivo à troca de ideias.”
Os métodos usados por esses grupos para silenciar pessoas que discordam seguem o que é conhecido como “espiral do silêncio”.
De acordo com a pesquisadora especializada em opinião pública, Noelle-Neumann, as pessoas tendem a descobrir qual a visão dominante em um determinado ambiente e a reproduzem para evitar confrontos.
O pensamento hegemônico em um determinado lugar não é necessariamente aquele compartilhado pela maioria das pessoas, mas o com maior repercussão.
Em muitos casos, a maioria das pessoas podem até pensar de forma diferente, mas escondem suas visões, pois acreditam que são minoria.
A espiral do silêncio dentro das universidades é um dos temas do documentário original Unitopia.
A Brasil Paralelo levou suas câmeras para as instituições de ensino mais famosas do Brasil para ver a real situação do ensino. Assista abaixo ao primeiro episódio da trilogia Unitopia:











