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Política•5 min de leitura

Nunes Marques disse que não há indícios de interferência dos EUA nas eleições

Lula e aliados têm levantado a possibilidade do governo Trump estar tentando favorecer seus oponentes.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Nunes Marques diz que não há indícios de interferência dos EUA nas eleições
Fonte da imagem: Reprodução

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Ao longo das últimas semanas, Lula e seus aliados têm falado na possibilidade dos EUA estarem interferindo nas eleições brasileiras.

Em coletiva de imprensa hoje (4) o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques negou que isso seja verdade.

Ele afirmou que o principal temor era de que a interferência viesse através das redes sociais, o que foi impedido pela colaboração entre a Corte e as plataformas:

"O único que se falava, meses atrás, inclusive no ano passado, que essas interferências poderiam vir através das plataformas. Eu creio que o trabalho conjunto que o TSE fez com as plataformas, não só o plano de conformidade, mas uma parceria e a dedicação que elas tiveram em se conformar à legislação brasileira, afastou muitos dos problemas que eventualmente poderíamos ter. Mas até agora não temos nenhum indicativo de nenhuma das nossas salas e equipes dentro do tribunal de nenhum tipo de interferência estrangeira."

O ministro também destacou que as votações do primeiro turno tem acontecido de maneira normal em todo o país.

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Quais são as acusações?

O próprio presidente já alegou diversas vezes que Trump estaria tentando interferir para alterar os resultados em favor de Flávio Bolsonaro.

Em meio à polêmica envolvendo a influência dos EUA na política brasileira, Trump também fez questão de não esconder seu interesse no país.

Questionado por jornalistas, ele disse que as eleições brasileiras são “muito importantes” e destacou a importância do país:

"O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante".

Essa visão chegou a ganhar repercussão internacional ao longo das últimas semanas, chegando à boca do governador da Califórnia, Gavin Newsom:

“Tivemos uma ‘tarifa Bolsonaro’ de 50%, o que foi cômico. Então eu ficaria muito preocupado com isso. Eu ficaria muito preocupado com a relação entre a família de Trump e membros daquela família (Bolsonaro), isso é completamente obsceno.”

A mídia internacional também tem repercutido isso, como foi o caso do jornal britânico The Guardian.

Segundo documentos citados pelo veículo, o Departamento de Estado destinou cerca de R$5,22 milhões a um programa chamado “Combate à Litigância Instrumentalizada e à Censura no Brasil”.

A iniciativa prevê apoio a organizações que criticam decisões do STF sob o argumento de combater a censura e abusos judiciais.

O caso deu origem a um pedido do governo para que a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República investigassem.

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