Nunes Marques disse que não há indícios de interferência dos EUA nas eleições
Lula e aliados têm levantado a possibilidade do governo Trump estar tentando favorecer seus oponentes.

Ao longo das últimas semanas, Lula e seus aliados têm falado na possibilidade dos EUA estarem interferindo nas eleições brasileiras.
Em coletiva de imprensa hoje (4) o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques negou que isso seja verdade.
Ele afirmou que o principal temor era de que a interferência viesse através das redes sociais, o que foi impedido pela colaboração entre a Corte e as plataformas:
"O único que se falava, meses atrás, inclusive no ano passado, que essas interferências poderiam vir através das plataformas. Eu creio que o trabalho conjunto que o TSE fez com as plataformas, não só o plano de conformidade, mas uma parceria e a dedicação que elas tiveram em se conformar à legislação brasileira, afastou muitos dos problemas que eventualmente poderíamos ter. Mas até agora não temos nenhum indicativo de nenhuma das nossas salas e equipes dentro do tribunal de nenhum tipo de interferência estrangeira."
O ministro também destacou que as votações do primeiro turno tem acontecido de maneira normal em todo o país.
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Quais são as acusações?
O próprio presidente já alegou diversas vezes que Trump estaria tentando interferir para alterar os resultados em favor de Flávio Bolsonaro.
Em meio à polêmica envolvendo a influência dos EUA na política brasileira, Trump também fez questão de não esconder seu interesse no país.
Questionado por jornalistas, ele disse que as eleições brasileiras são “muito importantes” e destacou a importância do país:
"O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante".
Essa visão chegou a ganhar repercussão internacional ao longo das últimas semanas, chegando à boca do governador da Califórnia, Gavin Newsom:
“Tivemos uma ‘tarifa Bolsonaro’ de 50%, o que foi cômico. Então eu ficaria muito preocupado com isso. Eu ficaria muito preocupado com a relação entre a família de Trump e membros daquela família (Bolsonaro), isso é completamente obsceno.”
A mídia internacional também tem repercutido isso, como foi o caso do jornal britânico The Guardian.
Segundo documentos citados pelo veículo, o Departamento de Estado destinou cerca de R$5,22 milhões a um programa chamado “Combate à Litigância Instrumentalizada e à Censura no Brasil”.
A iniciativa prevê apoio a organizações que criticam decisões do STF sob o argumento de combater a censura e abusos judiciais.
O caso deu origem a um pedido do governo para que a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República investigassem.
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