Ronaldo Caiado declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno
Romeu Zema também se aliou ao candidato, enquanto Augusto Cury e Renan Santos se declararam neutros.

Oponente de Lula desde as eleições de 1989, Ronaldo Caiado (PSD) anunciou que vai apoiar Flávio Bolsonaro.
O ex-governador subiu no palanque do candidato durante um evento que aconteceu em Goiás na tarde de hoje (6).
"Eu estou aqui para fazer o que é a coerência da minha vida, que é poder derrotar o PT em uma eleição e tem 40 anos que faço isso", declarou.
Durante seu discurso, Caiado destacou o papel de seu estado para garantir a eleição senador:
"Goiás vai dar a maior vitória ao Flávio Bolsonaro nessa eleição. A mobilização vai ser em tempo integral".
O presidente do partido de Caiado, Gilberto Kassab, tinha declarado que a sigla ficará neutra, mas seus membros são livres para decidir quem apoiar no segundo turno.
No primeiro turno, o ex-governador terminou em quinto lugar, com 2.605.148 votos, o equivalente a 2,18% do total.
Enquanto isso, Flávio terminou na liderança da disputa, com 47% dos votos, à frente de Lula com 45,16%.
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Como os outros candidatos estão se posicionando?
Enquanto o ex-candidato se alia a Flávio, os outros que disputavam a presidência também estão se mobilizando.
Romeu Zema (Novo) também declarou seu apoio em Flávio, afirmando que o país não suportaria outro governo Lula:
"Eu não vou me omitir nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT. Voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula, nem mais 4 ministros nomeados pelo Lula. Estamos juntos no dia 25, conto com você".
O ex-governador de Minas Gerais (MG) terminou a eleição com 0,27% dos votos, apenas 326.488 no total.
Augusto Cury (Avante), que terminou em terceiro lugar com 2,89%, disse que ficará neutro no segundo turno:
"Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno, se é que vai haver segundo turno, e dizendo o seguinte, que ninguém está autorizado em meu nome e nem em nome do Júlio a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos. E eu gostaria de me silenciar em relação a isso. Não quero responder nada em relação ao segundo turno, porque para mim isso é completo."
O médico e escritor também anunciou que vai se retirar da política e que não tem perspectiva de voltar:
"Hoje eu tenho claro dentro de mim, 100% de convicção, que eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande, até porque nós temos vários projetos".
Renan Santos (Missão) não declarou apoio a nenhum candidato e disse que os membros da sigla estão livres para acompanhar o senador.
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