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Nota de Toffoli desmente checagem da Agência Lupa sobre o resort Tayayá

A Lupa publicou ao final de 2024 que era falso afirmar que Toffoli era um dos donos do local.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Dias Toffoli
Fonte da imagem: Jovem Pan

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A Polícia Federal conseguiu quebrar a criptografia do celular de Daniel Vorcaro e identificou uma troca de mensagem entre ele e seu cunhado que indicavam um suposto pagamento de R$20 milhões a uma empresa ligada ao ministro do STF Dias Toffoli. 

Em resposta, o ministro divulgou uma nota afirmando não ter tido qualquer troca financeira com Vorcaro ou Zettel e, em sua justificativa, disse que era um dos donos de uma empresa chamada Maridt.

A nova investigação traz à tona fatos que questionam a checagem realizada pela agência Lupa em 11 de dezembro de 2024.

Na ocasião, a agência afirmou que o Resort Tayayá não pertencia ao ministro do STF, baseando-se em buscas na Receita Federal que confirmavam a Maridt como proprietária, mas sem o nome do magistrado no quadro societário.

A nota oficial do próprio Toffoli afirma que a empresa é familiar e o nome do ministro não aparece nos registros por se tratar de uma sociedade anônima de capital fechado, uma estrutura que, por natureza, preserva a identidade dos acionistas.

A transferência do empreendimento, concluída em fevereiro de 2025, foi estruturada em duas etapas estratégicas:

Em setembro de 2021 aconteceu a venda de cotas ao fundo Arleen, controlado pela Reag, administradora ligada diretamente ao banco de Daniel Vorcaro. Em 2025, o saldo remanescente foi transferido para a PHB Holding.

De acordo com a nota, todos os valores envolvidos foram declarados à Receita Federal.

Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado. Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição.

Após a divulgação da nota de Dias Toffoli, a Lupa atualizou a matéria e publicou uma errata com as novas informações sobre o caso.

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Leia a nota completa

"A Maridt é uma empresa familiar, constituída na forma de sociedade anônima de capital fechado, prevista na Lei 6.404/76, devidamente registrada na Junta Comercial e com prestação de declarações anuais à Receita Federal do Brasil. Suas declarações à Receita Federal, bem como as de seus acionistas, sempre foram devidamente aprovadas.
O Ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do Ministro. De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador.
A referida empresa foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas, sendo a primeira a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a segunda a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025. Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do
Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado. Todos os atos e informações da Maridt e de seus sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil sem nenhuma restrição.
A ação referente à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao Ministro Dias Toffoli no dia 28 de novembro de 2025. Ou seja, quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro.
Ademais, o Ministro desconhece o gestor do Fundo Arllen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel."

Saiba mais sobre Daniel Vorcaro e as polêmicas envolvendo o Banco Master no canal da Brasil Paralelo.

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