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Mendonça pede sessão "pública, transparente e presencial" para analisar mensagens entre Moraes e Vorcaro

Mensagens recuperadas pela investigação da Polícia Federal mostram proximidade entre Vorcaro e o ministro do STF. As respostas de Moraes não foram recuperadas. As defesas não se manifestaram.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
André Mendonça
Fonte da imagem: STF

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André Mendonça quer levar direto ao plenário do STF as mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, e deixou claro que isso vai acontecer independentemente do que a PGR decidir.

"Diante do teor das informações apresentadas pela autoridade policial, independentemente de qual venha a ser a manifestação exarada pela douta Procuradoria-Geral da República, o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal".

O ministro determinou que a discussão aconteça de forma "pública e transparente, em sessão presencial". A data ainda depende do ministro Edson Fachin, presidente do STF.

Nesta terça-feira (1º), Mendonça também retirou o sigilo do processo. Para ele, o interesse público nas informações justificava abrir a tramitação do caso.

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O que a Polícia Federal encontrou

O relatório que motivou tudo isso reúne mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, incluindo trocas com o ministro Alexandre de Moraes.

A PF identificou um padrão: Vorcaro fazia anotações no próprio celular e, segundos depois, enviava essas mensagens a um contato salvo como "Alexandre de Moraes BRASILIA".

Em uma dessas anotações, o banqueiro disse ter recebido "informações informais e em confidência de turma do banco central" e escreveu ser "importante reforçar com Andrei e Paulo" para evitar uma medida que pudesse prejudicá-lo.

Segundo a PF, essas referências apontariam para o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

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Sessão plenária no STF

Depois de receber o relatório, Mendonça separou esse material da investigação original e abriu um processo próprio no Supremo. Deu cinco dias para a PGR se manifestar.

Ele quer que o caso chegue ao plenário. Hoje, isso significa dez ministros, já que a vaga de Luiz Barroso, que se aposentou, ainda não foi preenchida. Só que esse número pode encolher ainda mais.

Moraes é o centro das próprias mensagens investigadas. Toffoli já se declarou impedido depois que seu nome apareceu na apuração envolvendo um resort no Paraná. Se os dois ficarem de fora, restam oito ministros para decidir o destino do caso.

A sessão presencial é o formato que Mendonça defende. Mas a decisão final sobre isso cabe a Fachin.

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