Presidente disse que não é responsável por decidir o que é oculto e mesmo assim criticou Bolsonaro em 2022.

Uma das principais promessas de Lula nas eleições de 2022 era acabar com o sigilo presidencial de 100 anos.
Ao longo da campanha, o presidente criticou Bolsonaro em diversos momentos por ter utilizado esse mecanismo para não revelar informações como gastos no cartão corporativo e sua própria carteira de vacinação.
Apesar do discurso, o governo Lula usou o sigilo de 100 anos em 3.244 pedidos de informação até 2025, segundo o portal G1.
Entre os assuntos que não foram revelados estão questões como a agenda da primeira-dama e comunicações sobre o caso Robinho.
Durante o podcast Inteligência LTDA, Lula foi questionado sobre o motivo para não abandonar a prática.
Ele começou a responder a questão dizendo que era contra esconder informações por tantos anos
“Primeiro eu sou radicalmente contra sigilo de 100 anos, eu sou contra sigilo de 20 anos. Eu acho que sigilo é para coisa de Estado, de segurança nacional”. Em outro trecho ele também disse: “Não há nada nesse mundo que mereça 100 anos de sigilo”.
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No entanto, o presidente disse que tentou mudar a lei, mas isso se mostrou um grande desafio para a gestão.
Além disso, ele afirmou que não é responsável pelo sigilo e contou um pouco sobre como funciona o processo:
“Não sou eu que decido, isso nem chega na presidência. Isso vai para a CGU, você tem órgãos de governo que apuram essas coisas.”
Por fim, Lula disse que está disposto a falar sobre qualquer assunto que recebeu sigilo caso questionado:
“O que eu digo hoje para meu assessor, se um jornalista pedir uma informação e o responsável negar para ele, pergunte para mim, que eu vou dizer… Se alguém fizer uma pergunta e alguém falar que tem sigilo de 50 anos, 30 anos ou 20 anos, se não envolver menor e não for segurança nacional pergunte para mim que vou lhe dizer”.