Lobista amiga de Lulinha declara voto a Flávio Bolsonaro no segundo turno
Roberta Luchsinger disse que Lula não tem mais condições de governar o país.

A lobista e ex-apoiadora de Lula, Roberta Luchsinger, divulgou um vídeo no qual afirmou ter votado em Flávio Bolsonaro.
Na gravação, ela afirma que defende a alternância de poderes e que o presidente já não tem capacidade de governar:
“Na minha avaliação, Lula já não reúne as condições necessárias para conduzir o país diante dos desafios que temos pela frente. É hora de renovação, de novas ideias e de uma política que olhe para o futuro, em vez de permanecer presa às disputas do passado.”
Além disso, ela também disse que o país precisa abandonar pautas da esquerda e procurar um futuro melhor:
“O Brasil precisa olhar para a frente. Chega dessa insistência em alimentar conflitos entre classes sociais, dividir a população e transformar divergências em confrontos permanentes.”
Em 2017, Roberta Luchsinger anunciou que doaria R$ 500 mil em dinheiro e bens de luxo para ajudar Lula, que estava com o patrimônio bloqueado pela Justiça.
A doação, porém, foi barrada pela Justiça de São Paulo, que determinou que Roberta quitasse primeiro uma dívida de aproximadamente R$ 62 mil com uma loja de decoração.
O juiz considerou que a transferência dos bens, antes do pagamento da dívida, poderia configurar fraude à execução.
Nove anos depois, a empresária é investigada pela Polícia Federal e afirma que pretende fazer uma delação premiada sem poupar o presidente nem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
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Quem é Roberta Luchsinger?
Natural de Miraí, em Minas Gerais, Roberta Luchsinger tem 41 anos e trabalhou no setor empresarial antes de atuar na intermediação de negócios.
Ela ganhou projeção nacional em 2017, quando anunciou uma doação para ajudar Lula durante as investigações da Lava Jato.
A iniciativa ficou conhecida como “Bolsa Lula”, mas o repasse foi impedido pela Justiça devido a dívidas da empresária.
No ano seguinte, ela se candidatou a deputada estadual por São Paulo pelo PT. Recebeu pouco mais de 14 mil votos e não foi eleita.
Sua aproximação com o partido também envolveu uma amizade com Lulinha.
A empresária passou a trabalhar na intermediação de negócios envolvendo empresas privadas e órgãos públicos.
Polícia Federal investiga negócios envolvendo Lulinha
Roberta e o filho do presidente são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal.
As apurações envolvem suspeitas de tráfico de influência em negociações com órgãos federais, incluindo o Ministério da Saúde e a Dataprev.
Uma das investigações examina a relação da empresária com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais envolvidos no esquema de descontos ilegais de aposentadorias.
Segundo a investigação, uma empresa de Roberta recebeu R$1,5 milhão por serviços ligados à tentativa de comercializar medicamentos à base de canabidiol ao governo federal.
A Polícia Federal também identificou pagamentos da empresária ao ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
Ele afirmou que os valores correspondiam a um empréstimo pessoal já quitado e negou irregularidades.
Roberta também nega ter cometido crimes. Sua defesa sustenta que a amizade com Lulinha não comprova a existência de negócios ilegais.
Até o momento, as investigações não demonstraram que os negócios investigados tenham resultado em contratos com o poder público.
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