É a segunda vez neste ano que uma central criminosa desse tipo é descoberta fora do país.

Policiais encontraram, no continente africano, uma réplica completa de uma delegacia da Polícia Federal brasileira, montada por criminosos para aplicar golpes contra vítimas no Brasil.
A descoberta faz parte da Operação First Light, conduzida pela Interpol entre janeiro e abril deste ano, e foi divulgada pela organização na última quinta-feira (9).
No local, os investigadores encontraram uniformes falsos de agentes da PF e 240 aparelhos eletrônicos usados no esquema.
Segundo a Interpol, os criminosos se passavam por policiais federais em videochamadas, convencendo as vítimas de que precisavam transferir dinheiro para ficarem "sob proteção". O valor era então roubado.
A ação em Essuatíni prendeu suspeitos de integrar uma rede associada a plataformas de apostas ilegais, lavagem de dinheiro e outros golpes.
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Essa não é a primeira vez que uma delegacia brasileira falsa é usada para enganar vítimas fora do país.
Em março deste ano, o Exército da Tailândia já havia encontrado uma central de golpes parecida em uma área de O'Smach, no Camboja, território sob controle tailandês após confrontos na fronteira entre os dois países no ano anterior.
Além da réplica voltada a vítimas brasileiras, o local também tinha estruturas semelhantes miradas em pessoas da Austrália, do Canadá e da Índia.
A Operação First Light não se limitou à África. Entre janeiro e abril, ações parecidas também desmantelaram redes criminosas na Tailândia, na China e em Palau.
Ao todo, a operação prendeu 5.800 pessoas e conseguiu congelar valores de criminosos que somam US$293 milhões, cerca de R$1,49 bilhão pela cotação atual, ligados a diferentes esquemas de engenharia social espalhados por 97 países.
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