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Brasil Paralelo•5 min de leitura

Fundadores explicam origem da Brasil Paralelo: uma resposta ao vazio cultural

Lucas Ferrugem, Felipe Valerim e Henrique Viana revelam como a insatisfação com o ambiente cultural e o desejo de amadurecimento intelectual deram origem à empresa.

Por
Redação Brasil Paralelo
•Publicado em
Fundadores da Brasil Paralelo
Fonte da imagem: Brasil Paralelo

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A Brasil Paralelo nasceu da inquietação diante do que chamam de “pobreza cultural” na qual o país vivia.

O projeto, segundo seus fundadores, começou com uma busca pessoal por sentido, densidade e formação.

“A gente tirou a BP como reflexo daquilo que a gente queria na nossa vida”, explica Lucas Ferrugem. “A gente começou a perceber que existia um problema... seja na cultura das baladas, das bandas, da música... Não é nem questão de gênero, é de ambiente cultural mesmo.”

Para ele, o incômodo não era uma crítica moralista ao comportamento da juventude, mas à ausência de referências culturais sólidas. “A gente veio de um caldo cultural muito pobre”, afirma.

Apesar de reconhecer a boa educação recebida dos pais, Lucas destaca que faltava o contato com o que chama de “alta cultura”.‍

A cultura como caminho para crescer

Filipe Valerim também compartilha como a cultura entrou em sua vida por uma motivação prática: o desejo de amadurecer e “dar certo” na vida.

“Eu queria saber como dar certo... e percebi que quem dava certo tinha biblioteca em casa. Meu avô, os amigos dele... todos tinham. Isso me chamou a atenção.”

Com o tempo, entendeu que o estudo e a leitura não eram apenas acessórios de pessoas bem-sucedidas, mas instrumentos reais de crescimento pessoal.

Essa percepção mudou sua visão sobre o papel da cultura.

Traduzir para transformar

Henrique Viana completa o raciocínio mostrando que a missão da Brasil Paralelo nasceu dessa experiência comum de dificuldade no acesso a conteúdos mais densos:

“A gente se vê como amadores nesse processo de querer entender a alta cultura. Sabemos como é difícil. Nem todo mundo vai pegar 10 livros da Igreja e devorar. Então a gente precisa traduzir isso.”

Para ele, a BP surgiu como um esforço de mediação, uma ponte entre o conhecimento profundo e um público que, como eles, buscava algo mais, mas não sabia por onde começar.

“A gente criou a BP como rastro do nosso próprio processo de realização cultural.”
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