Segurança pública5 min de leitura

Ele morreu enquanto cochilava no ônibus, indo para o trabalho

O número de civis atingidos por projéteis aumentou em 48% no começo de 2025.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Polícia na Av. Brasil após o tiroteio.
Fonte da imagem: O Tempo

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No dia 24 de outubro de 2024, o Brasil se chocou com uma cena de guerra no meio de uma das avenidas mais movimentadas no Rio de Janeiro.

Traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) abriram fogo contra a polícia durante uma operação contra o roubo de cargas no Complexo de Israel.

Os disparos acertaram seis pessoas na avenida e tiraram a vida de três delas:

  • Paulo Roberto de Souza, de 60 anos;
  • Geneilson Eustaquio Ribeiro, de 49 anos; e 
  • Renato Oliveira, de 48 anos.

Adonias dos Santos, amigo de Renato Oliveira, contou a um repórter da Globo que o homem estava dormindo no ônibus quando foi atingido:

A gente estava indo para o trabalho, meu amigo cochilando, quando passamos na cidade alta o caveirão entrou e os bandidos começaram a atirar contra o veículo. Um tiro bateu no ônibus e atingiu meu amigo na cabeça. Eu olhei para trás e vi o sangue saindo da cabeça dele”.

Renato trabalhava em um frigorífico perto da região. Seu filho, Renan Alves, contou a um repórter da Globo sobre a admiração que tinha pelo pai:

"Ele foi um herói, um pai presente. Fazia o máximo possível para não deixar faltar nada para a gente… Ele não tinha condições financeiras, mas tinha força de vontade e amor em ajudar o próximo”.

Casos como esse infelizmente se tornaram comuns no Rio de Janeiro. Ano passado 181 pessoas foram atingidas por “balas perdidas” na região metropolitana, dessas 79 morreram e 102 ficaram feridas.

Entre 1º de janeiro e 16 de março de 2025 o número de pessoas atingidas por balas perdidas no Rio de Janeiro aumentou 58% em comparação com o mesmo período no ano anterior.

Foram 41 pessoas dentro de apenas 75 dias, entre elas três crianças, três adolescentes e sete idosos. 

Segundo dados do instituto Fogo Cruzado 11,5% das 355 pessoas que foram baleadas no estado não tinham ligação com o tiroteio.

Os tiroteios acontecem por conta de confrontos entre bandidos e policiais ou entre organizações criminosas.

Atualmente o Rio de Janeiro é dominado por diversas facções que controlam territórios e disputam entre si para aumentar seu poder.

A Brasil Paralelo investigou esse cenário de guerra no filme Rio de Janeiro: paraíso Infernal:

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