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Como está a greve dos caminhoneiros? Veja as principais informações

Apesar de convocação da União Brasileira dos Caminhoneiros, o movimento não recebeu apoio de outros líderes e sindicatos.

Por
Redação Brasil Paralelo
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Caminhões parados, caminhoneiros prometeram greve.
Fonte da imagem: Jornal DCI

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Francisco Dalmora Burgardt, mais conhecido como Chicão Caminhoneiro, anunciou uma greve nacional do setor para esta quinta-feira (4). A grande maioria dos motoristas não aderiu ao movimento.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), não houve registro de bloqueios nem comunicação formal sobre interrupções de tráfego:

Conforme o Artigo 95 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), nenhum evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres pode ser iniciado sem permissão prévia da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via”.

Ainda assim, a PRF afirmou que manterá “o habitual trabalho diário de ronda e monitoramento dos 75 mil quilômetros de rodovias federais, observando o fluxo de veículos e eventuais fatos atípicos que possam acontecer no ambiente rodoviário”.

Diversos representantes da categoria não apoiaram a greve

A Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo alega não ter qualquer envolvimento com a movimentação:

Temos conhecimento de manifestações individuais e espontâneas de alguns transportadores autônomos que circulam nas redes sociais. Contudo, reforçamos que tais atos não são organizados, apoiados ou estimulados por essa entidade, tratando-se exclusivamente de iniciativas particulares”.

Já deputado Zé Trovão (PL-SC) afirmou que não se posiciona a favor do movimento, alegando que seria motivado por causas políticas:

Quem está chamando essa paralisação não está falando a verdade, não quer usar essa paralisação para defender ou melhorar a vida do caminhoneiro, muito pelo contrário, quer usar isso para se engrandecer e angariar votos para uma possível candidatura a algum cargo político”.

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) também disse não ter conhecimento da movimentação.

Greve havia sido protocolada na quarta-feira

Ontem, Chicão foi à presidência da República para protocolar uma ação ligada à greve.

Ele afirma que representava a União Brasileira dos Caminhoneiros e disse que o processo foi escrito “a quatro mãos” e havia sido articulado com diversas lideranças sindicais da categoria.

Em um vídeo gravado em Brasília, Chicão fala ao lado do ex-desembargador e aliado de Bolsonaro Sebastião Coelho, prometeu dar assessoria jurídica para a greve.

Estaremos protocolando o movimento para trazermos a legalidade jurídica dessa ação que vamos iniciar a partir do dia 4 de dezembro. Doutor Sebastião Coelho estará conosco, nos acompanhará. Teremos todo o suporte jurídico necessário para o ato e dentro da legalidade que a lei estabelece”, anunciou Chicão.
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Sebastião Coelho havia pedido greve em apoio à anistia

Na semana passada, Sebastião Coelho havia usado suas redes sociais para convocar uma greve de caminhoneiros em defesa da anistia:

Nós já fizemos tudo o que estava ao nosso alcance até aqui, sem qualquer resultado. E qual é o objetivo? A anistia. Anistia ampla, geral e irrestrita para todos do 8 de Janeiro e para o presidente Bolsonaro, que representa a todos. Qual é o destinatário dessa paralisação? O Congresso Nacional, que está de costas para o povo brasileiro”, declarou no vídeo.

Apesar disso, alguns representantes da categoria têm afirmado que a greve não tem motivações políticas e acontece por demandas trabalhistas, segundo o jornal Metrópoles.

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