Autoridades seguem preocupadas com a possibilidade de novos tremores no país.

No primeiro dia do governo do conservador Abelardo de la Espriella, a Colômbia foi atingida por um terremoto de escala 7.4, considerado forte.
Poucas horas após o desastre, o ele anunciou que assumiu pessoalmente a coordenação da resposta à emergência.
Em comunicado publicado nas redes sociais, Espriella informou que determinou a instalação de um Posto de Comando Unificado para organizar a resposta.
Também solicitou um relatório detalhado sobre os danos e afirmou que viajaria para Pereira para acompanhar de perto os trabalhos de resgate:
"Assumi diretamente a liderança da atenção à emergência em San José del Palmar. Ordenei a instalação de um Posto de Comando Unificado para coordenar a atenção aos danos e aos damnificados”.
Espriella destacou que estará presencialmente na região da catástrofe para ajudar na organização das operações:
“Também estarei pessoalmente em Pereira para acompanhar os afetados e verificar a resposta do Governo. Não estão sozinhos. O Estado está presente e agindo."
As autoridades ainda avaliam a extensão total dos danos e alertam para o risco de novas réplicas.
A governadora Nubia Carolina Córdoba Curi afirmou que o terremoto provocou uma "destruição significativa" e deixou diversos feridos, principalmente na capital Quibdó.
Segundo ela, as autoridades trabalham para levantar os prejuízos enquanto permanecem preocupadas com a possibilidade de novos tremores.
"Nos preocupam as réplicas. Embora o epicentro tenha sido San José del Palmar, na capital Quibdó há feridos e graves danos nas edificações. Já estamos fazendo a avaliação de danos para emitir o primeiro relatório oficial."
O epicentro foi no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, no oeste do país.
Os tremores foram sentidos em diversas regiões, incluindo Bogotá, Medellín e Cali, além de alcançarem o Equador e a Venezuela.
Segundo o primeiro relatório divulgado pelo Gabinete de Gestão de Riscos de Chocó, uma pessoa morreu, dez ficaram feridas e outras três estão desaparecidas.
Apesar da força do abalo, o Centro de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos informou que não existe risco de formação de uma nova catástrofe em decorrência do terremoto.
A magnitude de 7,4 registrada na Colômbia é semelhante à dos terremotos que atingiram a Venezuela em junho, de magnitudes 7,2 e 7,4.
Os tremores devastaram grande parte do país e deixaram mais de seis mil mortos em uma das maiores tragédias na história venezuelana.
As autoridades colombianas continuam monitorando a possibilidade de novas réplicas e realizando o levantamento completo dos danos para definir as próximas medidas.
A Brasil Paralelo trouxe o relato de um venezuelano para falar sobre seu ponto de vista da tragédia. Assista completo abaixo: