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Atualidades•5 min de leitura

Brasil condena Israel após cardeal ser impedido de entrar no túmulo de Jesus na Semana Santa

Santo Sepulcro estava fechado por ordens do governo israelense desde o início da guerra.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Cardeal Pizzabala
Fonte da imagem: Gaudium Press

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No último domingo, o dia que marca o início da semana mais importante para o catolicismo, o cardeal Pierbattista Pizzaballa foi até à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para celebrar a missa. A polícia israelense o impediu de entrar.

A ação gerou a reação do governo do Brasil que condenou a ação.  O Itamaraty classificou as ações recentes de Israel como de extrema gravidade e "contrárias ao status quo histórico dos sítios sagrados cristãos e islâmicos de Jerusalém e ao princípio da liberdade de culto".

A nota lembrou ainda o parecer da Corte Internacional de Justiça de julho de 2024, que concluiu ser ilícita a presença de Israel no Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental.

Horas após a proibição, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, autorizou o "acesso total e imediato" ao cardeal.

Netanyahu justificou o episódio citando os ataques iranianos.

"Nos últimos dias, o Irã tem atacado repetidamente com mísseis balísticos os locais sagrados das três religiões monoteístas em Jerusalém. Em um dos ataques, fragmentos de mísseis caíram a poucos metros da Igreja do Santo Sepulcro".

Segundo ele, ao saber do ocorrido, instruiu as autoridades a liberarem o cardeal.

Guerra fecha o túmulo de Jesus às vésperas da Páscoa

Desde 28 de fevereiro, quando Israel e os Estados Unidos iniciaram operações militares contra o Irã, o governo israelense ordenou o fechamento de todos os locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém, incluindo:

  • o Muro das Lamentações;

  • a Mesquita de Al-Aqsa;

  • a Igreja do Santo Sepulcro.

A justificativa é segurança. Em 12 de março, fragmentos de mísseis atingiram área próxima ao Muro das Lamentações e à própria Igreja, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Israel.

O fechamento é inédito. Guerras, crises e até a pandemia limitaram o acesso ao local, mas nunca por tanto tempo ou de forma tão absoluta.

Nem mesmo missas foram permitidas durante a Quaresma. O Patriarcado Latino de Jerusalém classificou o episódio como "grave precedente" que "desrespeita a sensibilidade de bilhões de pessoas em todo o mundo".

Líderes religiosos seguem negociando com as autoridades israelenses para garantir ao menos celebrações restritas durante a Semana Santa, como ocorreu na pandemia.

O papa Leão XIV, durante a oração do meio-dia do dia 15 de março, pediu de forma direta: "cessem o fogo."

Entenda a tensão no Oriente Médio com o documentário From the River to the Sea. Assista completo abaixo:

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