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Política•5 min de leitura

Apoiadores de Lula picham as paredes do Mackenzie

Trabalhadores precisaram ser acionados para limpar o local após atos de vandalismo.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
•Publicado em
Parede do Mackenzie pichada com mensagens políticas
Fonte da imagem: Brasil Paralelo

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Próximo envio em
23h
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Um vídeo mostra as paredes da Universidade Presbiteriana Mackenzie pichadas com mensagens de apoio à campanha de Lula.

Foram escritas com tinta palavras de ordem favoráveis ao presidente, como “vote 13”, além de menções ao regime militar, como “ditadura nunca mais”.

Pouco depois, passaram a circular imagens de trabalhadores da universidade precisando limpar a pichação nas paredes da instituição.

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Mackenzie vira palco de disputa entre esquerda e direita

A universidade foi vandalizada por apoiadores de Lula com palavras de ordem como “vote 13” e “ditadura nunca mais”.

A reitoria do Mackenzie tinha proibido manifestações políticas dentro da faculdade no início de outubro.

Apesar disso, os estudantes organizaram diversos atos na rua Maria Antônia, em frente à instituição.

No dia 8 de outubro estudantes fizeram uma manifestação em defesa da reeleição do presidente.

O ato foi respondido com um protesto de apoiadores de Flávio Bolsonaro, que aconteceu no mesmo lugar no dia 14 de outubro.

A rua Maria Antônia já foi palco de disputas políticas acirradas durante o regime militar. Um dos episódios mais marcantes foi a Batalha da Maria Antônia.

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Quando o Mackenzie virou campo de guerra

Na época, o campus da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) da USP também ficava na rua Maria Antônia.

Os estudantes da USP estavam realizando um “pedágio” para arrecadar fundos destinados ao 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Vendo a situação, alunos do Mackenzie, alinhados com a direita, começaram a lançar ovos podres e objetos contra os militantes do movimento estudantil.

Membros do Comando de Caça aos Comunistas (CCC) chegaram a participar do ato, o grupo era formado principalmente por alunos anticomunistas.

Logo, o movimento reagiu, montou barricadas com entulhos e transformou o cenário em uma verdadeira guerra urbana.

Foram lançadas pedras, coquetel molotov e até mesmo tiros chegaram a ser disparados, matando o estudante secundarista José Carlos Guimarães.

Os conflitos acabaram pouco depois, com uma intervenção policial e o incêndio do prédio da USP.

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