A Brasil Paralelo é uma farsa? A descrição na Wikipédia diz que sim

Redação Brasil Paralelo
Redação Brasil Paralelo

A Brasil Paralelo é falsamente acusada de espalhar mentiras históricas e de ser bolsonarista. Na verdade, é descrita com muitos outros adjetivos difamatórios. A entrada na Wikipédia pode levar o leitor a desacreditar completamente o trabalho desenvolvido pela empresa. Mas como saber o que é verdade e o que é mentira?

Entre as pessoas que afirmaram que a Brasil Paralelo é uma farsa estão professores de história, jornalistas que discordam do conteúdo e membros de partidos políticos ideológicos.

Cada ponto das acusações será explicado em detalhes.

O que você vai aprender neste artigo?

  1. A Brasil Paralelo é uma farsa?
  2. As mentiras envolvendo a Brasil Paralelo;
  3. O que é a Brasil Paralelo?
  4. O que a empresa defende?
  5. Qual é a história da Brasil Paralelo?
  6. A Brasil Paralelo recebe dinheiro público? Como a empresa se sustenta?
  7. A polêmica da disputa de narrativas na Wikipédia;
  8. As formas de lidar com diferentes posicionamentos.

A Brasil Paralelo é uma farsa?

Basta fazer algumas pesquisas para encontrar manchetes de grandes jornais que descrevem  a Brasil Paralelo como uma fonte não confiável.

Algumas das manchetes são:

  • Os mitos da Brasil Paralelo;
  • Filmes da produtora de direita Brasil Paralelo são um mimimi interminável;
  • Brasil Paralelo faz  ‘guerra de edições’ e disputa narrativas na Wikipédia;
  • Eduardo Bolsonaro estuda história em canal acusado de fake news;
  • As “verdades” paralelas do Brasil Paralelo;
  • Brasil Paralelo: a máquina do neofascismo cultural;
  • O “Brasil Paralelo” e a extrema direita no Brasil recente;
  • Os mitos da Brasil Paralelo – uma face da extrema-direita brasileira;
  • “Netflix” dos bolsonaristas gastou R$ 328 mil em anúncios de Facebook e Instagram.

Estes são apenas os títulos das matérias que são redigidas com a intenção de denegrir a imagem da empresa, o que evidencia o desconhecimento e a desonestidade intelectual.

Por causa da falta de fundamento dos ataques, a Brasil Paralelo nunca perdeu uma ação judicial.  Um dos casos mais notáveis foi o direito de resposta conseguido contra o jornal O Globo.

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul determinou que o portal O Globo deveria ceder o direito de resposta à Brasil Paralelo por dizer que o documentário 1964: O Brasil entre armas e livros “defende a ditadura militar”.

A matéria do O Globo ainda dizia que a Brasil Paralelo “não é uma ONG nem uma empresa”, o que é uma mentira, porque esta é, de fato, uma empresa de entretenimento e educação.

Para os sócios:

Um dos grandes prejuízos que nos ocorreu foi que as pessoas foram desencorajadas de assistir aos documentários por causa dessa matéria. E foi algo que nos esforçamos ao máximo para fazer de forma imparcial e historiográfica”.

As mentiras envolvendo a Brasil Paralelo

O que realmente pode ser chamado de fake news é a descrição que fazem da Brasil Paralelo, com a intenção de desacreditar publicamente o conteúdo produzido.

As falsas caracterizações mais comuns são as que dizem que a empresa é de extrema direita. Dizem que o conteúdo das produções contém olavismo cultural e falsifica o debate acadêmico

Outros enxergam um pacto bolsonarista-olavista e a prática de violência moral.

Além das rotulações apresentadas, a Brasil Paralelo também é chamada de cinema olavista, defensora da ditadura, anti-islâmica, deturpadora e instrumentalizadora da história.

Para Fernando Nicolazzi, professor de história da UFRGS, a Brasil Paralelo é uma engrenagem da máquina ideológica bolsonarista. Segundo ele, o foco da empresa é criar conteúdos de história repletos de falsificação documental, distorções interpretativas, preconceito religioso, inverdades históricas e desonestidade intelectual.

São vários ataques, estes sim, carentes de verdade, feitos sem considerar a realidade. O que eles têm em comum é o discurso ad hominem. Atacam a integridade da empresa para desacreditar o conteúdo em vez de responder ao conteúdo em si.

Antes de refutar cada acusação, entretanto, o ponto de partida deve ser a própria definição da empresa.

O que é a Brasil Paralelo?

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A BRASIL PARALELO ENTRETENIMENTO E EDUCAÇÃO S/A, é uma empresa brasileira fundada em 2016 por jovens em Porto Alegre. A empresa produz documentários, filmes, séries, trilogias, cursos e podcasts; distribui, lança, comercializa e oferece assinaturas aos membros. Seu foco é o conteúdo informativo relacionado ao contexto social, político e econômico brasileiro.

Toda a produção é feita de forma independente, apartidária e isenta, cujo objetivo principal é oferecer ao público um conteúdo baseado em um grande acervo informativo analisado por dezenas de especialistas.

As produções cinematográficas tratam de política, história, filosofia, economia, educação, arte e atualidades. Trata-se de uma empresa de comunicação cujos materiais são de caráter documental e historiográfico.

Todo o faturamento da Brasil Paralelo provém da venda de cursos e conteúdos exclusivos para assinantes. A monetização de vídeos no YouTube nunca foi uma fonte de recursos e não há qualquer financiamento de órgãos públicos ou subsídios fiscais.

A Brasil Paralelo é confiável?

A Brasil Paralelo existe desde 2016, possui mais de 200 mil Membros assinantes e divulga conteúdo cultural focado na realidade brasileira. Dezenas de professores, escritores, filósofos e estudiosos de diversas especialidades contribuem com a Brasil Paralelo ensinando o que sabem. A empresa possui serviço de atendimento ao usuário e uma das maiores notas no ReclameAqui, com todas as reclamações respondidas.

Mais de 95% das pessoas dizem que voltariam a fazer negócios com a Brasil Paralelo. Além disso, o índice de resolução de problemas é superior a 97%.

Para tirar suas conclusões se a Brasil Paralelo é confiável, conheça também os valores da empresa.

O que a empresa defende?

A empresa segue um conjunto de valores que são inegociáveis:

  • Verdade: O propósito é enriquecer a sociedade através da comunicação eficiente da verdade. A verdade não é relativa, é o bem maior e uma meta inesgotável;
  • Liberdade: Os indivíduos são diferentes quando se trata de escolher, agir e colher resultados, bons ou ruins. Impedir a ação e a escolha das pessoas é um abuso de poder. Estar consciente de ser responsável pelos resultados é lucidez diante da vida;
  • Arte: Os seres humanos usam a arte como uma linguagem emocional. Tudo o que não pode ser assimilado pela linguagem racional será comunicado e sentido pela arte bem feita;
  • Ambição: Querer o melhor da vida e o melhor do mundo. É preciso almejar o melhor e buscar sempre o aperfeiçoamento.
  • Meritocracia: A única forma legítima de realizar a própria ambição é através do mérito. Toda conquista sem mérito é instável e passageira. Os esforços de cada um são valorizados;
  • União: Para estar verdadeiramente unido é preciso trabalhar o ego e aprender a amar uns aos outros. Portanto, o trabalho feito em união torna possível o que seria impossível de se fazer sozinho;
  • Diplomacia: É preciso ser humilde e respeitar as pessoas, não se considerando dono da verdade. Além disso, o mundo em que vivemos não é construído individualmente. Ser diplomático é precisamente se entrosar no mundo da melhor forma, sem se separar dele.
A intenção, em qualquer meio, é resgatar aquilo que a população brasileira não pôde herdar, mas que tem a profunda certeza de que merece saber: a verdade”.

Qual é a história da Brasil Paralelo?

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Em 2016, a Brasil Paralelo foi criada no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Dos 5 sócios fundadores, três eram ex-alunos da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM): Henrique Viana, Filipe Valerim e Lucas Ferrugem. Eles permanecem à frente da empresa até hoje.

Na época, usaram aproximadamente R$ 13 mil do próprio bolso e empréstimos bancários a juros, sem nenhum incentivo estatal, apoio da Lei Rouanet ou qualquer coisa do gênero.

Eles perceberam que as pessoas estavam emocionalmente envolvidas com o cenário político, quando muitos acreditavam que o impeachment da Dilma Rousseff resolveria todos os problemas brasileiros.

Havia a necessidade de compreender o que tinha levado o povo àquele momento de crise política extrema.

Naquele contexto, notaram uma demanda social latente. De um lado estava o público com uma interpretação superficial do fenômeno político do momento. Por outro lado, havia um conjunto de influenciadores com um profundo entendimento desta questão, mas que não tinham espaço na grande mídia, nem estrutura profissional para falar sobre o assunto.

A ideia era conectar a falta de conhecimento das pessoas com aqueles que sabiam o que falar e ainda não tinham a oportunidade de fazê-lo.

Por esta razão, convidaram professores, políticos, escritores, historiadores, filósofos, pesquisadores e profissionais que eram referências em suas áreas para contribuir de forma mais lúcida para a análise dos acontecimentos.

Inicialmente, a ideia era entrevistar todos eles e tornar as entrevistas disponíveis em um evento ao vivo, online e gratuito. Para aqueles que quisessem assistir posteriormente, seria cobrada uma taxa que daria acesso às gravações. Esta seria a forma de financiar a empresa.

As câmeras usadas foram duas T5I Canon emprestadas. A sala de gravação era de aproximadamente seis metros quadrados. Além da quantia que tinham, precisaram de dinheiro emprestado a juros para pagar as viagens e o aluguel da pequena sala.

Muitas dessas coisas estavam acontecendo enquanto o nome da empresa se desenvolvia.

Qual a razão do nome Brasil Paralelo?

O projeto mudou de nome algumas vezes antes da versão final. Passou por Brado, (palavra presente no Hino Brasileiro), Paralelo 15 (paralelo que passa sobre Brasília), e outros.

A inspiração para o nome Brasil Paralelo veio do filme Interestelar, do cineasta Christopher Nolan, apreciado pelos sócios. Nesse filme, o protagonista precisa salvar a humanidade do apocalipse terrestre, entrando em um buraco de minhoca no espaço e encontrando um planeta habitável em um universo paralelo.

O logotipo da empresa tem o formato de um buraco negro precisamente para dar a ideia de que a marca é a conexão com uma realidade paralela. Nesse caso, paralela ao que as pessoas estavam acostumadas a ver na mídia convencional.

O nome é uma referência a uma forma de agir, totalmente independente do Estado. Afinal, duas retas paralelas nunca se encontram.

Os primeiros entrevistados

Já havia um nome, alguns equipamentos e uma ideia. Tudo o que faltava era encontrar os entrevistados. Cada especialista que aceitava participar tornava o projeto mais relevante e facilitava a aceitação de outros.

Os convidados integravam outros institutos, tais como Instituto Millenium, Instituto Mises Brasil, Liberal e Borborema. Entre os que aceitaram, havia jornalistas, figuras públicas, empresários, professores, pesquisadores, advogados e filósofos.

Entretanto, nas primeiras gravações, Henrique, Filipe e Lucas tiveram dúvidas sobre a viabilidade do formato, uma vez que os entrevistados abordavam diferentes pautas que não estavam necessariamente relacionadas.

Além disso, muitas entrevistas duravam mais de duas horas e poderiam ser maçantes para o telespectador.

Dessa realidade surgiu a ideia de transformar o material coletado em uma série de documentários que uniriam as diferentes pautas sobre a situação política do Brasil em uma narrativa didática e agradável de se assistir.

Depois de entrevistar 86 especialistas e usar madrugadas para editar as gravações, os documentários foram lançados na Internet. Foi um grande sucesso.

Alguns dos principais nomes que contribuíram para a primeira produção foram:

Olavo de Carvalho, Beatriz Kicis, Hélio Beltrão, Alexandre Borges, Thomas Giulliano, Percival Puggina, Luiz Felipe Pondé, Luiz Philippe de Orléans e Bragança, Lucas Berlanza, Joseita Ustra, Renor Oliver, Laudelino Lima, Flávio Morgenstern, Ícaro de Carvalho, Marcus Boeira, Silvio Grimaldo, Carlos Marchi, Antônio Paim, Rodrigo Constantino, Paulo Cruz, Janaína Paschoal, Joice Hasselmann, Eduardo Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Lobão, Adriano Gianturco, Rodrigo Gurgel, Jorge Caldeira, Leandro Narloch, Carlos Andreazza, Diego Casagrande, Felipe Moura Brasil, Flávio Gordon, Olavo Mendonça, Gilmar Mendes, Hélio Bicudo, Leandro Ruschel, Claudio Castro, Miguel Reale, Igor Morais, Rico Ferrari, entre outros.

5 milhões de pessoas assistiram à primeira série, consolidando o modelo criado. A estratégia foi replicada na série Brasil: A Última Cruzada e nas seguintes.

Para eles, nenhum sistema é mais eficiente do que assumir o risco de abrir uma empresa com capital próprio, cuja sustentabilidade dependerá da percepção de valor do público.

Não havia garantias nem alternativas a não ser gerar valor para as pessoas até o ponto de elas se sentirem impelidas a retribuir. Os fundadores da Brasil Paralelo também queriam autonomia para produzir o conteúdo.

Ser dependente de grandes patrocinadores, doadores e incentivos de lei não era uma alternativa. Existem muitos conflitos de interesses em tais casos. Para evitar este tipo de problema, a empresa só poderia ser financiada pelas milhares de pessoas que assistiam às produções.

A missão

“Nossa missão é resgatar os bons valores, ideias e sentimentos no coração de todos os brasileiros”.

A Brasil Paralelo resgata, não inventa. Recupera valores, ideias e sentimentos e os difunde para o maior número de brasileiros, sem separar as pessoas em grupos. O conteúdo é para todos, sem excluir ninguém.

Somente o que é bom é resgatado porque a empresa não adere ao relativismo. Todos os sócios e colaboradores acreditam que é possível encontrar e perseguir o que é bom, seja conhecimento, padrões morais ou o sentimento pelo país em que se vive.

Finalmente, tudo é guardado no coração, porque não basta conhecer intelectualmente, é preciso mudar as próprias práticas.

O único objetivo da Brasil Paralelo é informar o público produzindo conteúdos totalmente despidos de qualquer ideologia política.

A simples análise das produções é prova disso, pois nelas há críticas a absolutamente todos os grupos políticos da história do Brasil.

Tudo é feito a partir de relatos, arquivos e documentos – muitas vezes desconhecidos da população em geral –, que inclusive conferem o caráter de ineditismo e relevância informativa ímpar à produção.

Verdade e transparência são os principais valores do marketing, e o conteúdo é entregue com a colaboração de grandes especialistas. O entretenimento é o meio de difundir e resgatar os valores e a cultura.

A Brasil Paralelo também acredita que é responsabilidade de cada pessoa resgatar a cultura, não do Estado.

Não tem funcionado esperar que os governos solucionem os problemas. Portanto, é preciso que cada pessoa, cada família e a sociedade civil organizada assumam suas responsabilidades.

Quando uma pessoa se torna Membro e contribui com o financiamento da empresa, possibilita que milhares de outras tenham acesso gratuito a conteúdos de qualidade que expandem a consciência dos brasileiros.

Este é o resumo da história da empresa. Com tudo isto em mente, a investigação sobre as acusações feitas pode ser realizada com transparência.

A Brasil Paralelo recebe dinheiro público? Como a empresa se sustenta?

Este tópico precisa ser enfatizado, porque é um dos mais atacados. Para muitos, é difícil acreditar que a empresa não recebe dinheiro público e sobrevive apenas com a contribuição voluntária de seus assinantes.

Primeiro, o trabalho é disponibilizado gratuitamente para que o maior número de pessoas possa assisti-lo. Está no YouTube para livre reprodução por qualquer pessoa, por qualquer emissora, em qualquer ambiente, sem ter que pagar um único centavo.

Assume-se o risco, empréstimos e despende-se o tempo de trabalho para fazer o lançamento. Depois de consumir o conteúdo, cada um poderá dizer se estaria disposto a financiar a sequência do trabalho.

A interpretação dos sócios-fundadores é rígida no fato de que a cultura brasileira decaiu por causa da interdependência com o Estado. Isto é exatamente o que limita a liberdade dos meios de comunicação.

Desde o primeiro momento, mesmo contraindo empréstimos com bancos privados, os sócios decidiram não ser partidários, não fazer campanha política, não se beneficiar de editais, leis de incentivo ou qualquer fonte de dinheiro público.

Eles já previam que estas relações com o Estado diminuiriam a credibilidade da empresa.

A monetização dos vídeos no YouTube nunca foi viabilizada pela Brasil Paralelo. Nunca foi uma fonte de renda.

Todos os recursos da Brasil Paralelo são provenientes da venda de assinaturas de associados. Os membros assinantes acessam materiais e cursos exclusivos, assim como, conscientemente e voluntariamente, financiam os lançamentos gratuitos.

“A Brasil Paralelo nunca recebeu e jamais receberá qualquer valor do governo nem de entidades governamentais”.

Ainda assim, os críticos permanecem incrédulos sobre as fontes de financiamento. A acusação mais repetida envolve a TV Escola, que é de propriedade do governo.

A TV Escola era uma fonte de dinheiro público?

O tempo todo, em todo o Brasil, centenas de iniciativas transmitem os vídeos da Brasil Paralelo em praças públicas, escolas e associações. Em alguns casos, pedem permissão. Como o conteúdo é gratuito, todas as transmissões são autorizadas.

O PT, o PSDB, o PSOL, o PSL, conservadores ou liberais, direitistas ou esquerdistas, qualquer um que queira está autorizado a reproduzir o conteúdo da Brasil Paralelo.

Em 28 de setembro de 2019, um representante da TV Escola, canal de televisão estatal vinculado ao Ministério da Educação, procurou a Brasil Paralelo solicitando autorização por telefone.

Os advogados enviaram ao canal um contrato padrão de autorização com a cessão gratuita e não exclusiva dos direitos de exibição de uma de suas séries.

Em tese, não seria necessário assinar qualquer contrato, mas foi assinado com o MEC para deixar claro que não há registro de nenhum pagamento do Governo Federal à empresa.

Além disso, a Brasil Paralelo não simpatiza com a existência da TV Escola. Para os sócios, essa rede não deveria existir, porque possui um orçamento público milionário e nem sequer tem uma audiência relevante.

Em 9 de dezembro de 2019, a série Brasil: A Última Cruzada começou a ser transmitida pela TV Escola.

Isto, entretanto, está longe de ser a fonte da maior polêmica.

A polêmica da disputa de narrativas na Wikipédia

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A Brasil Paralelo possui um verbete na Wikipédia. Entretanto, ele não diz a verdade e descreve a empresa de forma desonesta e com clara intenção difamatória, a fim de descredibilizar o trabalho produzido.

Mas o que há de errado com a Wikipédia estar recheada de militância política e ideológica na descrição da Brasil Paralelo?

Como a Wikipédia é uma enciclopédia livre, todos podem editar conforme tenham interesse por edição ou por temas específicos.  

Uma vez que a Brasil Paralelo diverge dos padrões escolares e universitários; assim como diverge de bibliografias, grupos políticos e partidos, muitas pessoas se sentem incomodadas.

Aqueles que não conseguem se ater às fontes, fazem edições motivados por paixões, abandonando a imparcialidade e a neutralidade.

Não haveria problema algum em ter críticas à empresa descritas na Wikipédia, mantendo as fontes e os autores. O problema é que a edição foi fechada para a própria empresa criticada.

A Brasil Paralelo não pode editar. As fontes e as respostas apresentadas, que refutam as mentiras descritas, não são aceitas.

Neste caso, a Wikipédia perde a honestidade que diz prezar. Não há livre debate de ideias, já que somente os opositores têm seu espaço.

Em 16 de fevereiro de 2021, a Wikipédia mantinha a descrição da Brasil Paralelo com os seguintes adjetivos:

  • Empresa de extrema direita;
  • Anti-intelectualista;
  • Negacionista;
  • Ciberativista;
  • Milenarista;
  • Revisionista.

Por exemplo, é dito que a empresa teve um edital do governo aprovado em 530 mil reais para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. A fonte é o jornal Le Monde Diplomatique Brasil. Entretanto, embora a fonte tenha sido utilizada para confirmar que a Brasil Paralelo recebeu dinheiro público, o fato não está comprovado.

No próprio Le Monde, pode-se encontrar a informação de que Josias Teófilo, de outra empresa, é o responsável pelo dinheiro e pelo filme, e não a Brasil Paralelo.

A própria fonte utilizada para confirmar a acusação, na verdade, desmente o que foi dito. A fonte é a própria prova de que a alegação é uma mentira.

Este é apenas um exemplo de uma fonte fora de contexto. O editor mentiu, caluniou e incorreu em uma ação criminosa.

Quando a Wikipédia não aceita a correção proposta pela Brasil Paralelo, está ratificando um crime, uma calúnia”.

Algo que parece simples e inofensivo gera uma série de problemas.

  1. Não há direito de resposta. O acesso é bloqueado e nada pode ser corrigido;
  2. Pessoas que não conhecem o conteúdo da Brasil Paralelo pesquisam na Wikipédia sobre a empresa e acabam acreditando nas informações contidas no texto;
  3. O debate é sufocado. O artigo da Wikipédia omite os fatos sobre uma empresa séria que emprega dezenas de funcionários, manchando a reputação da marca.

Embora o problema persista, resta responder às acusações neste artigo.

A Brasil Paralelo é revisionista?

A série Brasil – A Última Cruzada foi criada para rever a história do Brasil, pois toda a história é feita de revisões.

Os sócios fundadores, Henrique, Lucas e Filipe, estudavam por meio de fontes e bibliografias historiográficas que divergiam da narrativa em vigor até então.

Alguns autores lidos, por exemplo, foram Victor Wolfgang von Hagen, Pedro Calmon Moniz de Bittencourt e Manoel de Oliveira Lima, entre muitos outros citados ao longo do conteúdo.

Como podemos dizer que a Brasil Paralelo é revisionista se as fontes são citadas e fundamentadas? Qual é a origem da acusação?

Com a introdução dos regimes políticos de esquerda no Brasil, do aparelhamento do Estado, dos 600 mil funcionários do Ministério da Educação, com o controle do material didático pelo Congresso Nacional de Educação, e com a CAPES qualificando a entrada de mestrados e doutorados, somente as fontes que interpretam a história de acordo com a lógica de dominantes e  dominados são aceitas.

O modelo mais comum segue o padrão do historiador Caio Prado Júnior, que enxerga a história em ciclos econômicos. A ótica é a mesma que a da Revolução Francesa.

Os padres jesuítas formavam o clero, os capitães hereditários e seus descendentes eram a nobreza e o resto da população eram escravos.

Não se considera a relação dos bandeirantes com os índios, a relação dos índios uns com os outros, a relação dos índios com os europeus, a relação dos negros uns com os outros. As relações são complexas e, na Brasil Paralelo, os sócios se recusaram a absorver a interpretação marxista de que havia apenas uma classe dominando a outra.

A série Brasil – A Última Cruzada foi o material mais visto da história brasileira no país e permitiu projetar para todos a vontade que tinham de trabalhar a cultura sem o viés marxista, sem ideologias”.

Isto chocou todos aqueles que estavam dominando a cultura. Por esta razão, começaram a acusar a Brasil Paralelo de ser revisionista, quando tudo o que fazia era mostrar fontes diferentes.

Diante de uma visão tradicional da história, as pessoas perceberam que existem aqueles que pensam de forma diferente, que as fontes não são as mesmas, que não existe uma única forma de narrar os acontecimentos.

Muita gente se encontrou de novo com o Brasil, fez as pazes com a sua história e reformou sua maneira de pensar politicamente”. — L. Ferrugem.

A intenção era fomentar a discussão sobre as vertentes históricas nacionais.

O conteúdo produzido quebra a hegemonia das perspectivas de mundo instrumentalizadas por partidos e ideologias que querem ir contra a verdade, contra a realidade, a fim de sustentar sua própria visão.

Assim, mídias tradicionais dependentes do governo e universidades e professores emparelhados em uma bibliografia fechada, encontraram um grupo que não seguia a mesma cartilha.

Muitos professores de história consideram que a Brasil Paralelo é revisionista sob a falsa alegação de que a empresa defendeu e apoiou a Ditadura Militar, mais uma mentira com intenção difamatória.

Outros dizem que não se deve sequer discutir se o nazismo é de esquerda ou de direita, ao ponto de que dizer algo contrário à opinião comum já seja considerado um ultraje.

Não podendo acusar a empresa de ser revisionista, a chamam de negacionista.

A Brasil Paralelo é negacionista?

Na Wikipédia está escrito que a Brasil Paralelo relativizou a escravidão. Outros chegam a dizer que a empresa negou a existência da escravidão.

Este tipo de afirmação é inconcebível, já que na série Brasil– A Última Cruzada a escravidão é descrita como uma mancha na história brasileira.

Há trechos que celebram o marco da abolição. Além disso, no final do quarto episódio, foi adotada a tese de Gilberto Freyre de que a miscigenação é o grande valor do povo brasileiro.

“A escravidão é o calcanhar de Aquiles da história do Brasil, diz nosso documentário. Historiadores como Alberto da Costa e Silva e Antonio Paim estão entre as nossas fontes. Dizer que negamos a escravidão é desconhecimento, um ato difamatório”. — L. Ferrugem.

As acusações são criminosas. Tratam-se de mentiras sobre uma empresa comprometida com o conteúdo. Nada é corrigido, as provas apresentadas são recusadas, não refutadas.

A Brasil Paralelo é de extrema direita?

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Acusar uma empresa de ser de extrema direita é uma tentativa pejorativa de desmerecimento, assim como a acusação de ser de extrema esquerda.

O que isto significa? A concepção atual é que qualquer um que seja de algum extremo é muito radical. Mas antes que se pense isso, o que é direita e o que é esquerda? Existem muitas formas de definição, que variam de acordo com o contexto e as gerações.

Hoje, esquerda e direita não têm o mesmo significado que tinham em seu surgimento no contexto da Revolução Francesa. As palavras em si não significam nada, mas são utilizadas de acordo com a intenção de seu autor.

Quem é o típico indivíduo de extrema direita? A definição pura não diz nada em si. O significado depende da acepção cultural da palavra, algo que muda com o tempo. Que ponto de vista deve ser observado?

A Brasil Paralelo não é de extrema direita, nem conservadora, nem liberal, nem progressista. Preocupa-se com a busca da verdade; portanto, não faz parte de um grupo fixo. Há liberdade na busca da verdade.

A Brasil Paralelo não define seu conteúdo com base em nenhuma corrente, em nenhum grupo. Não é possível ser de extrema direita porque não se sabe o que isso é e porque não tem como significar algo para todos. A empresa é guiada apenas por fontes e valores.

“Palavras como ‘direita’ e ‘esquerda’ são como guarda-chuvas para aglutinar milhões de pessoas, que certamente discordam muito entre si”.

A Brasil Paralelo entrevista personalidades da esquerda?

Até mesmo o Gilmar Mendes foi entrevistado quando era presidente do Tribunal Superior Eleitoral e Ministro do STF. Outros entrevistados foram: Mariana Carvalho, liderança do PSDB; Simon Schwartzman, presidente do IBGE; e Paulo Rezzutti, escritor.

Vários foram entrevistados e muitos outros foram convidados e não aceitaram.

O próprio Haddad foi convidado, afinal era Ministro da Educação e sua versão dos fatos foi solicitada. Mário Sérgio Cortella foi convidado para falar sobre sua visão de Paulo Freire e também recusou.

As entrevistas são escassas, mas o que muitos podem não saber é que os autores considerados “de esquerda” são lidos.

Atualmente, dos movimentos ideológicos, quais podem ser usados como exemplo ao leitor de autores de ideias divergentes?

Na Brasil Paralelo são lidos: Georg Lukács, Herbert Marcuse, Habermas, Rousseau, Paulo Freire e Karl Marx. Até José Paulo Neto, um dos comunistas mais conhecidos do Brasil, foi uma das fontes pesquisadas, além de cursos abertos de Yale, por exemplo.

Não há preocupação em eliminar uma parte das fontes. É obrigação do investigador ver o mesmo assunto do maior número possível de ângulos.

Quem na mídia tradicional, nas universidades brasileiras, convida especialistas não alinhados ideologicamente? Quando a Globo chama, a não ser para fazer chacota? Em qual universidade se estuda a Revolução Francesa considerando Edmund Burke?

Não há diálogo de fontes. Mas a Brasil Paralelo estuda a todos antes de apresentar qualquer conteúdo. A busca é por conquistar a legitimidade na busca da verdade.

Simon Schwartzman está presente nos episódios de história do Brasil e no Pátria Educadora. Paulo Rezzutti teve um destaque no episódio quatro da série Brasil por causa do livro que escreveu sobre Leopoldina. Gilmar Mendes falou sobre o fatiamento do impeachment feito por Lewandowski.

Outro exemplo é a presença de católicos, protestantes e ateístas falando sobre a educação religiosa na Idade Média. Que conflito seria maior? O grupo não é levado em conta, mas o conteúdo.

A Brasil Paralelo é anti-intelectualista?

Fernando Nicolazzi, apoiador do PSOL e professor de história da UFRGS, é um dos que acusam a Brasil Paralelo de ser anti-intelectualista. O que isto significa?

três formas de ser anti-intelectualista:

  • Ser contra intelectuais;
  • Ser pragmático;
  • Considerar que os intelectuais são um risco.

Em nenhuma destas definições a Brasil Paralelo se encaixa.

Pragmatismo é uma corrente filosófica que defende que se é impossível para o homem alcançar a verdade, não há espaço para discussão, bastando adequar o discurso aos objetivos.

Os pragmáticos são anti-intelectualistas, já que se preocupam apenas com seus objetivos. Esta postura anti-intelectual, pragmática, foi criticada pela Brasil Paralelo em todos os episódios da trilogia Pátria Educadora.

Considerando outro ponto, todas as ditaduras perseguiram intelectuais que eram obstáculos ao regime político. Apenas as ciências exatas são valorizadas nestes casos.

Mas a Brasil Paralelo é uma agente da intelectualidade, pois é uma empresa online que promove o conhecimento por meio de intelectuais, convidando professores, filósofos, doutores e sociólogos.

São mais de 300 horas de entrevistas, mais de 50 cursos e aproximadamente 70 documentários.

Com tantos entrevistados que são especialistas em tantas áreas, inclusive acadêmicos ou membros de institutos que incentivam a cultura e a educação, onde há espaço para o anti-intelectualismo?

A Brasil Paralelo é antiacademicista. É contra o pensamento de que o conhecimento está preso na Universidade, limitado por um único tipo de bibliografia, com um único tipo de linguagem e apenas com aprovação de um grupo ideológico e partidário”.

A Brasil Paralelo faz ciberativismo?

O ciberativismo é uma modalidade de ativismo realizado por grupos políticos e ideológicos que utilizam as redes sociais como a principal ferramenta para divulgar suas causas.

Como a Brasil Paralelo é apartidária e contrária a qualquer tipo de ideologia, não faz ciberativismo de forma alguma. A empresa propõe estudo e reflexão sobre temas históricos e sobre atualidades, apresenta novas informações e convoca especialistas para fomentar ainda mais o debate e a pesquisa.

Não se faz vídeos para vender narrativas prontas. O tema é escolhido por sua relevância social e então começa-se uma investigação sem saber ainda qual será o resultado. Isso é incompatível com o modo de operar dos ativistas.

Não há nenhum tipo de posição ideológica, política ou partidária.

A Brasil Paralelo é milenarista?

Não. O milenarismo é uma doutrina sobre o retorno de Cristo à Terra para instaurar um reino que duraria mil anos. Isto é absolutamente infundado em relação à Brasil Paralelo. Não há nenhum tipo de conteúdo produzido pela empresa que dê respaldo a esta doutrina.

A Brasil Paralelo é conspiracionista?

Teorias das conspiração defendem que pessoas ou grupos tramam invisivelmente para implementar seus planos, quaisquer que sejam, na sociedade. Acusar a Brasil Paralelo de ser conspiracionista é difamação, pois nas séries, documentários e filmes, os assuntos abordados são baseados em fatos, na realidade.

A Brasil Paralelo é anti-conspiracionista, pois denuncia aqueles que conspiram para que seus planos se concretizem.

Por exemplo, quando a empresa começou, em 2016, o PT realizou um congresso, no qual registrou suas intenções: estatizar a mídia, assumir o controle, etc; na mídia, dizia-se o oposto. O documento interno dizia o contrário do que diziam os mesmos participantes que aceitaram o documento. Isto é conspiração.

Lula, por exemplo, no 15º encontro do Foro de São Paulo, disse que a ascensão da esquerda no Brasil e na América Latina se deve a seus amigos cubanos, entre eles Fidel Castro. Isto está registrado no quarto episódio do Congresso Brasil Paralelo.

No mesmo ano, Boris Casoy perguntou a Lula se havia uma aliança entre ele e Fidel, embora ele mesmo não acreditasse nisso. É notável que o jornalista entrevistado já demonstrou toda sua parcialidade na pergunta.

E Lula respondeu que quem diz isso faz piada de mal gosto, já que não há aliança nenhuma.

A Brasil Paralelo une os vídeos e mostra quem é mentiroso. Compara o que é dito publicamente na mídia com o que é feito para saber se a coerência é mantida ou não. Seria isto uma conspiração?

As formas de lidar com diferentes posicionamentos

Aqueles que discordam das produções da Brasil Paralelo poderiam seguir alguns caminhos.

  1. Criticar. Este é o caminho excelente, pois enriquece o debate público. No início do documentário 1964 – O Brasil entre armas e livros está explícito que o conteúdo foi feito para ser apreciado, compartilhado e criticado;
  2. Mentir. Dizer que a Brasil Paralelo apoiou a Ditadura, ou que negou a existência da escravidão, vai contra a verdade, contra o que está escrito, contra a fonte apresentada, contra a cosmovisão dos fundadores, colaboradores e professores envolvidos. É uma forma de destruir o adversário, caluniando-o;
  3. Agir de má-fé: Induzir ao erro, criar narrativas enganosas e difamatórias. Por exemplo, a empresa é taxada de bolsonarista sem nunca, em nenhum vídeo ou posicionamento dos fundadores, ter feito qualquer propaganda política para Bolsonaro.

O que fizeram os opositores da Brasil Paralelo? Mentiram e agiram de má-fé.

Nunca ouvi falar disso, então é mentira. Não sei do que se trata, então é mentira. Não quero enfrentar essa história, então é mentira”.

Comente e compartilhe. Quem você acha que gostaria de ler sobre as mentiras contadas sobre a Brasil Paralelo?

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