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Política•5 min de leitura

Último debate no Rio pressiona Paes e Ruas por alianças e segurança pública

Último confronto antes do primeiro turno teve críticas aos dois líderes das pesquisas, acusações sobre grupos políticos e propostas para transporte, educação e combate ao crime.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
Candidatos ao governo do Rio
Fonte da imagem: Reprodução

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O último debate entre os candidatos ao governo do Rio de Janeiro antes do primeiro turno colocou Eduardo Paes e Douglas Ruas no centro dos ataques.

O encontro da TV Globo reuniu também Anthony Garotinho, William Siri e André Marinho. Os candidatos discutiram segurança, transporte, educação, saneamento e corrupção.

Ruas foi associado repetidamente ao grupo que hoje governa o estado.

Os adversários citaram sua passagem pelo governo de Cláudio Castro e sua relação com Rodrigo Bacellar, cujo nome também apareceu no debate por causa de investigações e de sua prisão.

Ruas respondeu que manteve uma relação profissional com os dois e tentou devolver as críticas questionando as alianças de Paes.

Paes também virou alvo. André Marinho o chamou de “candidato do PT” e criticou suas mudanças de alianças políticas. Ruas afirmou que o adversário tentava esconder sua proximidade com Lula.

Paes respondeu que trabalha com o governo federal, mas disse que Lula “não é meu patrão”.

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Combate ao crime organizado

Um dos confrontos mais fortes aconteceu quando o tema passou para o controle de áreas dominadas por organizações criminosas.

Garotinho propôs criar um “Bope 2.0”, definido por ele como um batalhão de ocupação acompanhado de investigação e políticas sociais.

Marinho defendeu integrar diferentes órgãos em um centro único de comando e controle.

As discussões também envolveram suspeitas de corrupção e relações políticas. Garotinho citou supostas listas de pagamentos envolvendo integrantes da política fluminense. Siri levou a discussão para investigações relacionadas a Rodrigo Bacellar.

Transporte

Ruas abriu o debate cobrando Paes por promessas de transporte que não saíram do papel. Ele citou a Linha 3 do metrô, prevista para ligar Niterói a São Gonçalo, e também um VLT entre o Aeroporto Santos Dumont e Botafogo.

Paes respondeu que o VLT não foi prioridade de sua gestão. Disse que concentrou recursos na recuperação dos BRTs, na expansão do VLT já existente e na construção de terminais de transporte.

Ruas rebateu afirmando que Paes promete uma coisa na campanha e muda de prioridade depois de eleito.

Em outro momento, William Siri e Anthony Garotinho defenderam reverter a concessão dos serviços da Cedae à iniciativa privada.

Siri propôs reestatizar o sistema, enquanto Garotinho disse que buscaria anular os contratos de concessão e reduzir as contas de água.

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Lula e Flávio entraram no encerramento

Nas considerações finais, Ruas transformou a disputa estadual em uma escolha também nacional.

Ele pediu votos para si e para Flávio Bolsonaro, enquanto associou Paes a Lula.

Paes seguiu outro caminho. Atacou o grupo político de Ruas e citou os governos de Wilson Witzel e Cláudio Castro para argumentar que o adversário não representaria uma ruptura com o passado recente do estado.

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