Regime iraniano fala em resistência e ameaça que conflito não se limitará à região.

Um dia após forças americanas realizarem bombardeios contra alvos iranianos pela primeira vez desde o cessar-fogo, Trump anunciou uma nova onda de ataques.
“Nós os atingimos duramente ontem e vamos atingi-los duramente novamente hoje”, afirmou o presidente na Casa Branca.
A ofensiva foi uma resposta à derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos EUA que patrulhava o Estreito de Ormuz.
A aeronave teria sido atingida por um drone iraniano, ainda assim dois tripulantes sobreviveram e foram resgatados. O Irã, porém, não assumiu responsabilidade pelo incidente.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou que os ataques realizados na terça-feira tiveram como alvo sistemas de defesa, estações de controle e instalações de radar iranianas próximas ao Estreito de Ormuz.
Segundo a mídia estatal, os bombardeios também atingiram dois reservatórios na região, deixando moradores da cidade portuária de Sirik sem acesso à água potável por 12 horas.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter lançado ataques contra 21 alvos ligados aos Estados Unidos na região.
Entre eles estariam bases americanas em países do Oriente Médio, como Bahrein e Jordânia.
Autoridades americanas disseram que praticamente todos os mísseis e drones iranianos foram interceptados e que não houve registro de vítimas.
Além das ameaças militares, Trump revelou uma operação secreta conduzida pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz.
Segundo ele, a missão começou no mês passado e teve como objetivo escoltar navios petroleiros e embarcações comerciais pela passagem marítima.
Trump afirmou que mais de 100 milhões de barris de petróleo foram conduzidos pela região sob proteção militar americana.
"No mês passado, ordenei que nossas Grandes Forças Armadas dos Estados Unidos executassem uma missão secreta para dar apoio a petroleiros e outras embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. Hoje, tenho o prazer de anunciar que esse esforço resultou na passagem de mais de 100 MILHÕES de barris de petróleo pelo estreito, chegando ao mercado internacional”.
Essa operação teria ajudado a evitar uma disparada ainda maior nos preços internacionais do petróleo.
Após as declarações de Trump, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que o país permanecerá firme diante de qualquer pressão ou ameaça.
Em outra manifestação, Ebrahim Azizi, presidente da comissão de segurança nacional do Parlamento iraniano, afirmou que a guerra “não ficará limitada à região”.
Enquanto os dois lados trocam acusações e ameaças, o cessar-fogo firmado em abril parece cada vez mais distante de produzir uma solução duradoura.
Os EUA e Israel fizeram um ataque massivo contra o Irã e mataram o líder supremo do país no final do mês passado.
Desde então, o Oriente Médio tem vivido dias de tensão, com trocas de mísseis e bombardeios entre o regime de Teerã e as forças ocidentais.
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