Posicionamento vem após troca de ataques entre o regime islâmico e Israel.

Em meio a um aumento das tensões no Oriente Médio, Trump disse que pode responder a um ataque iraniano a um helicóptero militar americano.
Segundo uma publicação do presidente, a aeronave sobrevoava o Estreito de Ormuz quando foi atingida.
Apesar do veículo ter sido destruído, os dois pilotos que estavam a bordo sobreviveram e estão sem ferimentos:
"Acabo de ser informado por nossas Grandes Forças Armadas de que, na noite passada, os iranianos derrubaram um de nossos helicópteros Apache altamente sofisticados enquanto ele patrulhava o Estreito de Ormuz. Havia dois pilotos a bordo; ambos estão em segurança e não sofreram ferimentos.”
O ataque acontece em um momento delicado na região. O regime de Teerã lançou ataques diretos contra Israel pela primeira vez desde o início do cessar-fogo em abril.
A escalada no conflito começou por causa do avanço das forças israelenses sobre o Líbano.
O país abriga o Hezbollah, um grupo paramilitar xiita fortemente apoiado pelo regime islâmico iraniano.
Israel afirmou que as operações tinham como objetivo impedir ações do grupo, considerado um dos principais aliados regionais do Irã.
Teerã lançou mísseis contra território israelense e afirmou que não permaneceria passivo diante de ataques contra forças e organizações apoiadas pelo regime.
Segundo a Guarda Revolucionária, os disparos tiveram como alvo instalações militares israelenses.
As Forças de Defesa de Israel responderam com bombardeios contra instalações militares no oeste e no centro do Irã.
Explosões foram registradas em diversas cidades, incluindo a capital Teerã, Isfahan e Tabriz.
Além dos alvos militares, Israel também atingiu a petroquímica Karun, uma das maiores empresas do setor energético iraniano.
Segundo os militares israelenses, as instalações estariam ligadas à infraestrutura utilizada para o desenvolvimento de mísseis balísticos.
O governo iraniano rejeitou essa justificativa e acusou Israel de atacar estruturas econômicas e civis.
A televisão estatal iraniana lançou um comunicado anunciando uma pausa nas hostilidades.
No entanto, a trégua está condicionada ao fim das ações israelenses contra o hezbollah em território libanês:
"Anuncia-se a cessação das operações das forças armadas. No entanto, ressalta-se que, caso os atos de agressão e hostilidade continuem, inclusive no sul do Líbano, medidas muito mais severas e repressivas do que as anteriores serão tomadas".
O presidente Masoud Pezeshkian também falou que o Irã quer uma solução diplomática, mas poderá voltar a atacar caso ache necessário:
"Nossa prioridade é a segurança nacional e a tranquilidade do povo. Defendemos os direitos da nação com autoridade e não recuaremos diante de nenhuma ameaça. Diplomacia e defesa são as duas asas do poder nacional; nem abandonamos o campo de batalha, nem a mesa de negociações. Com a ajuda de Deus, com unidade e racionalidade, o Irã sairá vitorioso desta prova também".
A nova escalada começou quando Israel realizou bombardeios contra alvos ligados ao Hezbollah na capital Beirute e no sul do Líbano.
Entenda o motivo para Israel atacar o Hezbollah com o documentário From The River To The Sea. Clique aqui para assistir.