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Serial Killer desaparece após ser recrutado para lutar na guerra da Ucrânia

Jornais e família apresentam versões diferentes sobre o paradeiro do criminoso.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Serial Killer russo foge durante guerra na Ucrânia
Fonte da imagem: Reprodução United 24

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Andrei Kiyko ficou conhecido pela mídia russa como o "Maníaco de Sosnovsky" por cometer uma série de crimes na região de São Petersburgo

Ele abusou sexualmente e roubou oito mulheres, além de ser responsabilizado pelo assassinato de pelo menos três vítimas.

Agora, autoridades russas iniciaram buscas para encontrá-lo após seu desaparecimento durante a guerra contra a Ucrânia.

Segundo relatos divulgados pela imprensa russa, militares e policiais estão o caçando após ele desaparecer de uma unidade hospitalar militar.

Kiyko estava no local para se recuperar de recuperava de ferimentos sofridos em combate.

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Destino de serial killer permanece um mistério

De acordo com reportagens dos veículos russos 47 news, o criminoso foi ferido durante operações militares em janeiro de 2025.

Após receber atendimento em um hospital na região de Rostov, ele foi transferido para uma unidade de reabilitação em Kronstadt.

Foi durante esse período que surgiram as primeiras informações sobre seu desaparecimento.

Ele teria escapado ainda durante o verão do ano passado, porém as autoridades só começaram a procurá-lo após o dia 26 de maio.

No entanto, um militar contou para o jornal Rotonda que o assassino não fugiu do hospital, na realidade, ele voltou para a linha de frente, onde desapareceu há seis meses.

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Família contesta as duas versões

A mãe do criminoso falou que ficou revoltada com os rumores e disse para o Rotonda que seu filho não desapareceu.

Em sua versão, o batalhão em que ele servia foi alvo de ataques com drones e os corpos não conseguiram ser recuperados.

Documentos teriam chegado à casa da família classificando seu filho como “desaparecido em ação”.

A versão é reforçada por um canal do Telegram ligado às forças de segurança, segundo o qual o assassino teria morrido.

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Como presos passaram a ser recrutados para a guerra

Desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em 2022, a Rússia passou a utilizar detentos para reforçar suas tropas.

Inicialmente, o recrutamento foi realizado principalmente pelo Grupo Wagner, organização militar privada que atuou em algumas das batalhas mais intensas do conflito.

Conforme o conflito acirrou e o grupo perdeu força, o próprio Ministério da Defesa russo assumiu parte desse processo.

Em troca da participação na guerra, muitos presos receberam promessas de redução de pena, liberdade ou benefícios financeiros para suas famílias.

A prática permitiu que condenados por crimes graves fossem enviados para a linha de frente.

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