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PF suspeita que Lulinha teria fugido do Brasil

Defesa do filho do presidente diz que a mudança foi planejada antes da operação

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Lulinha
Fonte da imagem: Reprodução

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Um relatório sigiloso da Polícia Federal enviado ao STF em dezembro levantou a suspeita de que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria se mudado para a Espanha para fugir das investigações sobre desvios no INSS.

A defesa nega e afirma que a mudança foi planejada antes de qualquer operação policial.

O Estadão teve acesso ao relatório que foi apresentado pela PF como parte do pedido de quebra de sigilo bancário de Lulinha, autorizado na época pelo ministro André Mendonça.

No relatório, a PF afirma que Lulinha viajou ao exterior "sem previsão de volta". Para a investigação, isso poderia indicar fuga do país, considerando sua ligação com o Careca do INSS, preso por liderar um esquema bilionário de desvio de aposentadorias.

“Do ponto de vista investigativo, asseveramos que Lulinha viajou para o exterior, sem previsão de volta, o que denota possível evasão do País, considerando estar associado aos fatos associados ao principal operador das fraudes bilionárias a milhões de aposentados do Brasil”, diz o relatório.

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Lulinha admitiu viagem bancada pelo Careca do INSS

Na última segunda-feira (16), a defesa apresentou sua primeira explicação formal. Admitiu que Lulinha tinha relação "esporádica e de natureza social" com o Careca e que aceitou uma viagem a Portugal em novembro de 2024 

Diz que Lulinha não sabia das fraudes no INSS e que a ligação do empresário com os desvios só veio a público em abril de 2025, com a Operação Sem Desconto.

Para a PF, o projeto de canabidiol seria financiado com dinheiro desviado, uma etapa de lavagem. A defesa diz que o negócio não avançou e que Lulinha não recebeu nada.

Há outros elementos sob investigação. Anotações apreendidas com o Careca indicariam encontros com Lulinha em Brasília.

Um ex-funcionário afirmou ter ouvido que o empresário pagava mesada de R$300 mil ao filho do presidente. Nada disso apareceu na quebra de sigilo.

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