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Política•5 min de leitura

Entenda o pedido de Lula ao TSE sobre sigilos bancários e o que diz a lei

Presidente condicionou a divulgação de dados da própria família à adesão de Flávio Bolsonaro; legislação, porém, não exige autorização judicial para expor as próprias contas.

Por
Gabriel Costa
•Publicado em
titulo de eleitor
Fonte da imagem: Reprodução

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Lula apresentou um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para divulgar seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos últimos oito anos.

A proposta foi entregue nesta terça-feira (20), depois de o presidente desafiar Flávio Bolsonaro a abrir suas informações durante o debate da Band.

Lula, porém, estabeleceu uma condição. Seus dados só serão divulgados se Flávio também aceitar abrir os próprios sigilos e os de seus familiares.

O pedido inclui a primeira-dama Janja e os cinco filhos do presidente, entre eles Lulinha, investigado por suspeitas de irregularidades relacionadas ao INSS.

Também estão incluídos familiares de Flávio, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de empresas ligadas aos dois candidatos.

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Lula não precisa do TSE para divulgar suas informações

Pela legislação brasileira, qualquer pessoa pode autorizar a divulgação dos próprios dados bancários e fiscais.

Isso significa que Lula não precisa de uma decisão judicial para tornar públicas essas informações.

A situação é diferente quando envolve familiares.

Como o sigilo é um direito individual, cada pessoa precisa concordar com a divulgação de seus dados.

Segundo o G1, os filhos de Lula já assinaram documentos autorizando a medida.

O mesmo princípio vale para Flávio Bolsonaro e seus parentes.

A Justiça pode obrigar Flávio a abrir os sigilos?

Para abrir os dados de alguém sem autorização, a Justiça precisa de uma justificativa legal.

Em uma investigação, por exemplo, um juiz pode determinar a quebra de sigilo quando existem indícios concretos e a medida é necessária para apurar possíveis irregularidades.

Mas o simples pedido de um adversário político não é suficiente para obrigar alguém a divulgar suas informações.

A campanha de Lula argumenta que a medida ajudaria os eleitores a conhecer melhor os candidatos antes da votação.

O problema é que as regras eleitorais não dão ao TSE autorização automática para divulgar extratos bancários e informações fiscais protegidas.

O tribunal já disponibiliza as declarações de bens apresentadas pelos candidatos, mas esses documentos são diferentes dos dados solicitados por Lula.

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O que acontece agora?

O ministro André Mendonça foi escolhido para analisar o pedido. A campanha de Lula quer que as informações sejam divulgadas antes de quarta-feira (21).

Durante o debate, Flávio afirmou que não tinha nada a esconder, mas não confirmou se aceitaria a proposta.

Por enquanto, nenhum sigilo foi divulgado por causa do pedido. Lula formalizou o desafio feito durante o debate, mas a abertura dos dados ainda depende das autorizações necessárias e da análise jurídica da solicitação.

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