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Há 7 anos, este ator se tornou um dos presidentes mais conhecidos no mundo

Uma série de televisão conseguiu transformar Zelensky em um fenômeno eleitoral inédito em seu país.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Zelensky
Fonte da imagem: Reprodução

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"A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida", a famosa citação de Oscar Wild parece ser uma verdade quase inquestionável na Ucrânia.

Em 2015, a série de humor O Servo do Povo era um sucesso absoluto de audiência no país.

Com críticas ácidas à situação política do país, a trama acompanha um professor de história que vira presidente após seus alunos publicarem um discurso dele em sala de aula.

O que poucos poderiam imaginar até então é que o ator que interpretava a personagem principal, Volodymyr Zelensky, teria uma trajetória muito parecida.

Surfando no sucesso da série, ele lançou uma candidatura à presidência do país em 2019.  

Sua campanha foi pautada no combate à corrupção e na revolta contra os políticos tradicionais do país.

Ele concorreu pelo partido Servo do Povo, que se chamava Mudança Decisiva até o ano anterior, quando mudou de nome justamente para reforçar a relação com a série.

A sigla defende ideais liberais e a aproximação com a União Européia, sendo considerado de centro-esquerda pela maioria dos analistas.

A campanha de Zelensky foi tão bem sucedida que ele conseguiu vencer a eleição com 73% dos votos no segundo turno com Petro Poroshenko.

Um governo marcado pela guerra

A aproximação do governo Zelensky com o ocidente não foi vista com bons olhos pela Rússia de Putin.

Na verdade, os dois países tinham uma forte tensão política que teve origem em 2014, quando protestos derrubaram o governo pró-rússia de Víktor Yanukóvytch.

Após a mudança na política ucraniana, o exército do Kremlin anexou a região da Criméia e passou a apoiar forças separatistas na região do Donbass.

A maior parte da população naquela região é falante da língua russa que tem uma grande proximidade cultural com o país.

Apesar da Ucrânia já viver momentos turbulentos antes de Zelensky assumir o comando do país, a situação piorou drasticamente em 2022.

Naquele ano, a Rússia lançou uma operação em larga escala contra o território ucraniano, chegando a atingir até mesmo a capital.

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O presidente que não fugiu

Mesmo quando as forças russas se aproximaram da capital, Kiev, Zelensky não deixou o país em busca de segurança.

Na época, ele chegou a dizer publicamente que se recusou a possibilidade de refúgio com o apoio americano:

A luta é aqui, eu preciso de munição e não de uma carona”, disse.

Essa posição fez com que sua popularidade crescesse na Ucrânia e ao redor de todo o mundo ocidental.

Acusações de corrupção 

Mesmo em meio ao conflito, oficiais do governo chegaram a ser acusados de desviar recursos estratégicos.

Ano passado, o chefe de gabinete de Zelensky, Andriy Yermak, foi alvo de uma operação de busca e apreensão por agentes anticorrupção.

Ele estava sendo investigado por um esquema que roubou o equivalente a cerca de R$500 milhões do setor de energia.

Vale lembrar que a infraestrutura do país nessa área está muito danificada e a população enfrenta apagões constantes.

Yermak renunciou ao cargo. A polícia aponta que o mentor do esquema pode ter sido Tymur Mindich, ex-sócio do presidente que deixou o país.

Essa é apenas uma das diversas acusações de corrupção que o governo tem sofrido desde o início do conflito.

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Um mandato que já acabou

Hoje fazem exatos 7 anos desde que o governo Zelensky chegou ao poder pela primeira vez.

O mandato do presidente deveria ter acabado ainda em 2024, porém as eleições previstas para o dia 31 de março foram canceladas.

Ainda em novembro de 2023, ele deu um recado falando que não havia clima para eleições no país e destacou que o estado de lei marcial continua.

Na ocasião, ele disse que qualquer questionamento a sua legitimidade seria entendido como “narrativa hostil”.

Trump chegou a acusar o presidente de ditador e destacou que ele não poderia continuar no poder sem eleições:

"Um ditador sem eleições, Zelensky precisa agir rápido ou não terá mais um país", afirmou Trump… Eu amo a Ucrânia, mas ele fez um trabalho terrível, seu país está devastado e MILHÕES morreram desnecessariamente".

Conheça a história de Zelensky completa e o lado que a mídia costuma ignorar com o especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo:

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