Tensão aumentou entre dois países após uma série de ataques israelenses no Líbano.

Apesar de semanas de negociações diplomáticas e tentativas de estabilizar o Oriente Médio, a região voltou a registrar confrontos diretos entre Irã e Israel.
Foi a primeira vez que os dois países voltaram a trocar ataques diretos desde o anúncio do cessar-fogo em abril.
A escalada no conflito começou por causa do avanço das forças israelenses sobre o Líbano.
O país abriga o Hezbollah, um grupo paramilitar xiita fortemente apoiado pelo regime islâmico iraniano.
Israel afirmou que as operações tinham como objetivo impedir ações do grupo, considerado um dos principais aliados regionais do Irã.
Teerã lançou mísseis contra território israelense e afirmou que não permaneceria passivo diante de ataques contra forças e organizações apoiadas pelo regime.
Segundo a Guarda Revolucionária, os disparos tiveram como alvo instalações militares israelenses.
As Forças de Defesa de Israel responderam com bombardeios contra instalações militares no oeste e no centro do Irã.
Explosões foram registradas em diversas cidades, incluindo a capital Teerã, Isfahan e Tabriz.
Além dos alvos militares, Israel também atingiu a petroquímica Karun, uma das maiores empresas do setor energético iraniano.
Segundo os militares israelenses, as instalações estariam ligadas à infraestrutura utilizada para o desenvolvimento de mísseis balísticos.
O governo iraniano rejeitou essa justificativa e acusou Israel de atacar estruturas econômicas e civis.
A televisão estatal iraniana lançou um comunicado anunciando uma pausa nas hostilidades.
No entanto, a trégua está condicionada ao fim das ações israelenses contra o hezbollah em território libanês:
"Anuncia-se a cessação das operações das forças armadas. No entanto, ressalta-se que, caso os atos de agressão e hostilidade continuem, inclusive no sul do Líbano, medidas muito mais severas e repressivas do que as anteriores serão tomadas".
O presidente Masoud Pezeshkian também falou que o Irã quer uma solução diplomática, mas poderá voltar a atacar caso ache necessário:
"Nossa prioridade é a segurança nacional e a tranquilidade do povo. Defendemos os direitos da nação com autoridade e não recuaremos diante de nenhuma ameaça. Diplomacia e defesa são as duas asas do poder nacional; nem abandonamos o campo de batalha, nem a mesa de negociações. Com a ajuda de Deus, com unidade e racionalidade, o Irã sairá vitorioso desta prova também".
A nova escalada começou quando Israel realizou bombardeios contra alvos ligados ao Hezbollah na capital Beirute e no sul do Líbano.
Entenda o motivo para Israel atacar o Hezbollah com o documentário From The River To The Sea. Clique aqui para assistir.
Durante uma conversa por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Trump esbravejou ao falar sobre a ofensiva no Líbano.
Duas fontes oficiais ouvidas pelo jornal Axious confirmaram a tensão entre os dois líderes em meio à conversa.
Em determinado momento, o presidente americano teria gritado com Netanyahu e chegou a dizer que:
“Você é louco, p***a. Você estaria na prisão se não fosse por mim, eu estou salvando sua bunda. Todo mundo te odeia agora, todo mundo odeia Israel por causa disso”, resumiu o oficial.
A outra fonte também afirmou que o presidente estava extremamente bravo e chegou a perguntar “que p***a você está fazendo?”.