Nunes Marques reverte decisão e mantém Deltan Dallagnol na disputa pelo Senado
Candidato havia sido cassado por conta de decisão monocrática em ação aberta por frente que incluía o PT.

Conhecido por seu papel na Lava Jato, Deltan Dallagnol teve a candidatura ao Senado pelo Paraná autorizada por decisão de Kássio Nunes Marques, presidente do TSE.
O ministro afirmou que a decisão de seu colega Floriano de Azevedo Marques “não se mostra razoável” por ter sido decidida individualmente a poucas horas da eleição.
O presidente da Corte também alegou que Floriano não poderia tomar uma decisão individual em um caso que deveria ser definido por colegiado:
“O poder de decidir sozinho é excepcional e depende de delegação normativa expressa, em hipóteses fechadas. Fora delas, a competência é do Plenário. A colegialidade é a forma ordinária de manifestação do Tribunal e não fica à disposição de quem relata o feito”, escreveu.
A medida fez com que os votos de Deltan sejam considerados válidos e computados normalmente.
No entanto, sua candidatura está na situação de “deferido com recurso”, o que significa que a validade ainda será julgada pelo plenário do TSE.
Acompanhe as eleições presidenciais na Brasil Paralelo. Clique aqui para não perder
Por que a candidatura tinha sido cassada?
Na noite de ontem (3), o ministro Floriano decidiu de maneira monocrática que a candidatura de Deltran estava indefinida.
A decisão foi tomada em uma ação aberta pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PSOL, e Unidade Popular (UP).
A justificativa para isso está na renúncia dele do Ministério Público ainda em 2021. Na época, ele enfrentava uma série de acusações e pedidos de investigação, principalmente por conta de sua atuação na Lava Jato.
O candidato afirmou que renunciou para combater a corrupção com mais liberdade, no entanto, seus críticos o acusam de tentar burlar a lei da Ficha Limpa.
Isso porque membros do MP que sofrem punições do tipo ou são demitidos acabam inelegíveis.
Em 2023, o TSE entendeu por unanimidade que a manobra foi irregular e cassou seu mandato como Deputado Federal.
Nas eleições deste ano, como as urnas já estavam lacradas quando o ministro Floriano indeferiu o registro de candidatura, o nome do candidato continuaria aparecendo, mas os votos direcionados a ele seriam considerados nulos.
Em nota, Detran classificou o episódio como "a maior violência eleitoral da história do Brasil”.
“Não desista, meu nome está na urna. Anteontem, o mesmo ministro deu uma decisão no meu caso, dizendo que ele não poderia fazer isso que ele fez, por conta da livre manifestação da soberania popular, da escolha do eleitor, e agora ele vai lá e faz”, continuou.
![TELLER [venda]](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fmkt.brasilparalelo.com.br%2Fcampanhas%2F3d8cea3c-8600-4fec-8976-361cb965032e.webp&w=3840&q=75)
![TELLER [venda]](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fmkt.brasilparalelo.com.br%2Fcampanhas%2F032a4fc2-8a6f-4f9b-bbef-cdeaf2ea14b6.webp&w=3840&q=75)









