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Como vive Tiba Camargos um ano após perder os movimentos ao tentar salvar o filho?

Ele perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Um ano depois, a família mostra o que precisou mudar para seguir em frente.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Déia e Tiba
Fonte da imagem: Reprodução

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Tiba e Déia eram conhecidos na internet por falar de temas como família, fé, educação dos filhos e vida no campo.

Os temas que tratavam faziam parte da rotina deles. Tinham uma família numerosa, educavam os filhos em casa, trabalhavam juntos e compartilhavam a rotina com milhares de pessoas.

Um dia, um acidente mudou tudo para aquela família.

Era fevereiro de 2025,  quando Tiba ouviu um dos filhos pedindo socorro e pulou em um rio para ajudá-lo.

O menino estava assustado na água. Tiba entrou para salvá-lo, mas bateu a cabeça em uma pedra. A pancada causou uma lesão na cervical e na medula. Ele sobreviveu, mas perdeu os movimentos do pescoço para baixo.

Um ano depois, Tiba vive cercado por uma nova estrutura. Cama hospitalar, fisioterapia diária, cuidados de enfermagem, remédios, sondagem, adaptações na casa e um carro preparado para deslocamentos passaram a fazer parte da vida da família.

Para contar o que mudou desde o acidente, Tiba e Déia gravaram um vídeo sobre a nova rotina da família Camargos.

Déia estava grávida quando aconteceu o acidente

Déia estava grávida de quase seis meses quando tudo aconteceu. Ao mesmo tempo em que a família tentava entender a nova condição de Tiba, também precisava acolher um bebê.

Além disso, Tiba passou a precisar de fisioterapia diária e cuidados de enfermagem

“A gente precisou estender a casa”, disse Tiba. O quarto ficou maior para permitir a movimentação da cama, da maca e dos equipamentos.

A rotina também mudou para Déia.

Antes, Tiba era o pai presente que trabalhava em casa e ajudava em tudo. Hoje, muitas dessas tarefas ficaram com ela.

A família também passou a depender mais de uma rede de apoio, com ajudantes em casa e profissionais de saúde. Tudo isso elevou muito os gastos.

“Os gastos foram a primeira coisa que mudou radicalmente na nossa vida”.

O carinho e o cuidado dos filhos com o pai

Tiba diz que a convivência da família e a paz da casa permaneceram. O medo dele era ser isolado em um quarto, enquanto as crianças seguiam a vida em outros espaços da casa. Isso não aconteceu.

“As crianças estão sempre comigo, em cima de mim. Isso ajuda demais”, contou Tiba.

Sempre que possível, ele sai da cama, toma sol, participa das refeições e fica com a família. Nos fins de semana, a ida à missa depende das condições físicas. Como o deslocamento é difícil, alguns padres celebram a missa na casa da família.

Tiba também falou sobre a dificuldade de ficar muito tempo sentado. A cervical ficou fraca, e o balanço do carro exige esforço. Depois de sair, ele costuma voltar com o pescoço cansado.

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O acidente também mudou a vida do casal

A proximidade física do casal também mudou. Tiba precisa dormir em uma cama hospitalar, enquanto Déia cuida da bebê durante a madrugada. Por isso, os dois já não conseguem dividir a mesma cama como antes.

Mas eles dizem que o amor amadureceu.

“Hoje eu posso oferecer muito pouca coisa. Estou numa cama, paralisado do pescoço para baixo. Mas ali eu tenho o amparo da minha esposa e da minha família”, disse Tiba.

Déia enxerga a experiência a partir da sua fé.

“Se o Tiba sofre, eu sofro. O dia que ele está bem é um dia feliz para mim”.

Um ano depois, Tiba ainda enfrenta dores, limitações e uma rotina pesada. Mas também consegue se comunicar melhor, ficar mais tempo sentado e organizar melhor as iDéias.

“Aos pouquinhos a gente vai chegando lá”, disse.

A vida da família Camargos mudou quase por completo. O que permaneceu, segundo eles, foi o centro da casa: a fé, os filhos por perto e a decisão de atravessar a dor juntos.

Eles participaram do último Especial de Natal da Brasil Paralelo. Relembre a emocionante história que o casal contou no canal da BP.

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