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Por que querem censurar o conteúdo da Brasil Paralelo como se fosse um crime?

O dito “fim dos ideais excludentes transmitidos na universidade” ou simplesmente “censura” representa uma essência totalitarista e é o mais novo argumento contra a Brasil Paralelo.
Comunicação Brasil Paralelo
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17/1/2022

Brasil Paralelo e censura são tópicos em alta no Twitter neste momento. Um perfil anônimo e um jornalista são os principais responsáveis pela agitação. 

Na próxima sexta (4), está prevista a exibição da trilogia O Fim da Beleza, da Brasil Paralelo, na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Bastou isso para que alguns grupos ficassem com os ânimos exaltados. 

No Twitter, o perfil anônimo “Brasil Para Lerdos” começou uma campanha pedindo aos seus seguidores que pressionem a instituição a fim de barrar na universidade a exibição do documentário sobre o tema da beleza. 

“É inadmissível este tipo de conteúdo sendo propagado em universidades públicas. Conto com vocês para compartilhar e pressionar para impedir a exibição”, afirmou.

O perfil não parece existir em função de um conteúdo próprio e depende da Brasil Paralelo para sua produção. O foco é atacar a empresa. As acusações extrapolam a crítica e chegam à calúnia.

As acusações vão além. Adjetivos como nazista, negacionista e supremacista são levianamente atribuídos à empresa.

Também no Twitter, o jornalista Joel Pinheiro, colunista da Folha de São Paulo e da revista Exame, usou a plataforma para circular a seguinte enquete: 


Da forma como as perguntas estão feitas, o pressuposto é que a censura é uma opção legal, algo viável. A naturalidade com que se considera criminalizar a produção e veiculação conteúdo por uma empresa privada sem recursos públicos dialoga com pretensões totalitaristas. 

A reação das pessoas que acompanham o conteúdo da Brasil Paralelo foi imediata.


Por desconhecimento ou malícia, o debate que considera o contraditório é banido, pois não faz parte da pauta hegemônica. As universidades, criadas como um lugar de disputa de ideias, vem se fechando mesmo à contribuição de especialistas. 

Se, como sugere Joel Pinheiro, a transmissão do conteúdo da Brasil Paralelo deveria ser legalmente impedida ou ser considerada crime; presume-se que Theodore Dalrymple, Iain McGilchrist, Jonathan Pageau, Ann Sussman e Nikos Salingaros, dentre outros, deveriam ser culpados por terem compartilhado o resultado de décadas de pesquisa acadêmica.

Cada um deles participa da trilogia O Fim da Beleza e contribui para a reflexão sobre o impacto da Beleza, ou ausência dela, no cotidiano da vida de cada um. A produção aborda também as consequências das mudanças estéticas, principalmente as que começaram na modernidade com um especial relevo para a arquitetura. 

Alguns universitários preferem valorizar mictórios, crianças tocando um homem nu e saraus eróticos como obras de arte ao mesmo tempo em que se ojerizam contra obras de Florença, Veneza e Michelangelo.

Completando as reações, o Partido Acadêmico (PAR) emitiu uma nota repudiando o uso do Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFPR para transmitir conteúdo da Brasil Paralelo. 

O texto começa com “NÃO PASSARÃO!” e termina com “Que a luta seja pelo “Fim dos ideais excludentes transmitidos na Universidade”.

Acusam a Brasil Paralelo de "falseação" e revisionismo histórico em prol de uma ideologia excludente e elitista. Trechos do documentário foram distorcidos para se enquadrar nesta acusação.

A Brasil Paralelo é orientada pela busca da verdade histórica, ancorada na realidade dos fatos, sem qualquer tipo de ideologização na produção de conteúdo. 

Para Lucas Ferrugem, sócio fundador, a pergunta final é:

“Ironicamente um filme que critica o autoritarismo está sofrendo tentativa de censura. É um documentário com a presença de acadêmicos nacionais e internacionais, de ampla reputação e com uma bibliografia extensa.

Logicamente estamos abertos a críticas, mas a universidade brasileira precisa aprender a dialogar em vez de tentar proibir. Eles podem defender um mictório como arte, crianças tocando em um homem nu como arte, mas não podemos defender as obras de Florença, Veneza e Michelangelo?”

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