Convenções partidárias para oficializar candidaturas à Presidência começam nesta segunda-feira (20).

A disputa presidencial já entrou na fase das convenções partidárias, mas duas chapas ainda têm uma peça central em aberto: a vice-presidência.
Entre os principais nomes da corrida ao Planalto, apenas Flávio Bolsonaro e Romeu Zema ainda não anunciaram quem estará ao lado deles na urna.
O vice não é apenas um nome decorativo na chapa. Ele pode ajudar a ampliar alianças, reduzir resistências, alcançar segmentos específicos do eleitorado e sinalizar o rumo de um eventual governo.
No caso de Flávio, a pré-campanha trabalha com a possibilidade de escolher uma mulher.
A estratégia busca aproximar o senador do eleitorado feminino, segmento em que Lula tem vantagem nas pesquisas.
Entre os nomes cotados estão:
Simone Marquetto (PP-SP);
Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa;
Júlia Zanatta (PL-SC);
Bia Kicis (PL-DF);senadora Tereza Cristina (PP-MS).
O Novo marcou sua convenção para 27 de julho, mas a escolha do vice pode ficar para o fim do prazo, em 5 de agosto.
O partido mantém conversas principalmente com o Podemos, presidido por Renata Abreu.
Zema tem dito que busca alguém com “ficha limpa” e chegou a citar Michelle Bolsonaro como uma possibilidade.
Michelle afirmou que “não há nenhuma possibilidade” de ser vice de Zema. Ela alegou estar filiada ao PL e disse que o partido já tem Flávio Bolsonaro como nome para a Presidência.
Enquanto isso, outros pré-candidatos já resolveram a composição.
Lula (PT) repetirá a chapa de 2022 com Geraldo Alckmin (PSB). Ronaldo Caiado terá Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, como vice, em uma chapa formada apenas por integrantes do partido.
Já Renan Santos, do Missão, escolheu Aroldo Medina, tenente-coronel da reserva e ex-candidato ao governo do Rio Grande do Sul.
O calendário pressiona as articulações. Segundo o TSE, as convenções partidárias ocorrem de 20 de julho a 5 de agosto. O registro das candidaturas deve ser feito até 15 de agosto, e a campanha começa oficialmente no dia 16.
Até lá, Flávio e Zema seguem com o mesmo desafio: encontrar um vice que não apenas complete a chapa, mas ajude a resolver os problemas políticos de suas campanhas.
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