Outras duas “presidentes” também moram na cidade de Jaboatão dos Guararapes, em Recife.

Na história oficial do Brasil, a pessoa que esteve à frente do país por mais tempo foi Getúlio Vargas, que presidiu o país por 18 anos, 6 meses e 19 dias.
No entanto, uma técnica de enfermagem de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, poderia dizer que a informação está errada.
Aldenize Ferreira da Silva descobriu que está registrada como presidente da República na carteira de trabalho digital.
De acordo com o documento, ela ocupa essa posição há mais de 24 anos e teve o salário inicial de R$201,60.
A descoberta aconteceu enquanto ela procurava emprego em uma agência de trabalho, quando um funcionário contou a ela o que estava registrado.
"Eu fiquei chocada, sem entender, eu desempregada, sem renda. Arregalei o olho pra ele , levantei da cadeira e pulei na tela do computador para ver. Tirei uma foto desse documento", contou à TV Globo.
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Por mais bizarro que possa parecer, o caso de Aldenize não é isolado. Outras duas mulheres de Recife também estavam registradas como presidente da República desde 2002.
Claudia da Silva tem 53 anos e trabalhou de carteira assinada como educadora infantil na rede municipal por diversos anos.
Quando tentava se candidatar a uma vaga de emprego para cuidadora, usou a carteira digital e descobriu que ocupava o cargo.
Atualmente, ela mora a cerca de 18 quilômetros do bairro Cajueiro Seco, onde vive outra presidente da República.
Suelane Fonseca é uma educadora em uma escola municipal desde 2003, mas descobriu há quatro anos que deveria, na verdade, deveria estar governando o país.
"Já tentei ver como resolver isso e até agora ninguém sabe. Até agora não me atrapalhou, mas não sei daqui para frente, como vai ser para me aposentar, se vai atrapalhar em alguma coisa", disse ao G1.
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A prefeitura da cidade afirmou que as mulheres tiveram o registro alterado por conta de um erro na transição para o sistema digital e-Social.
Com isso, o registro de “cargo comissionado genérico” foi alterado automaticamente para presidente da República.
O governo local disse que as pessoas com esse erro no registro devem procurar o setor de Setor de Gestão de Pessoas para serem regularizadas.
A gestão também reforçou o “compromisso com a transparência, a correção de inconsistências e o respeito à trajetória funcional de todos os cidadãos que já prestaram serviços ao município”.