PL acusa Atlas/Bloomberg de manipular a pesquisa para prejudicar Flávio Bolsonaro
Atlas nega interferência nos resultados e diz que teste com áudio ocorreu em etapa separada.

Um dia após uma pesquisa mostrar a queda do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro nas intenções de voto, o Partido Liberal (PL) decidiu recorrer à Justiça Eleitoral para tentar barrar os resultados.
A sigla entrou com pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando a metodologia usada pela Atlas/Bloomberg, responsável pelo levantamento divulgado ontem.
A pesquisa, de acordo com o partido, teria induzido respostas negativas contra o senador ao incluir perguntas sobre Daniel Vorcaro, Banco Master e áudios vazados envolvendo o financiamento do filme Dark Horse.
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Flávio perdeu mais de 5 pontos após áudios
No levantamento, Flávio aparece com 41,8% contra 48,9% de Lula em um eventual segundo turno, além de registrar queda em relação à pesquisa anterior.

Segundo o PL, o problema estaria menos nos números e mais na construção do questionário.
Os advogados afirmam que ao menos oito das 48 perguntas tratariam do suposto envolvimento de Flávio com Vorcaro de forma capaz de influenciar o entrevistado.
“O questionário produz contexto, não mede opinião”, argumenta a petição apresentada ao TSE.
Pedidos do Partido Liberal ao TSE
A sigla pede:
suspensão da divulgação da pesquisa;
acesso aos microdados e registros internos da Atlas;
disponibilização do áudio utilizado no estudo;
multa por eventual irregularidade;
ou, alternativamente, que futuras divulgações tragam aviso sobre possível “contaminação metodológica”.
O áudio influenciou a pesquisa?
O PL afirma que os entrevistados foram expostos ao áudio atribuído durante a pesquisa, o que poderia interferir nas respostas.
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O instituto de pesquisa nega as acusações
Em nota, o instituto afirmou que o teste com o áudio ocorreu apenas depois do envio completo do questionário, em ambiente separado, sem possibilidade de alterar respostas anteriores.
O objetivo era medir a reação dos participantes ao conteúdo, e não influenciar cenários eleitorais.
“Nenhum respondente teve acesso ao conteúdo do áudio antes ou durante o preenchimento da pesquisa”.
O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, reforçou a defesa nas redes sociais e disse que “não há nenhum problema metodológico” no levantamento.
A empresa declarou ainda que tentativas de desqualificar pesquisas sem fundamento técnico representam risco ao debate público e à liberdade de imprensa.
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