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Comunismo chinês leva músicos a perder a capacidade musical

Em 10 anos de repressão, uma geração de músicos teve a cultura afetada e foi um ucraniano quem descobriu o problema.
Comunicação Brasil Paralelo
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4/2/2022

Em 1966, eclodiu a Revolução Cultural na China Comunista de Mao Tsé-Tung. Ao todo, foram 10 anos de um período negro na história chinesa. Mao eliminou todas as representações culturais externas da cultura local.

Qualquer elemento capitalista deveria ser "purgado" e isso deixou consequências imensuráveis para a nação chinesa.

Em 1979, já com uma política de reabertura comercial, mas mantendo a linha dura do socialismo, a China, em parceria com os EUA, recebeu o violinista Isaac Stern para uma viagem cultural.

A equipe vinda dos Estados Unidos deveria conhecer a música clássica chinesa e promover apresentações nas principais cidades do país.

O que parecia ser apenas um tour foi transformado em uma documentação histórica. Isaac percebeu que os alunos e músicos profissionais que foram educados durante a Revolução Cultural haviam perdido parte de sua capacidade musical.

A repressão do regime afetou a capacidade cognitiva dos músicos.

Essa transformação não era observável nos músicos mais novos que foram educados fora do período rígido da revolução maoísta.

A visita causou uma profunda impressão nos músicos chineses. As filmagens foram transformadas em um documentário ganhador de Oscar:

"De Mao a Mozart: Isaac Stern na China"
Os chineses ficaram muito agradecidos a Stern por todos os ensinamentos.

Anos depois do documentário ter sido retirado de circulação, a BP Select reapresenta De Mao a Mozart (1981) para todos os seus assinantes.

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