Auxiliares do presidente falam em estratégia para afastar a derrota histórica das eleições.

O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF).
A decisão marca uma derrota histórica para o governo Lula e é a primeira vez desde o século XIX que um nome indicado ao Supremo é barrado pelos senadores.
Messias precisava de 41 votos favoráveis, mas recebeu apenas 34. O resultado frustrou as expectativas do governo, que trabalhava com uma aprovação apertada.
Em conversas com aliados após a derrota de Messias, Lula deu sinais de que poderá apresentar outro nome para ocupar a cadeira.
"Não há hipótese de o presidente Lula abrir mão da sua prerrogativa de indicar um nome ao STF", disse um ministro que participou da reunião ao G1.
A nova indicação não deverá ser feita de forma imediata, mas a expectativa é de que aconteça nas próximas semanas.
Nos bastidores, Lula já havia afirmado que não planejava indicar outro nome caso sua escolha fosse rejeitada.
Em uma entrevista repercutida pela Globo após o resultado de ontem, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) comentou essa posição:
“O Presidente Lula sabe como funcionam determinados movimentos ou recados. Mas o mais importante é que ele tem maturidade suficiente e tenho certeza que ele vai chamar toda a base do seu governo e vai conversar. Lá atrás, ele já tinha me dito que não iria mandar outro nome caso isso acontecesse, então não vamos discutir nomes”.
O parlamentar também disse que a derrota não deve ser interpretada como um movimento ligado ao cenário de eleições presidenciais:
“Impuseram uma derrota a alguém que não tem nada a ver com o processo eleitoral”.
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Após o resultado, auxiliares do presidente comentaram que uma nova indicação só deverá acontecer depois das eleições de outubro.
A estratégia é “deixar a poeira baixar” e afastar a derrota o máximo possível das eleições.
Além disso, Lula ainda não teria um novo nome definido. A escolha, segundo assessores, será feita com calma.
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