Chefe das Forças Armadas iranianas chegou a falar em guerra e aniquilação de Israel.

O ultimato de Trump ao Irã para abrir o estreito de Ormuz chega ao fim hoje (7) às 21 horas no horário de Brasília.
O regime islâmico se recusou a liberar a navegação pela região, por onde passam cerca de 20% do petróleo do mundo.
Em suas redes sociais, o presidente americano prometeu que uma “civilização inteira morrerá esta noite” se suas exigências não forem atendidas.
A expectativa é de que os EUA atacarão as instalações de energia, levando mais de 90 milhões de iranianos de volta para a idade da pedra.
Isso poderia causar uma catástrofe humanitária, acabando com o funcionamento de hospitais e até mesmo no fornecimento de água potável para a população.
O jornal Teheran Times afirmou que toda a comunicação foi suspensa, embora tenha mencionado que canais indiretos ainda não estão completamente fechados.
Funcionários do governo iraniano citados pelo The New York Times também confirmaram que o Irã disse ao Paquistão que não participará mais das negociações de cessar-fogo.
Apesar disso, fontes ligadas à CNN chegaram a falar que “boas notícias devem vir de ambos os lados”.
Um dos posicionamentos mais diretos partiu de Ibrahim Zulfiqari, porta-voz das Forças Armadas do Irã.
Em uma série de mensagens publicadas nas redes sociais, ele elevou o tom e fez ameaças contra Israel:
“Destruiremos inevitavelmente a entidade sionista, mesmo que todos morramos como mártires. Nossa resposta não será apenas chocante, será decisiva e final. A região vai lamentar por ter recebido vocês, e a terra vai engolir os restos dos seus soldados.”
As mensagens não se limitaram a Israel. Também houve ataques diretos aos Estados Unidos:
“Que o mundo testemunhe o fim dos Estados Unidos na região. Suas instalações são os túmulos das suas ambições.”
Por fim, o militar falou que o seu país está preparando uma “surpresa” que poderá derrubar os inimigos do Irã:
“Preparamos algo que nenhum ser humano pode suportar; um único golpe transformará o dia de vocês em noite eterna.”
Os EUA e Israel fizeram um ataque massivo contra o Irã e mataram o líder supremo do país no final do mês passado.
Desde então, o Oriente Médio tem vivido dias de tensão, com trocas de mísseis e bombardeios entre o regime de Teerã e as forças ocidentais.
A Brasil Paralelo investigou a fundo as origens da guerra com o especial Raio X Guerra do Irã.
A análise estuda como a Pérsia de Ciro, o Grande, uma das nações mais abertas do mundo, foi tomada pelo radicalismo islâmico.
Clique aqui e garanta seu acesso a essa e todas as produções da Brasil Paralelo por apenas R$10 por mês.