Governo não autorizou o evento porque grupos que apoiam Bolsonaro marcaram um protesto antes.

Érika Hilton acusou Tarcísio de Freitas de impedir manifestações na Av. Paulista em defesa do fim da escala 6x1.
De acordo com a acusação, o governo teria priorizado grupos que apoiam Bolsonaro e se preparam para uma manifestação no dia 1º de maio.
“O governo Tarcísio de Freitas está tentando IMPEDIR os trabalhadores de irem às ruas de São Paulo neste 1° de Maio para reivindicar o FIM da escala 6x1. Para isso, a Av. Paulista foi reservada para lideranças bolsonaristas que nunca celebraram o 1° de Maio”.
A mensagem segue afirmando que o ato ainda acontecerá no mesmo dia, porém na rua Roosevelt.
Centrais sindicais também acusaram o governo do estado de agir de maneira parcial e política.
Um dos exemplos foi Luiz Carlos Prates, dirigente da CSP-Conlutas, grupo ligado ao PSTU:
"Isso é um absurdo. Não bastasse a decisão arbitrária e de última hora, este dia é mundialmente consagrado às manifestações do Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores e suas reivindicações e, como tal, deve ser tratado".
Em nota, a Polícia Militar de São Paulo destacou que não agiu de maneira política e que o outro protesto foi marcado com mais antecedência:
"Não há distinção quanto à natureza, pauta ou representatividade dos organizadores, sendo adotados os mesmos critérios legais de segurança e de ordem cronológica do pedido para análise e organização de todos os eventos".