Campanha nacional mostra o peso dos tributos no bolso do brasileiro e marca a estreia do novo documentário da Brasil Paralelo sobre segurança pública.

Em um relatório divulgado em abril de 2024, o Banco Mundial apontou o Brasil como o país onde se trabalha por mais tempo para pagar impostos.
Dos 365 dias do ano, 149 são usados apenas para ganhar o dinheiro que será destinado ao Estado. Na prática, isso significa que o brasileiro trabalha quase cinco meses antes de conseguir produzir renda livre de tributos.
Esse peso não aparece apenas no contracheque. Ele também chega ao preço final de produtos e serviços.
Quando a carga tributária aumenta, muitos empresários precisam repassar parte desse custo aos consumidores.
Com preços mais altos, as pessoas compram menos. Produtos e serviços continuam disponíveis, mas ficam mais difíceis de acessar para quem trabalha e paga a conta.
Foi para tornar essa realidade mais visível que surgiu o Dia Livre de Impostos.
Criada em 2003 pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte, a ação nasceu com o objetivo de mostrar às pessoas comuns o quanto os tributos pesam no cotidiano.
A ideia é simples: por um dia, empresas participantes vendem seus produtos sem repassar ao cliente a porcentagem correspondente aos impostos.
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E a promoção acontece justamente no dia da estreia de um dos documentários mais aguardados sobre segurança pública.
Nesta terça-feira, às 20h, a BP exibe El Salvador: o dia em que o medo mudou de lado, uma produção original sobre a transformação de um dos países que já foram considerados entre os mais violentos do mundo.
A equipe da Brasil Paralelo foi a El Salvador para entender como Nayib Bukele conseguiu consertar uma nação dominada por gangues, que dominavam o território.
Durante anos, facções criminosas impuseram leis próprias aos moradores, cobraram obediência, dominaram bairros inteiros e puniram severamente quem desrespeitava suas ordens
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As câmeras da BP entraram no Centro de Confinamento do Terrorismo, o CECOT, considerado o maior presídio da América Latina. Lá dentro, as luzes nunca se apagam.

Os presos têm a cabeça raspada, vivem uma rotina rígida e são submetidos a regras severas. São homens que pertenciam a algumas das gangues mais violentas do mundo.

A produção também ouviu quem esteve no centro das decisões. O ministro da Defesa Nacional de El Salvador, René Francis Merino Monroy, concedeu entrevista exclusiva à equipe.
Christian Guevara, chefe da bancada do partido de Bukele no Congresso, também falou com a BP.
Organizações como a Cristosal acusam o governo salvadorenho de perseguir ativistas, jornalistas e opositores, além de restringir liberdades civis. O governo nega as acusações.
O resultado é uma produção que mostra uma das experiências de segurança pública mais debatidas do mundo: um país que decidiu enfrentar o crime organizado com força máxima e hoje provoca admiração e críticas.

O que El Salvador fez pode ensinar algo ao Brasil? Até onde o Estado pode ir para devolver segurança à população? Qual é o preço de uma política dura contra o crime?
Essas são algumas das perguntas que movem o novo documentário da Brasil Paralelo.
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