Política5 min de leitura

Caiado responde Lula sobre acordos com EUA e Japão envolvendo terras raras

Governo federal vê risco no compartilhamento de dados geológicos com os EUA.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Lula e Ronaldo Caiado
Fonte da imagem: Reprodução

Receba notícias gratuitamente em seu email

Ronaldo Caiado respondeu às críticas do presidente Lula sobre acordos internacionais envolvendo minerais críticos e elevou o tom do embate.

A reação veio após Lula afirmar que o pré-candidato à Presidência não poderia firmar esse tipo de compromisso sem aval do governo federal. O presidente também disse que iniciativas como essa poderiam “vender o Brasil”.

Caiado respondeu a declaração de Lula

“Quem está vendendo é ele”, afirmou durante evento do agronegócio em Belo Horizonte.

O governador defende os memorandos assinados com Estados Unidos e Japão como uma tentativa de mudar o papel do Brasil na cadeia produtiva desses minerais.

Ele afirma que hoje o país exporta matéria-prima e perde valor ao não desenvolver tecnologia própria.

“Continuamos a vender como na época da colônia”, disse, ao citar a exportação de nióbio e terras raras.

Goiás concentra um dos principais ativos do setor

O estado abriga a Serra Verde, única mineradora em operação de terras raras no Brasil. Nesta semana, a empresa foi adquirida pela americana USA Rare Earth em um negócio avaliado em US$2,8 bilhões, cerca de R$13,8 bilhões.

Hoje, segundo Caiado, a produção tem como principal destino a China, que domina o refino desses materiais. Ele afirma que a proposta dos acordos internacionais é exportar produtos já processados, com maior valor agregado, e estimular a indústria nacional.

O ponto de tensão está no conteúdo dos acordos

Um dos acordos prevê o compartilhamento de dados geológicos com o governo dos Estados Unidos em projetos apoiados por americanos.

Parte do governo federal vê risco nessa cláusula. A avaliação é que informações estratégicas sobre reservas minerais poderiam ser repassadas a uma potência estrangeira em um momento em que o Brasil ainda não definiu um marco regulatório para o setor.

Caiado não detalhou esse ponto, mas sustenta que os acordos são necessários para atrair tecnologia e reduzir a dependência externa.

[LEADS] Brasil Evangélico

Acordos para as áreas energéticas

Além do tema dos minerais, o governador também comentou propostas para a área de energia.

Ele afirmou que a Petrobras deveria reduzir monopólios que, segundo ele, dificultam o desenvolvimento do país, citando a distribuição de gás natural.

Caiado também declarou apoio à exploração de petróleo na margem equatorial e demonstrou preocupação com a dependência brasileira de fertilizantes importados.

O episódio reforça a disputa política em torno de recursos estratégicos e antecipa um debate que deve ganhar força na corrida presidencial de 2026.

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa. 

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos. 

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo. 

Clique aqui.

[LEADS] Brasil Evangélico
[LEADS] Brasil Evangélico