Quem é Jair Bolsonaro? Ele parecia não ter chances, mas se tornou presidente do Brasil

Redação Brasil Paralelo
Redação Brasil Paralelo
4/4/2022
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Quem é Jair Bolsonaro? Quando Jair Messias Bolsonaro se candidatou à presidência da República, a reação geral foi de incredulidade, mesmo entre muitas pessoas que se tornariam parte de seu eleitorado. Mas o que muitos não esperavam aconteceu, e ele se tornou presidente. Mas não sem antes passar por muitos enfrentamentos e até sofrer uma facada durante sua campanha à presidência. Hoje, sua história segue envolta em polêmicas. Algumas delas serão analisadas neste artigo.

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Quem é Jair Bolsonaro? Curta Biografia

O nome completo do presidente é Jair Messias Bolsonaro. Foi eleito 38.º presidente da República em 2018, aos 63 anos, após 34 anos de vida política como vereador e deputado. Fez de sua principal marca a crítica à esquerda e a defesa de causas favoráveis aos militares, em tempos recentes também envolvendo a defesa de valores conservadores e mesmo algum liberalismo econômico.

Por ser o presidente da República, Jair Bolsonaro é o chefe do Poder Executivo e líder supremo das Forças Armadas. A função do presidente é representar o Brasil no exterior e no interior, visando articular a vontade do povo nas leis e na infraestrutura da nação.

Bolsonaro já foi vereador e deputado federal, cargos cuja função é a representação de seus eleitores na elaboração de leis. Seu início na vida política deu-se em busca de melhores condições salariais para os militares. Foi eleito vereador em 1988, na cidade do Rio de Janeiro.

Jair Bolsonaro era militar antes de entrar na vida política. Essa experiência foi fundamental para guiar sua postura.

Ele trabalhou na artilharia de campanha e na brigada de infantaria de paraquedistas do Exército Brasileiro, após formar-se na Escola Superior do Exército, a AMAN, em 1977.

Em 1990, após a experiência como vereador, Bolsonaro foi logo eleito deputado federal. Permaneceu no cargo por 6 legislaturas seguidas, alcançando o posto de deputado federal mais votado do Rio de Janeiro nas eleições de 2014.

Em 2018, foi eleito 38.º presidente da República após algumas lutas quase solitárias contra o PT e organizações comunistas. Sua principal pauta foi um discurso  contra a agenda do Foro de São Paulo, organização de esquerda fundada por Lula e Fidel Castro, aliados à defesa de valores conservadores e à abertura econômica. 

Bolsonaro também se mostrou favorável a um diálogo com o chamado "centrão", a ala fisiológica e sem ideologia clara do Legislativo, que tem bastante peso e influência nos votos. Se num primeiro momento foi acusado de tentar uma "ruptura", acabou sendo posteriormente criticado por sua negociação com as velhas figuras da política.

Qual é a origem do presidente?

Jair Messias Bolsonaro nasceu em 21 de março de 1955 na cidade de Glicério, estado de São Paulo, tendo sido registrado na cidade de Campinas. Na juventude, Bolsonaro estudava e trabalhava com pesca e extração de palmito silvestre.

O presidente afirma que o interesse pela carreira militar começou aos 15 anos, quando, em 8 de maio de 1970, Carlos Lamarca, guerrilheiro comunista, iniciou um tiroteio em Eldorado - SP, cidade em que Bolsonaro morava.

O tiroteio resultou no assassinato de um policial. Bolsonaro ficou marcado com a situação. Nesse momento surgiu seu desejo de se tornar militar.

Ele e seus amigos deram pistas à polícia sobre o paradeiro do guerrilheiro de esquerda.

Aos 17 anos, Bolsonaro ingressou na Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Meses depois, foi aprovado no concurso da Academia Militar das Agulhas Negras, localizada no Rio de Janeiro, cujo vestibular é considerado um dos mais difíceis do Brasil.

Bolsonaro jovem no exército
Jair Bolsonaro em sua juventude, com vestes militares.

Subiu na hierarquia do exército até tornar-se capitão, cargo responsável pelo contato entre os oficiais superiores e os subalternos. O capitão comanda uma companhia, um agrupamento de 3 pelotões militares.

Em sua jornada no exército, Bolsonaro participou de polêmicas que renderam capas de jornais durante sua candidatura à presidência da República.

Bolsonaro foi expulso do exército? Foi preso em 1986?

Em 1986, Bolsonaro já possuía uma carreira consolidada no exército. Nesse momento de sua carreira, ele e muitos colegas estavam desapontados com o valor do salário que recebiam.

Foi nessa circunstância que houve um dos momentos mais polêmicos de sua vida: a prisão no Exército.

Bolsonaro escreveu um artigo na revista Veja intitulado “O salário está baixo”. No artigo, afirmava que o salário era precário e que esse era o motivo de tantos cadetes desligarem-se da AMAN - narrativa contrária à da cúpula do Exército.

Devido a este ato, Bolsonaro recebeu ordem de prisão de seus superiores por 15 dias. Diversos militares da ativa e da reserva compadeceram-se dele, inclusive o general Newton Cruz, ex-chefe do Serviço Nacional de Informações. Houve até mesmo manifestações públicas em seu favor.

Dois anos depois, Bolsonaro foi absolvido das acusações pelo Superior Tribunal Militar.

Mas este não foi o fim das polêmicas na sua carreira militar.

Bombas no quartel

Alguns veículos de imprensa acusaram Bolsonaro de ter planejado a explosão de quartéis militares como protesto contra os baixos salários, em 1987.

Essa polêmica teve início quando a jornalista da Veja, Cássia Maria, realizou uma reportagem afirmando que Bolsonaro e outros capitães tinham planejado as explosões deliberadamente. Meses após a reportagem, Bolsonaro e outros militares foram condenados.

A punição seria a perda do posto e da patente militar para todos os envolvidos. Desde o início, Bolsonaro declarou-se inocente.

Um ano após a condenação, o Superior Tribunal Militar avaliou o caso e julgou Bolsonaro e outro capitão como inocentes. Segundo o Tribunal, não havia provas que pudessem levar à condenação de ambos.

No mesmo ano, Jair Bolsonaro foi para a reserva do Exército e começou sua carreira política, tendo recebido grande votação dos militares para representá-los na esfera legislativa da cidade do Rio de Janeiro.

Vida pessoal - Família e filhos na política

A vida pessoal de Bolsonaro não é pública, pouco se sabendo sobre seus relacionamentos com as primeiras mulheres. Com Rogéria, teve 3 filhos que também ocupam cargos políticos: Flávio (senador), Eduardo (deputado federal) e Carlos (vereador).

Todos os três seguiram os passos do pai e são próximos a ele, trabalhando em sintonia em suas vidas públicas.

Bolsonaro também é pai de Renan Bolsonaro, filho que teve com Ana Cristina Valle. Sua única filha, Laura Bolsonaro, é fruto do seu atual relacionamento com Michelle Bolsonaro.

Bolsonaro possui passatempos relacionados à sua vida de atletismo desde os tempos de militar. O presidente costuma andar de moto, cavalgar, nadar e é frequentemente visto comendo comidas típicas do Brasil em carros de lanche.

Tentativa de assassinato - A facada e o caso Adélio

facada no bolsonaro
Jair Bolsonaro após sofrer a facada, em Juiz de Fora - MG.

No dia 6 de setembro de 2018, o então candidato Jair Bolsonaro sofreu uma tentativa de assassinato em Juiz de Fora - MG, durante a campanha presidencial nas ruas da cidade.

O criminoso, Adélio Bispo, era um homem que já tinha sido membro do PSOL, Partido Socialismo e Liberdade, um dos principais grupos de oposição a Jair Bolsonaro. No dia do atentado contra a vida do então candidato, dois registros na Câmara dos Deputados apontam que Adélio entrou no prédio, em Brasília.

A administração da Câmara dos Deputados afirmou que foi um "erro interno". Até hoje esta versão foi aceita, sem demais investigações. Adélio Bispo também foi preso com quatro celulares e um notebook, mesmo afirmando estar desempregado.

No momento da prisão de Adélio Bispo, no mesmo dia do atentado, três advogados se apresentaram para defendê-lo. Deslocaram grandes distâncias em jatos particulares para encontrar o criminoso.

Os advogados afirmaram que o financiador de seus serviços firmou contrato com cláusula de confidencialidade, não revelando quem pagou os honorários de seus serviços. Não se sabe a motivação de tais advogados e nem de seus misteriosos financiadores. 

Adélio foi flagrado por câmeras em 2018 durante uma manifestação de esquerda do ‘Fora Temer’, em Florianópolis. Nas redes sociais, Adélio defendia o comunismo, curtia a página de Lula e compartilhava vídeos elogiando o ditador Nicolás Maduro.

A Polícia Federal afirma que o crime contra Jair Bolsonaro não possui uma organização por detrás, sendo responsabilidade única de Adélio Bispo.

Adélio foi diagnosticado com transtorno delirante persistente, sendo considerado pela Justiça brasileira como uma pessoa que não pode ser culpada devido aos seus problemas mentais. 

Contudo, a Justiça determinou a internação compulsória de Adélio na penitenciária federal de Campo Grande, por tempo indeterminado. Segundo o juiz do caso, o tempo de encarceramento irá durar até a observação do fim da periculosidade de Adélio. 

O que Bolsonaro fez na sua carreira política?

bolsonaro protestando sozinho
Jair Bolsonaro protestando, em 2003, contra o Estatuto do Desarmamento.

Jair Messias Bolsonaro apresentou 171 projetos de lei, de lei complementar, de decreto legislativo e propostas de emenda à Constituição (PECs) na Câmara dos Deputados.

Seus projetos versavam principalmente sobre:

  • benefícios para militares;
  • segurança pública;
  • saúde e 
  • economia.

Dois projetos foram aprovados: 

  • projeto que fornece benefícios de isenção de impostos (IPI) para bens de informática 
  • projeto que permite o uso da pílula do câncer - fosfoetanolamina sintética.

O maior destaque da carreira legislativa de Jair Bolsonaro foi sua atuação para barrar alguns projetos. A causa mais conhecida e que lhe trouxe fama foi o movimento contra o chamado kit gay, um projeto do Ministério da Educação durante a gestão da presidente Dilma Rousseff que apresentava cenas de homossexuaiismo para crianças.

A atuação de Bolsonaro como parlamentar, especialmente contra a iniciativa do kit gay no governo Dilma, é explorada no tópico deste artigo que trata sobre as polêmicas.

É possível conferir as funções e projetos de Bolsonaro como deputado no site oficial da Câmara dos Deputados.

Atuação como presidente

bolsonaro com a faixa presidencial
Jair Bolsonaro com a faixa presidencial.

As principais pautas de Jair Bolsonaro como presidente da República são:

  • Facilitação da posse de armas;
  • Redução de impostos federais;
  • Desenvolvimento da infraestrutura do país;
  • Redução da violência;
  • Desenvolvimento da cultura conservadora;
  • Desenvolvimento da liberdade econômica;
  • Defesa da soberania nacional;

Facilitação da posse de armas

Os cidadãos sem antecedentes criminais e aprovados em teste psicológico ganharam mais facilidade para comprar armas através do decreto nº 10.629.

Antes do decreto de Bolsonaro, os agentes responsáveis pelo processo de concessão da posse de arma podiam barrar a aquisição do armamento sem justificativa. Outra mudança importante foi a alteração da renovação da validade da posse de 5 anos para 10.

Na legislação anterior ao decreto, todos os cidadãos precisavam apresentar seus motivos para a PF através de um processo mais burocrático.

O novo decreto permite que certos grupos de pessoas possam comprar armas sem passar por essa etapa, dentre os grupos estão moradores de zona rural, moradores de áreas urbanas perigosas e agentes de segurança pública.

Segundo o Atlas da Violência 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os homicídios atingiram o recorde de 62.517 em 2016. Pela primeira vez, o país superou o patamar de 30 homicídios para cada 100 mil habitantes - a taxa ficou em 30,3 contra 26,6 em 2006.

Durante o governo Bolsonaro, o número de cidadãos armados triplicou, segundo dados da Polícia Federal. A violência no país foi reduzida. 

  • Recomendação de Leitura: Como foi o processo de desarmamento no Brasil? Entenda por que a legislação atual divide opiniões.

Redução de impostos federais

Uma das ações mais frequentes do governo Bolsonaro foi o corte dos impostos federais, os únicos que o presidente possui o poder de controlar.

Bolsonaro zerou impostos dos seguintes produtos:

  • etanol - um dos elementos para a fabricação da gasolina;
  • diesel;
  • medicamentos contra o câncer, anemia, esclerose múltipla e dermatite atópica;
  • revólveres e pistolas;
  • gás de cozinha;
  • café torrado;
  • margarina;
  • macarrão;
  • açúcar;
  • óleo de soja;

Reduziu também 25% dos impostos sobre carros, geladeiras, máquinas de lavar, videogames e outros produtos industrializados (IPI).

O presidente reduziu o número de cargos públicos para diminuir os gastos do governo. Em 2019, 46 mil servidores públicos foram exonerados. Essa foi a maior redução da máquina pública do Brasil.

A União passou a ter o menor número de servidores ativos desde 2011, a menor quantidade de gastos do dinheiro público por parte do governo federal dos últimos anos.

O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, calcula uma economia de R$ 20 bilhões, desde 2019, com a redução das contratações.

Setores estatais foram privatizados. Um exemplo é o leilão de concessão de 12 aeroportos, distribuídos em oito estados. Os vencedores terão de pagar quase R$ 2,4 bilhões à União à vista, com o compromisso de investir R$ 3,5 bilhões nos terminais ao longo de 30 anos.

Em 22 de março, o governo também leiloou quatro terminais portuários na Paraíba e no Espírito Santo. O consórcio vencedor pagará R$ 220 milhões de outorga e terá de investir R$ 199 milhões em 25 anos.

Desenvolvimento da infraestrutura do país

O governo de Bolsonaro é marcado pelo desenvolvimento de infraestrutura. Obras consideradas urgentes foram começadas em governos anteriores e abandonadas, muitas contendo escândalos de corrupção ao seu redor.

Um exemplo foi a conclusão da transposição do rio São Francisco. A obra começou no governo Lula, em 2007, com o objetivo de levar água do rio São Francisco para áreas do Nordeste que sofrem com a seca.

A previsão do governo à época era terminar a obra em três anos, ou seja, em 2010, com um custo de 4.6 bilhões de reais. Após 10 anos, em 2017, a obra não havia sido concluída e os custos foram elevados para 10 bilhões de reais.

A Polícia Federal descobriu em 2015 o desvio de R$ 200 milhões na transposição. O dinheiro roubado passou pelos doleiros Alberto Youssef e Adir Assad, envolvidos nos escândalos de corrupção do PT.

Em três anos, Jair Bolsonaro inaugurou os principais eixos da transposição do Rio São Francisco, entregando água para os que sofriam com a seca. 

Houve também a retomada dos investimentos em ferrovias, pelo fato dos trens serem transportes baratos e altamente eficientes.

O Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, explicou que os países desenvolvidos possuem, em média, 40% de ferrovias no total de seus meios de transporte. Com as políticas do governo Bolsonaro, o país pode passar de 15% de ferrovias no total de seus meios de transporte para 35% em 8-10 anos, tempo considerado rápido.

As obras da ferrovia Norte-Sul estavam quase paradas, até sua retomada pelo ministro Tarcísio. O governo já entregou 172 quilômetros da obra, conectando Goiás até o Porto de Santos, facilitando o escoamento da produção agrícola.

A atuação do ministro Tarcísio Gomes bateu o recorde de pavimentação da estrada BR-163. 

Outro programa criado no governo Bolsonaro foi o “Wi-Fi Brasil”, responsável por entregar internet gratuita para comunidades carentes ou afastadas de postos de energia e conexão de internet.

O programa contabiliza, desde janeiro de 2019, 13.671 localidades beneficiadas, “sendo mais de 80% das conexões instaladas nas regiões Norte e Nordeste”.

Em 2021, o governo federal concluiu mais de 760 obras no país.

Redução da violência

No primeiro ano do governo Bolsonaro os homicídios diminuíram em 27%, bem como outros crimes violentos.

Como um exemplo, o segundo mês de 2022 já é considerado o melhor mês da linha histórica na redução de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) do Pará. Esses crimes englobam os delitos de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, apontando redução de 14% nos indicadores de CVLI em todo o estado, se comparado ao mês de fevereiro de 2021. 

O resultado foi a maior redução de CVLI desde 2010, com 159 casos registrados, ultrapassando o mês de julho de 2021 que computou 160 ocorrências, que até então era o melhor mês na linha histórica.

O Pará era tido como o 4º estado mais violento do país.

O Distrito Federal teve uma queda de 33,3% nos homicídios e 15% nos roubos em 2022.

Cultura conservadora

Uma das maiores polêmicas de Bolsonaro foi a gestão da cultura, com constantes embates sobre as ideologias transmitidas nos projetos financiados pelo Estado, além do dinheiro transferido da população para a classe artística. 

Alterou os valores que a Lei Rouanet pode entregar dos cofres públicos. Os gastos mudaram do máximo de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão por projeto. A medida sofreu forte rejeição por parte da classe artística mais consolidada. Instituições que cuidam de alta cultura, como orquestras e museus, não seguem a mesma regra após a reforma no setor.

Em outras áreas, Bolsonaro reformou ministérios, como o dos Direitos Humanos, que passou a defender também a Família, com lideranças religiosas em uma área onde religiosos costumavam ser perseguidos

A advogada e pastora evangélica Damares Alves assumiu o então renomeado Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. 

O governo Bolsonaro ficou cindido entre a ala conservadora, com pautas mais culturais, a ala tecnocrata, de ministros mais técnicos (como Paulo Guedes, Tarcísio de Freitas e o então ministro Sérgio Moro), a ala militar e ministros indicados pelo "centrão". 

Desenvolvimento da liberdade econômica

Na área técnica, projetos como a MP da liberdade econômica diminuíram a quantidade de impostos das empresas e facilitaram o cidadão brasileiro começar seus próprios negócios com menos burocracias.

Alguns dos principais benefícios jurídicos da lei foram:

  • fortalecimento das normas contratuais;
  • criação do abuso regulatório do poder público sobre a economia;
  • aprovação de horários flexíveis, respeitando normas trabalhistas;
  • facilitação da criação de produtos novos sem burocracia extensa;
  • permissão para usar documentos digitalizados.

Bolsonaro tornou o Banco Central independente do poder político. Agora, o órgão pode realizar políticas econômicas sem a interferência do governo.

Defesa da soberania nacional

Em 2019, potências estrangeiras defenderam uma intervenção internacional na Amazônia brasileira. Bolsonaro criticou as medidas na ONU, falando diretamente contra os líderes dos países interventores, defendendo a soberania nacional nesse momento e em outras situações diplomáticas.

O caso foi explicado no artigo da Brasil Paralelo sobre as queimadas na Amazônia e na explicação do mito “Amazônia, pulmão do mundo”, no qual as tentativas de internacionalização da floresta brasileira são evidenciadas.

Polêmicas de Bolsonaro na vida política

A vida política de Bolsonaro possui diversas polêmicas. Esses casos, inclusive, acabaram por servir de meios que o levaram a ter grande projeção nacional.

Algumas das principais polêmicas são:

  • Luta contra o kit gay;
  • Briga com Maria do Rosário;
  • Defesa do Regime Militar de 1964;

Luta contra o kit gay

Jair Bolsonaro luta desde 2012 contra o que foi denominado como kit gay nas sessões da Câmara dos Deputados e em suas entrevistas. O programa que Bolsonaro lutava era a política do Escola Sem Homofobia, um projeto que visava apresentar a comunidade gay para as crianças das escolas públicas e privadas.

O argumento do então deputado era de que as crianças não devem aprender sobre relações sexuais na sua idade. Segundo Bolsonaro, essas questões deveriam estar no âmbito da família, não do governo.

Ele afirmava que isso seria manipulação e autoritarismo, um plano para impor as ideologias dos membros do governo petista nas crianças contra os valores das famílias.

  • Leitura recomendada: Você realmente sabe o que é uma ideologia? Não é apenas um conjunto de valores. Entenda o que é o principal fenômeno do século XX e XXI e como isso te influencia.

Os opositores de Jair Bolsonaro alegaram que ele estava mentindo, e mesmo que o kit gay não existia. Contudo, o projeto Escola Sem Homofobia possui documentos oficiais, como este. O projeto foi elaborado pela secretaria especial de Direitos Humanos da presidência da República, atuando em conjunto com todos os ministérios da época.

Um dos principais livros apresentados por Bolsonaro, o “Aparelho Sexual & Cia.” foi tratado pela mídia como se não fosse um projeto do governo. A razão de afirmarem que Bolsonaro mentiu sobre o livro Aparelho Sexual & Cia. foi o fato de que não houve distribuição deste livro por parte do Ministério da Educação.

Registros oficiais do MEC da época mostravam que os membros do ministério da Educação, à época comandado por Fernando Haddad, estavam discutindo a aplicação do livro nas escolas do Brasil, conforme demonstrado por reportagem da Gazeta do Povo.

Em um vídeo, o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) do governo Dilma, André Lázaro, afirma que discutiu por três meses com seus colegas sobre “até onde iria a língua do beijo lésbico” apresentado para jovens estudantes.

Segundo reportagem da Globo, André Lázaro dirigiu um projeto do MEC de apostilas para escolas públicas rurais com erros graves. Os erros das apostilas causaram um prejuízo de 14 milhões de reais para o Estado. André se demitiu do cargo antes do caso ser descoberto.

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Briga com Maria do Rosário

Em 2003, os deputados federais discutiam os Projetos de Emenda Constitucional nª 26 e 27. Os projetos de lei diminuiam a maioridade penal, permitindo que criminosos com menos de 18 anos sejam punidos da mesma forma que adultos.

A RedeTV! convidou o então deputado Jair Bolsonaro para fazer uma matéria sobre o projeto de lei após o bárbaro crime de Champinha, um menor de idade que chocou o Brasil ao sequestrar, estuprar seguidamente por dias e esquartejar uma adolescente de 16 anos.

No ano de 2003, Champinha era um jovem delinquente de 16 anos. Ele e um amigo estavam indo pescar quando avistaram um jovem casal sozinho em uma casa no meio do campo. Ele e o amigo, chamado de Pernambuco, resolveram assaltar os dois.

Champinha já possuía traços de psicopatia. Uma professora já havia relatado que ele torturava animais com frieza. Champinha foi acusado de assassinar um morador de rua em sua pré-adolescência, mas o crime não foi comprovado.

No momento do assalto no mato, os dois ladrões descobriram que o jovem casal não possuía pertences relevantes, frustrando ambos. Eles decidiram sequestrá-los. Liana, a jovem de 16 anos sequestrada, pediu para que ligassem para sua família pedindo resgate, afirmando que eles iriam recompensá-los.

Champinha e o comparsa resolveram levar os dois para a casa de outros dois comparsas. No novo cativeiro, um dos criminosos estuprou Liana enquanto seu namorado escutava o crime.

Os criminosos chegaram à conclusão de que o namorado de Liana, Felipe, de 19 anos, era inútil para o benefício de ambos. O comparsa de Champinha o levou para a mata e atirou em sua nuca, deixando seu corpo na mata.

No segundo dia de cativeiro, Champinha estuprou Liana. No terceiro dia, Liana sofreu um estupro coletivo, que chegou a desfigurar o seu corpo.

Informado pelo irmão de que havia policiais na região, Champinha levou Liana para o matagal onde Felipe havia sido assassinado. Ele tentou degolá-la, mas não conseguiu, passando a esfaqueá-la continuamente.

As facadas não assassinaram Liana, mas sim um golpe de Champinha com o lado cego da faca, o que causou um traumatismo craniano na jovem.

Após a procura do jovem casal na região, iniciada através da iniciativa do pai de Liana, que percebeu a longa ausência da filha, os criminosos foram presos.

Diante da legislação brasileira, Champinha, o mandante dos crimes, iria ser sentenciado à pena de reclusão na Fundação Casa, instituição do governo que cuida dos menores infratores.

A pena seria de 3 anos, com a possibilidade de ser solto nos 6 primeiros meses caso o juiz do caso entendesse que o menor tem condições de sair da reclusão.

Bolsonaro revoltou-se com essa possibilidade, aumentando seu fervor para aprovar a PEC nº 26 e nº 27. 

Maria do Rosário, deputada do PT, era contra a redução da maioridade penal e continuou em sua posição mesmo após a repercussão nacional do caso Champinha. Os dois estavam entrando em conflitos acirrados no parlamento brasileiro.

Após as sessões parlamentares, Maria do Rosário invadiu a entrevista de Bolsonaro para a RedeTV! e o chamou de estuprador na frente das câmeras, o que é considerado calúnia pelo Código Penal.

Após Maria do Rosário repetir que Bolsonaro é um estuprador, o então parlamentar disse:

“Eu não te estupro porque você não merece”.

Bolsonaro ainda disse:

“Sua família que tem estuprador de vulnerável”.

O deputado se referia ao cunhado de Maria do Rosário que foi pego abusando de menores de idade e foi preso.

cunhado de Maria do Rosário é preso por estupro de vulnerável

O ex-marido de Maria do Rosário também foi preso por tráfico de drogas, sendo encontrado com cocaína e crack prontos para a venda.

A briga entre os dois viralizou no Brasil mesmo antes de a internet possuir fácil acesso. Em 2015, Bolsonaro foi condenado pela Justiça do Distrito Federal a pagar indenização de R$ 10 mil para a deputada do PT e a pedir desculpas publicamente.

Defesa do Regime Militar de 1964

Em mais de uma ocasião, Jair Bolsonaro defendeu e elogiou o regime militar de 1964. Suas alusões ao regime agradam uma parcela da população e causa indignação em outras, mesmo entre setores conservadores.

Em 2016, no aniversário de 42 anos do início do regime, Jair Bolsonaro, então deputado, proclamou na Câmara:

“Eu quero, Sr. Presidente, saudar o 31 de março de 1964, segunda data da independência do nosso Brasil. Não quero saudar apenas os militares das Forças Armadas. Quero saudar todo o povo brasileiro, que naquela época foi às ruas pedir o afastamento do comunista João Goulart. 

O Congresso, ouvindo a voz das ruas, este Congresso que aqui está, no dia 2 de abril de 1964, cassou o mandato de João Goulart.”

Ele acrescentou:

“Forças Armadas nunca foram intrusas na política. Sempre estiveram subordinadas à vontade nacional, e assim será”.

Falas como essa renderam ao presidente o título de "fascista" por parte de grupos progressistas.

Críticas ao governo de Bolsonaro

Além das críticas da oposição, existem liberais e conservadores que possuem outras  críticas ao governo Bolsonaro. Algumas delas são:

  • Paulo Guedes favoreceu corporações, em detrimento da população;
  • Falta de reação quanto a anulação da prisão de 2ª instância;
  • Falta de atitude após os protestos de 7 de setembro.

Paulo Guedes e as corporações

Paulo Guedes, um dos ministros de maior confiança de Bolsonaro, aumentou os impostos de importação e diminuiu os impostos de exportação. 

Diante do cenário de baixo poder de compra dos brasileiros, em grande parte devido a pandemia, essa medida fez com que os produtos brasileiros de qualidade fossem exportados, e os preços internos aumentassem. 

Isso acontece porque a produção interna está sendo exportada e a produção estrangeira está cara. Os únicos beneficiados com essa política são os produtores muitos ricos que irão exportar seus produtos.

Os críticos de Guedes também criticam outra política do ministro de Bolsonaro: o aumento das taxas de câmbio.

A política econômica de Guedes aumentou o preço do dólar de forma voluntária. O swap - nome da operação econômica de câmbio - realizado pelo Banco Central e pelas políticas de Guedes vem permitindo a alta do dólar.

Essa medida também favorece as corporações brasileiras que realizam comércio com o dólar, mas prejudicam a maioria da população que usa apenas o real. 

O ministro Paulo Guedes encontra-se entre os beneficiados pelo aumento do dólar. Seus investimentos em países estrangeiros aumentaram muito de valor, caso convertidos para o real.

Como o país precisa importar produtos para sustentar as situações mais básicas do dia a dia, como importar trigo para fazer pão, a desvalorização do real face ao dólar é prejudicial para a população em geral.

Um dos argumentos de Guedes para tomar essas medidas foi que a alta do dólar impulsiona os brasileiros a desenvolverem a indústria local e a gastar o dinheiro no Brasil. É nessa perspectiva que o ministro criticou o fato de empregadas domésticas viajarem para a Disney. A intenção seria que o dinheiro circulasse dentro do país, e não fora.

A compreensão de teorias e práticas econômicas é complexa, com cada lado apresentando argumentos que apresentam certa legitimidade. 

Para começar a entender economia, a Brasil Paralelo elaborou artigos sobre economia e o curso Introdução a Economia Austríaca, presente no Núcleo de Formação da BP. Leigos no assunto poderão compreender situações complexas, conseguindo conversar sobre o assunto com verdadeiro embasamento.

Falta de reação quanto a anulação da prisão de 2ª instância

No dia 7 de novembro de 2018, o Supremo Tribunal Federal decidiu que pessoas condenadas como criminosos em tribunais de segunda instância não podem ser aprisionados. A decisão do STF possui esse poder pois o texto da Constituição não afirma categoricamente quando a prisão pode ocorrer.

Segunda a atual Constituição brasileira, em seu artigo 5º, inciso LVII:

“ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

De acordo com esse texto, o STF mudou o próprio entendimento firmado em 2016, e passou a defender que a prisão só poderia ocorrer após a 3ª instância. No momento que essa decisão foi tomada, todos os presos que haviam sido condenados apenas em 2ª instância foram liberados, incluindo o presidiário Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesse contexto, alguns deputados federais fizeram uma proposta de emenda à Constituição para que o texto constitucional seja claro em garantir a prisão em 2ª instância.

Bolsonaro foi eleito com discurso de combate a criminalidade, mas não apoiou o projeto. Declarou acatar a decisão do STF. Os deputados da sua base na Câmara articularam-se para que o projeto não fosse aprovado.

Muitos eleitores não aprovaram essas políticas do governo.

Falta de atitude após os protestos de 7 de setembro

Em 2021, Bolsonaro convocou o povo para protestar contra as atitudes do STF, que, na sua visão, estavam sendo ditatoriais. O povo foi às ruas, configurando uma das maiores manifestações da história do Brasil.

Os apoiadores de Bolsonaro esperavam que houvesse uma ação firme para encerrar a rixa entre os 3 poderes da República, e que Bolsonaro iria tomar as medidas para exercer de forma livre seu cargo de chefe de Estado, além de impedir que o STF legislasse e governasse sozinho.

Após proclamações duras contra os ministros do STF e de entregar um pedido de impeachment ao ministro Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro emitiu uma nota pedindo desculpas ao ministro e ao STF. A nota foi escrita pelo ex-presidente Michel Temer, ex-vice-presidente de  Dilma Rousseff.

Muitos apoiadores sentiram-se frustrados com a falta de atitude e falta de coerência da parte do presidente. Alguns acreditaram que haveria um "acordo" que traria liberdade sendo costurado, mas Bolsonaro seguiu seu trabalho sendo constantemente inquirido pelos ministros do STF, não tomando nenhuma atitude.

Escândalos

Alguns fatos que se tornaram escândalos na história de Jair Bolsonaro são:

  • Assessora parlamentar "Wal do açaí" acusada de ser funcionária fantasma;
  • Acusação de "caixa dois" visando emissão de mensagens em massa;
  • Suposto esquema de corrupção da "rachadinha" de Flávio Bolsonaro;

Cada caso será comentado abaixo.

Wal do açaí

Bolsonaro é acusado de ter nomeado uma assessora parlamentar fantasma. Segundo seus opositores, na época que Bolsonaro era deputado federal, ele nomeou Walderice como assessora para dar dinheiro público para ela sem que ela trabalhasse.

Duas das principais acusações são que ela não tomou posse do cargo em Brasília e possuía uma loja de açaí, onde realmente trabalhava.

O Ministério Público Federal ajuizou um processo de improbidade contra o presidente e sua ex-assessora parlamentar.

Bolsonaro argumentou contra as acusações durante as suas lives semanais. O presidente disse que a Wal realmente não tomou posse do cargo em Brasília, que nunca havia dito isso. Ela tomou posse do cargo em Brasília através de procuração judicial.

Segundo o presidente, Wal ficava no Rio de Janeiro para conversar com a população local e passar para o parlamentar quais eram as demandas do povo da região. Bolsonaro foi eleito no Rio de Janeiro, e sua missão como deputado seria representar o povo dessa região. 

Ao mesmo tempo que Wal participava de reuniões dos grupos locais e conversava com seus conterrâneos para saber suas necessidades, ela tinha uma loja de açaí.

Wal alega que tinha a loja de açaí para complementar sua renda. O valor discutido pela oposição de Bolsonaro e pelo MPF é de R$ 1.660,00 mensais, aproximadamente. Esse era o salário de Wal para atuar como assessora parlamentar.

Acusação de caixa dois e disparo de mensagens em massa

No ano de 2019, o Congresso Nacional criou uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. O objetivo era investigar suspeitas de notícias falsas e uso de métodos ilegais de propaganda durante as eleições de 2018.

O principal alvo era Jair Bolsonaro. Segundo os parlamentares da oposição, Bolsonaro havia utilizado em sua campanha robôs de disparo de mensagens em massa e desviado dinheiro público para fazer campanha.

A acusação partiu de uma reportagem da Folha de S.Paulo escrita por Patrícia Campos Mello. 

Segundo a jornalista, que nunca apresentou provas, apenas um dos contratos do qual "teve conhecimento" para disparos em massa seria de R$ 12 milhões, sendo que cada kit de disparo atingiria mil grupos de 220 membros, ou 220 mil pessoas, por dia. 

Apenas com este contrato, seria possível enviar mensagens para 8,8 bilhões de pessoas. A população do planeta Terra no ano era de "apenas" 7,5 bilhões.

O empresário Luciano Hang, um dos acusados pela Patrícia Campos Mello na Folha de S.Paulo de ter financiado os supostos disparos em massa, ganhou um processo em primeira instância contra a jornalista e a Folha pela reportagem "Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp”.

Mesmo assim, criou-se uma narrativa de que exista uma espécie de "fábrica de fake news" e de um "gabinete" de "disparos" de mensagens, notícias falsas e "discursos de ódio" por parte de apoiadores de Bolsonaro.

As acusações começaram devido a personalidades conservadoras ganharem mais destaque e criarem grupos que possuem contato entre si. Bolsonaro criticou as acusações afirmando que tal atitude configura crime contra liberdade de expressão e de opinião.

  • Recomendação: Para compreender esse cenário de censura e acusações de fake news, a Brasil Paralelo elaborou um documentário sobre os principais casos de censura do Brasil. Qual é o preço da liberdade? Qual o custo de perdê-la? Entenda através do documentário disponível de forma gratuita, Os Donos da Verdade.

Embora nunca se tenha provado a existência de um gabinete de mensagens secreto ou das "milícias digitais", a narrativa é tratada como fato por parte da mídia, e gerou a CPMI das Fake News.

A CPMI não comprovou a existência de um gabinete que criasse "fake news". A partir dessa narrativa, um inquérito sigiloso do STF foi instaurado, realizando buscas e apreensões de bens. 

O inquérito teve início há mais de um ano e ainda não forneceu acesso aos autos do processo para os acusados e seus advogados, que até hoje não sabem do que foram acusados.

Durante a CPMI, o deputado do PT Rui Falcão convocou um funcionário de uma das empresas de disparo de mensagens em massa, Hans River. Ao indagar se Bolsonaro havia utilizado os serviços da empresa, o funcionário disse que não, mas que o próprio Rui Falcão havia efetuado tais disparos, incluindo muitos outros membros do PT.

A empresa que Hans trabalhava era a Yacows, empresa de marketing digital. O site do Senado contém as declarações do ex-funcionário que delatou o esquema do PT. Segundo ele, quantidades altas de dinheiro eram fornecidas à empresa para o disparo de mensagens em massa.

A CPMI das Fake News também não encontrou nenhum indício de caixa dois por parte de Bolsonaro e sua família para a campanha.

Esquema de corrupção da rachadinha

A mulher de Bolsonaro, Michelle, foi acusada de receber 89 mil reais de Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro, senador da República e filho do atual presidente. O Superior Tribunal de Justiça anulou as provas do caso por Flávio Bolsonaro possuir foro privilegiado.

O caso foi arquivado pelo STF. O entendimento do Tribunal foi tomado após terem comprovado abusos cometidos pelo MP do Rio de Janeiro contra Flávio Bolsonaro. O caso Queiroz desgastou a família Bolsonaro, com inúmeras denúncias em capas de revista, e tornando-se cavalo de batalha da esquerda para acusar o presidente de corrupção.

O Teatro das Tesouras - Política Brasileira

Para entender um dos principais pontos da política brasileira moderna, a Brasil Paralelo lançou o documentário O Teatro das Tesouras. O documentário demonstra através de fatos primários e das falas dos próprios políticos brasileiros, como muitas das principais figuras políticas agem em prol do poder corrupto, visando a implantação de suas ideologias socialistas.

O documentário apresenta uma das principais ferramentas de corrupção utilizada no Brasil: a estratégia das tesouras. Os meandros de Brasília são apresentados de forma detalhada.

O acesso e divulgação do documentário gratuito auxilia no resgate dos bons valores e sentimentos no centro da sociedade brasileira.

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